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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Resumo da Semana #3


Estou de baixa.

Estou a morrer de tédio.

A televisão aborrece-me, já não consigo pegar em livros, não posso fazer praia supostamente por causa do calor e noto que se estiver muito tempo activa a coisa não é boa.

Ainda assim o médico de família confirmou que uma caminhada por dia não me fazia mal, mas claro, tudo com muito juízo e atenção a como me sinto.

Esta semana finalmente comecei a conseguir estar mais 'consciente', ou seja, deixar aos poucos de estar no meu modo Bela Adormecida. As dores de cabeça também deixaram de ser tão intensas e a permitir-me ter um dia-a-dia mais normal, pelo que decidi que iria caminhar, sair finalmente de casa. 

2ª feira - 14-08-2017

Primeiro dia que me senti melhor, mesmo assim, esperei até ao final do dia, para ter certezas que me sentia mesmo bem e mesmo assim de manhã e à tarde ainda dormitei. As horas das refeições estavam super alteradas, mas sozinha pouco me importava, aliás até é melhor.

Perto das 16h30 fui equipar-me, mas estava receosa de tal forma, que andei de trás para a frente mil vezes em casa até ganhar coragem para sair. Fui de mochila, tinha que ter tudo, lenços para o nariz por conta das hemorragias, boné para proteger a cabeça do sol, água para o calor e porque estou sempre com a boca seca, telemóvel não fosse dar-me alguma coisa.

Fui para a Quinta do Pisão, muita natureza, serra, bons estradões, sem carros, sem multidões e porque nunca acerto nos caminhos por isso seria uma boa ideia tentar decorar ali uns caminhos e ter mais ao menos ideia dos quilómetros.

Custou-me, sentia-me fraca, sentia a minha pulsação no nariz, fiz umas voltas estranhas mas acho que desta vez fui com atenção suficiente para começar a decorar os caminhos, tirei muitas fotos, andei sem pressão, sem horas, sem me chatear.

Desorientei-me e caí! Eu na minha normalidade já sou uma desastrada, nestas condições já devia ter previsto que algo do género iria acontecer. Esfolei a perna toda, marcas de guerra, A-D-O-R-O.

E o vento? Não sei o que se estava a passar, mas foi um exagero, até tive que tapar os ouvidos porque me estavam a começar a doer.

Terminei com 6km e pouco nas pernas, senti-me orgulhosa.






3ª feira - 15-08-2017

Preguicei, queria ir, mas não tinha vontade. Boa contradição, mas era isto. Queria correr, correr não dava, então ia andar, tinha que sair de casa, nem que fosse uma horinha por dia.

A paragem foi pertinho do Pisão, mas do outro lado, parei na Barragem da Mula, ia aventurar-me por aquelas zonas, quem sabe. Levava o Strava no telemóvel para evitar perder-me, mas mesmo assim é difícil de entender os trilhos, o Strava não mostra muita coisa, mas pelo menos dava para saber para onde me virar quando quisesse retornar.

Comecei sem certezas, de tudo, para onde ir, caminhar...corri, metros, andei, corri um pouco, andei milhões, virei por um trilho interessante e só porque sim, subi e dei com o trilho cortado por mil arbustos, voltei para trás, espreitei no Strava, não via trilhos nenhuns, deixei-me ir pelo estradão principal, subi quase durante 3km, andei e andei, estava super cansada, ofegante, só posso respirar pela boca, tenho o nariz completamente entupido, os ouvidos com o esforço ficam entupidos também, estava vento novamente, mas levei os fones, tinha música para me entreter e dar força na caminhada assim como proteger os ouvidos.

Quando o relógio marcou os 3 km ou perto disso, procurava um trilho o mais rápido possível parar cortar à esquerda, tinha a sensação que subia sem parar e precisava de descansar, de respirar.

Lá virei à esquerda, a descer pelo estradão dei conta de um trilho e espreitei, pelo meio das árvores, parecia-me bem. Aventurei-me. Era um trilho de bicicletas, com muitas rampas, algumas descidas manhosas, mas por ali fui. Cruzei-me com diversas pontes feitas em madeira, pequenas e que facilitavam a passagem. O Trilho das Pontes. O meu pai já o fez dezenas de vezes e até no Strava aparece. 

Era tarde. Mas eu juntei mais 6 km à conta, mesmo que a andar.






5ª feira - 17-08-2017

O pai estava de volta, a minha preguiça também.
Heis que surge o convite de ir fazer uma caminhada até ao Castelo. Achei estranho, o pai a dizer caminhada, qualquer coisa não estava bem, lá me explicou que ia ao treino das Salamandras à noite. Claro.
É Verão. Sintra é linda. Sinónimo de milhões de pessoas.
Queríamos ter começado a caminhada a partir da Vila mas tendo em conta a confusão de carros, optámos por deixar o carro em Sintra mesmo e começar a caminhada dali mesmo.
Na companhia do pai já sei sempre que vou subir, mas também sei que não me vou perder.
Decorei trilho nenhum. Zero. Só decoro caminhos quando vou sozinha, caso contrário limito-me a seguir as 'pegadas' da pessoa da frente.
Atenção: foi uma caminhada que me deixou de rastos, até andar custava, levava as mãos na cintura quando me sentia a desfalecer e em quase todas as subidas houve aquele auxílio de força/equilíbrio com as mão nas pernas enquanto se sobe.
Mais 6km para a conta e desta vez com o papá!






Domingo - 20-08-2017

O fim de semana no fim, merecia mexer-me um pouco.
Acordei sem alarmes, cedo, mas fiz tudo nas calmas. Tomei pequeno-almoço, equipei-me, fiz um pouco de ronha e lá arranquei.
Pensei fazer pelo menos 10 km, mas quando comecei logo desisti da ideia.
Arranquei para o Pisão e decidi que ia tentar correr, devagarinho e parar sempre que fosse necessário.
Comecei logo por uma subida, fiz devagarinho, sem pressão. Estava calor, estava muito calor, mais tarde soube que andei a correr com 30º graus, doida. Ainda me custa respirar, até porque tenho o nariz incapacitado e é super estranho, muito mais a correr. Parei. Parei muitas vezes, tirei muitas fotos, perdi-me, andei para a frente e para trás. O calor estava insuportável, por vezes parava à sombra a beber água, cheguei inclusive a sentar-me, sentia-me a sufocar, havia zonas que parecia estufa, seco, deserto.
A parte final fiz quase toda a andar e completamente acabada, já não podia com o calor 😓.
Quando cheguei ao fim nem acreditei, chutei 10 km para a conta 😁





Foi uma semana mais mexida, o meu nariz tem recuperado bem, ainda me dói e ainda tenho cá os tubos dentro (que tiro amanhã finalmente) pelo que ainda não estou a 100%, mas já me sinto mais eu.

M.


terça-feira, 19 de agosto de 2014

Braga - Bom Jesus - Vale de Cambra - Serra da Freita - Pedras Parideiras

Aquela semanita deu-me mesmo muito para mostrar, sim porque apesar de não postar tudo seguido, ainda tenho coisas para mostrar...

Lá fomos nós, mais uma viagem, e o pai lembrou-se "Ahhh vamos ao Bom Jesus"... Não corri, não, não corri, mas fogo fartei-me de subir escadas! 
Claro que quando uma pessoa começa a correr, ainda que pequenas distâncias, tudo o que vemos é sítios para correr, portanto nestes meus passeios ficava sempre fascinada pelos sítios, pela sua beleza mas em muitos locais também pelos bons trilhos que encontrava para se fazerem corridinhas....

Andámos a averiguar um caminho ali na zona de Côvo, mas aquilo era descer a pique o que implicava subir a pique, e constou-nos que eram à volta de 9 km, juro que só descemos para aí 500 metros e quando os voltei a subir... Disse muitas coisas feias entre dentes, só para mim.

Descobrimos que também existiam uns Percursos Pedestres na zona de Vale de Cambra e lá fomos nós, fizemos um de 5km que supostamente a caminhar é uma brincadeira autêntica, porém estava um calor insuportável e foram pai 2km sempre a subir e no meio de calhaus e mesmo, mesmo a subir, nem senti forças para tirar fotografias... Mas lá andava animada a caminhar e a passear!

Já ouviram falar das pedras parideiras??? Eu nunca tinha ouvido, mas no início da semana quando estava com a família o meu tio falou-nos delas, visto que íamos andar a passear ali pela zona delas.

As pedras parideiras são um fenómeno raríssimo, existem apenas na Serra da Freita e algures na Rússia pelo que averiguei. É realmente algo fascinante, são pequenas pedras que devido a mudanças de temperatura, sofrem alterações e dessas alterações podem saltar da rocha mãe pequenos nódulos, que parecem discos e têm uma textura e constituição específica, o sítio de onde elas saltam fica visível, a forma que melhor encontrei para descrever a rocha mãe é varicela, porque também eu fiquei com as marcas para sempre, um buraquinho. O local de onde as pedras saltam tem a mesma textura e cor das pedras parideiras, é preto brilhante, tipo granito com quartzo, é mesmo fascinante! Até hoje ainda não se conseguiu entender o porquê deste fenómeno, o que nos disseram foi que quando as rochas foram criadas, provenientes do magma, provavelmente formaram-se bolhas de ar e os minerais acabavam por se aglomerar nessa zona, mas esta é apenas uma hipótese. Adquiriram este nome porque parecia que a rocha estava a ter as suas filhotas :P 

Parece que o buraco tem água, mas é mesmo a tal constituição da rocha que nessas zonas é diferente, eu fui lá mexer para confirmar, a própria textura é diferente. Também encontrei zonas onde era possível ver a pedra parideira que iria acabar por se soltar. Claro que não encontrei nenhuma pedra parideira, eles devem passar o local a pente fino até porque as colocam para venda.

 Faz-me mesmo lembrar varicela!

Clássico! Passar mesmo com o carro a 5cm das vacas, houve uma que estava tão perto que tive que fechar o vidro porque morri de medo que me metesse os cornos dentro do carro. MEDO!


M.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Gerês

Gerês. Adorei!

Não era nada daquilo que imaginava, pelo menos a nível da vila (é mesmo pequenina), quanto à Serra: Espectacular, as cascatas, o facto de haver fontes em todo o lado, é tãooo verde! Fascinante! 

Um aspecto que achei muito interessante é que eles têm vários Percursos Pedestres estabelecidos e devidamente assinalados, infelizmente como andámos numa onda de dormir dois dias num sítio e arrancar para outro foi-nos impossível fazer um desses percursos, mas a próxima vez já sei!

Vista de um miradouro, estava um nevoeiro tão denso que parecia que estávamos nas nuvens, era incrível porque por vezes o nevoeiro descia e apareciam montes enormes do outro lado, ficámos lá durante um tempo pasmados com a paisagem e sempre a ver o nevoeiro a descer, subir, descer...

Quedas de água, cascatas, cenas com água a cair, como lhes quiserem chamar... UAUU!!!

Não fizemos nenhum percurso pedestre dos que estavam assinalados, mas partimos à aventura e fizemos uma caminhada de 6 km sempre junto ao rio! Brutal! 

Okay, vamos mesmo meter-nos no meio da Serra! Siga!!!

Ainda fomos a Espanha!!! :)

Mais uma caminhada de 5 km e o pai ia à frente entusiasmadíssimo !

Vou voltar! E vou mergulhar muito e fazer alguns dos PR!!!

M.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Foz d'Égua - Piodão - Mata da Margaraça - Fraga da Pena

Não me venham cá com histórias, só tenho a dizer que o nosso país é lindo e quanto mais o vejo mais gosto dele!

Na minha primeira semana de férias fui visitar a família lá de cima, Oliveira do Hospital, ainda fiz lá uma corridinha com o meu pai.

Visto que estávamos ali juntinho à Serra da Estrela e Serra do Açor, nada melhor do que fazer umas caminhadas por lá e vermos paisagens lindas (adoro serras).

Começámos por Foz d'Égua e ainda tivemos direito a um estilo piquenique, adorei, sentadinha em cima da toalha com a comida ali espalhada a ver a paisagem... ai ai... férias...

Okay... Sinceramente tenho um bocado de pânico com as alturas e passar nesta ponte que abanava por todos os lados...

 E uma casinha destas para as férias??!! Queroo!!!

A caminho do Piodão.
Não tenho fotos porque foi uma paragem breve dado que já tínhamos estado lá recentemente. Da mata da Margaraça também não tenho muitas fotos interessantes porque andava lá a ver os caminhos e a pensar que eram espectaculares para uma corridinha, tudo em trilhos e sempre à sombra!

Fraga da Pena e as suas belas quedas de água. Obviamente que também andei lá a molhar os pézinhos, não resisto a estas coisas e se fosse preparada claramente que iria mergulhar!!!



M.