quinta-feira, 22 de junho de 2017

CORRIDA SEMPRE MULHER – 5K – 02.04.2017

Não costumo ir a estas provas, não sei porque, nada contra, mas acho que foi a primeira que vez que me inscrevi numa corrida de ‘mulheres’ e foi porque uma amiga me persuadiu, iríamos juntas e pronto, eram só 5km, pertinho, tranquilo.
Ela não foi! Andei perdida ainda pelas zonas dela, Lisboa não é o meu forte para conduzir, não conheço nada, não conheço caminhos nenhuns, bom enfim… toda uma aventura. Ora, eu ligava e nada, eu esperava no sítio combinado e nada, pensei em não ir, tinha-me inscrito por ela e ela não dava sinais de vida, então tudo bem ia voltar para o meu lar, doce lar. Não! Ora, mas desde quando é que eu deixo de ir a uma prova porque vou sozinha?! Vamos!

Estacionei perto do metro do Alto dos Moinhos, tinha o passe, uma moedinha de €2 não fosse ser necessário, telemóvel, chaves do carro, pernas. Tudo Ok! Faltavam 30 minutos para a prova começar e eu ainda não estava lá, já estava em neura máxima, como de costume, toda uma agitação na minha pessoa nestes momentos. Cheguei a tempo claro, só eu é que faço todo o filme antes dos momentos.

Toda uma avenida minada de cor-de-rosa, lamento não fazer parte da maioria, mas o cor-de-rosa não é uma cor que me faça feliz. Estava quase na linha da frente, também não é normal, costumo estar mais para trás para evitar atrapalhar os outros, mas tudo bem, estava sozinha, ia tentar curtir a prova e despachar-me para evitar as confusões do metros e chegar a casa descansada.

PARTIDA!

Ok, comecei bem, controlar a respiração, esta parte é toda a subir. Aguentar esta parte é o principal. Começaram a vir as contas de cabeça, acho que já tinha referido noutro post que quando corro penso em mil coisas, receitas para fazer, contas para quantos quilómetros faltam, contas para calcular o ritmo e os tempos que posso fazer, pois já estava nessa fase e ainda agora tinha começado. A corrida é ida e volta, ou seja os primeiros 2,5 quilómetros serão sempre a subir e depois é tudo a descer… Boa! Estou a fazer 6 e pouco minutos por quilómetros. E estou a subir. Controla a respiração! 6:17min/km! 6:13 min/km! 6:07min/km! 6:20min/km! Aguenta Mafalda! Já estava a chegar à zona do Saldanha, pior parte já estava feita, tinha começado a baixar a velocidade, bolas! Ia começar a descer, mas bolas tinha mais uma mini subidinha, não sei se os meus pulmões iam aguentar aquilo, mas tinha que ser! Lá continuei, não parei para beber água, fugia do sol sempre que podia, mesmo assim entre os prédios ainda apanhei umas boas sombras o que foi uma sorte pois estava a ficar um calor parvo. Estava a começar a parte a descer. 6:13, 6:12, 6:11… Boa, boa Mafalda! Continua! 6:01, 6:00, 5:59, 5:58… Estava a ganhar velocidade, tinha que continuar, por este andar ia terminar os 5km abaixo de 30 minutos, ia ser o meu recorde pessoal, ia ter uma corrida em que o ritmo ia marcar abaixo de 6:00 min/km. O relógio já marcava ritmo abaixo de 5:30 min/km, começava a sentir-me estafada, os meus pulmões estavam a latejar, a minha garganta sabia a sangue, começava a ouvir a minha pieira, olhei para o meu relógio e chegou a marcar ritmo de 4:53 min/km, estava incrédula, mas compreendia a pieira, a asma a tentar vencer-me à força e quando verifiquei novamente o relógio estava a reduzir o ritmo, estava a bater outra vez nos 5 minutos e outros tantos segundos… Não! Já estava a ver a meta, não ia desistir agora, entretanto umas poucas mulheres passaram-me e eu tentei ao máximo recuperar, faltava menos de 1 quilómetro, um último esforço e batia um recorde pessoal. Não fui aos 4 minutos outra vez, mas não passei dos 6 minutos e cruzei a meta com uma média de 5:57 min/km, que para uns quantos é ridícula para mim foi uma vitória e cheguei completamente de rastos e ofegante.

Estava sozinha, acabei a prova, peguei na água que me deram no final e ia embora. Depois pensei, calma, vim sozinha mas acabei de correr, está um tempo incrível, deram-me uma barrita e um pacote de leite, vou respirar e descansar um pouco antes de ir para casa. Lá me encostei a um muro, perto do metro, à sombra e com um balão que me ofereceram e descontraidamente lá mandei a minha barrita abaixo!

Consegui socializar com duas senhoras de idade, muito simpáticas e brincalhonas e cheias de garra para continuarem a fazer estas actividades ainda que muito vagarosamente! Ficámos de nos encontrar para o ano, quem sabe…



M.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

MONSARAZ NATUR TRAIL 2017 – 10K – 26 MARÇO 2017

Fazia um tempão que não corria pelos Trilhos, se já sou uma coxa em estrada vocês conseguem adivinhar como a coisa se dá nos trilhos, para não referir que sou uma trapalhona e tropeço quase sozinha.

Não sei como surgiu, talvez por andarmos a tentar persuadir o meu irmão a fazer desporto, o mínimo possível e o que lhe tem calhado é fazer uma ou outra corrida connosco… entretanto entre o vai - não vai, fomos!

Passámos lá o dia de sábado, demos uma voltinha por Évora e seguimos para Monsaraz onde demos uma volta pelo Castelo, que devo confirmar que tem uma vista incrível e fomos à procura do local para levantar os dorsais. Gosto muito da tshirt, verde e com o meu nome estampado e deram-nos também um porta-dorsais com o meu nome e número de dorsal também estampado, gostei, mas sou ‘gaja’ é normal.

Ora, dia da prova, dia de aniversário do meu irmão, primeira prova oficial do meu irmão… não aconteceu. O miúdo tinha começado a fazer as suas pequenas primeiras corridas fazia uma semana, pouco mais, ora chegou a véspera da prova e ele informa que está cheio de dores no joelho. Não o iríamos forçar, não seria benéfico em nenhum sentido, mas não deixou de ser uma pena.

A coisa prometia chuva, e não era pouca, de início a coisa até parecia estar a dar-se, chuviscou um pouco durante o aquecimento, as provas maiores arrancaram e entretanto lá fomos nós.
Comecei bem, achei que a altimetria teria sido exagerada, óbvio ao quilómetro 1 já ia tudo a andar, uma subida enorme, sob chuva e piso escorregadio, naquelas pedras de xisto (xisto?!)… Podia dizer que a coisa tinha melhorado, mas não, as subidas foram muitas, a chuva era desconfortável, as descidas tinham que ser feitas com especial atenção por causa da chuva, ainda fui de rabo ao chão em algumas mas nada que não se aguente.

Os metros antes do abastecimento foram uma seca, decidiram criar um estilo de obstáculo, por mim tudo bem, mas não foi claramente bem previsto, ora ficámos certa de 15 minutos totalmente parados, para que um a um lá fizesse o obstáculo. Já eu tremia, com a minha falta de força de braços, o que seria, ainda ia eu fazer mais trânsito… Heis que vejo a temível coisa! Era uma subida por uma tábua de madeira, que tinha alguns relevos para o pé ter onde se segurar e ainda o auxílio de uma corda para subir, não fui claramente aquela gaja incrível que faz tudo com uma perna às costas, com execução e movimentos espectaculares e merecedores de público, mas por favor, demorei 5 segundos… Não percebi o drama e o porquê de 15 minutos de espera onde se acumulavam os diferentes grupos e se perdia a vantagem ganha até ao momento.

O resto da prova foi igual para mim, cinzento, seria a minha descrição. Cinzento o céu, Cinzento o meu cérebro, Cinzento o chão… Tudo Cinzento.

O tempo continuou no mesmo registo, de chuva, frio, escuro e as subidas continuavam a não ajudar a façanha de fazer o meu primeiro Trilho oficial, certamente o meu treino não ajudou a tornar a coisa mais agradável, mas fui porque me faz bem e feliz (talvez não no momento, mas depois).

Nem quis acreditar quando chegámos, estava cansada e um tanto ou quanto deprimida, agora só queria esperar pela chegada do meu pai, do Trilho de 22km, dar-lhe força quando chegasse e tirar-lhe umas boas fotos, gosto muito de conseguir tirar-lhe fotos à chegada!

Lá chegou! Sempre que grito por ele, tenho direito a um sorriso de uma ponta à outra, mas eu tinha que ter saído a alguém, ainda bem que foi a este cromo a quem chamo de pai!

A medalha era muito gira, feita em madeira, achei muito original e das mais giras que tenho:



Mais um obstáculo ultrapassado e ainda bem que o meu irmão não foi, acho que se ia desmontar ao fim de uns metros.



M.


P.S. – Como o tempo não estava favorável levei um impermeável, à chegada nem me recordei da questão do dorsal à vista e essas coisas todas que eles chamam à atenção, logo não me contabilizaram nos resultados… Questiono-me se um mero impermeável fará com que o chip também não consiga ser lido….?!

quinta-feira, 25 de maio de 2017

MEIA MARATONA DE LISBOA 2017 - 21K - 19/03/2017

[Começo por dar uma breve nota referente ao severo atraso para as publicações que vão começar a aparecer, estive desligada daqui, mas mais vale tarde do que nunca e... o blog é meu e as publicações seguintes fazem sentido nele e para mim]

3a feita!

Nem sei por onde começar... teve todo um início desastroso como um final, no meio a coisa até estava a correr bem, mas para que não me entusiasmasse e fosse pretensiosa... "Vai buscar!".

O início deu-se obviamente com o caminho até à partida, apanhar o dito comboio em Campolide. 
Uma palavra : catástrofe!
Ora falhei uns 3 comboios, não tenho outra forma de explicar, nem um dedinho era possível colocar naquele comboio.
Bom, ao quarto lá fiquei num lugar estratégico, mesmo em frente à porta e seria das primeiras a entrar, conforme entro fui atropelada por um carrinho de bebé, 2 vezes, ora como os queridos papás acharam que o carro não estava a entrar toca de fazer força e empurrar e a mer#@ do carro a dar-me mesmo ali nas canelas, até que lá soltei um grunhido e fiz uma cara nada amigável e os queridos lá entenderam, não sei.... 

Lá chegamos à paragem e foi toda uma peregrinação, claro que depois é tudo muito engraçado porque para descer para a ponte só dá pela laterais e cria-se um amontoado de pessoas que à primeira vista dá a entender que não anda.

Por esta altura comecei a desesperar com o xixi. Prossegui até à minha Zona, já tinha avistado umas quantas wc do lado da Mini as minhas não estariam longe, mas o certo é que não havia sinal delas, por instantes passei-me e irritei-me mas lá avistei 1, 2, 3, 4 e ... 4. Morri a rir! 4 wc para todo um mundo. Obviamente meti-me na fila e tinha só tipo 30 pessoas à minha frente, ainda aguardei um tempo considerável até olhar para o relógio e ver 15 minutos para a partida. Ignorei a situação e fui ao mato, 10.000 pessoas devem ter visto o meu rabiosque mas eu estava feliz e aliviada, por isso pouco me importava.

Como podem imaginar a linha da partida tem milhões de pessoas, coladinhas umas às outras, todo um calor humano a juntar ao dia de sol espetacular que se estava a pôr. Ia correr nas horas de mais calor, uiii e o que eu me dou bem com o calor para correr.

Partida!
Muitos atropelamentos, muitos encostos, muita gente parva, desculpem a manifestação pouco amigável mas no meio de muita gente boa também há muita gente parva e com zero respeito.
Ora, pisaram-me por trás, cuspiram-me para dentro dos ténis (já me bastava ter feito duas meias a chover a potes, agora a chapinhar porque a moça do lado não sabia cuspir a água para outro lado), levei empurrões, todas aquelas coisas giras que advêm de corridas desta amplitude.

No início durante a fase da ponte (depois de se fazer o 1º quilómetro e começar a correr mais à vontade) a coisa estava a dar-se, ia melhorar o meu tempo, estava a sentir-me bem, fiz 6km abaixo do que costumo fazer, saímos da ponte, demos uma voltinha ali no cais para seguir para a marginal e estava contente, continuava a fazer um tempo inferior ao normal, já tinha 8km, só pensava em como o pai ia ficar orgulhoso, ainda para mais no dia do pai.

O calor apertava, eu continuava a dar o meu máximo e começaram a vir as dores de pernas, burra! então claro a puxar mais do que era normal para mim, o calor tornava-se insuportável, parei em todos os abastecimentos, mandava uma garrafa de água pela cabeça abaixo, molhava bem a cara e os braços, dava sempre uns golinhos e fazia questão de deixar os lábios bem molhados porque normalmente corridas muito longas  deixam-me a boca seca e os lábios começam a colar-se.

A partir daqui as coisas já não estavam a ser maravilhosas e eu não largava o relógio a controlar o ritmo. Ia gradualmente baixando a velocidade e a pensar que já não ia ser um tempo perfeito para mostrar ao pai, as pernas já me estavam a doer e o calor... lá está, acho que comecei acima de tudo a quebrar psicologicamente. 

Heis que ao quilómetro 14 alguém se cola ao mim. Fiz cara esquisita, olhei de lado, reconheci a roupa e jeito de correr... Paizão!!! Veio acompanhar-me para terminar a prova, mas naquela altura já me sentia tão rota, ainda tentei dizer umas quantas coisas e ele obviamente mandou-me calar e focar na corrida.

Não havia hipótese. Parei em todos os abastecimentos, mas todos! Precisava tanto de água na minha vida. E quando digo parei é mesmo, parei. Bebia, molhava-me enquanto andava e não corria. A partir daí ia correndo 2km andava 100m e assim até ao fim, baixei exponencialmente o ritmo e a minha motivação desvaneceu. Senti-me triste porque iniciei a prova de uma forma tão boa que agora terminar de forma pior que as outras duas deixava-me de rastos...

O pai lá esteve, todo aquele tempo a torcer por mim e a fazer de fotógrafo, não cortou a meta comigo porque ele não estava inscrito, foi só acompanhar-me, mas mais do que a meta foi todo o percurso com a presença dele, estou deveras agradecida como de todas as outras vezes. 

Foi um dia do pai diferente !

Ficou feita e isso ninguém me tira.
Se foi com tempo mau?! Diria que cada um faz o que pode e consegue mas espero sinceramente que possa vir a melhorar estes tempos.






M.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Healthy Falafel



Estava desejosa de fazer isto, não sei porquê, acho o nome engraçado, vi imensas imagens que me deram vontade de fazer, pesquisei pelos originais, pelos saudáveis e heis que hoje cheguei a casa vi o que tinha para cá e fiz tudo à minha maneira.

Ingredientes:
  • 1 lata de grão cozido
  • meio pimento vermelho
  • meia cebola
  • 2 mãos cheias de rúcula
  • 1 pitada de sal


Preparação:
Triturar tudo!!!!
Misturar tudo!!!
Fazer bolinhas e colocar no forno!

Feito!

O tempo exacto que os deixei no forno não consigo dizer, mas sei que pelo menos 30 minutos a 180 graus estiveram, para ganharem consistência, visto que não juntei ovos nem farinhas.

Juro que foi só isto e que para mim o resultado final estava espectacular!







Super fofos os meus Falafel ^^

M.

sábado, 11 de março de 2017

Semi de Paris 2017



Voilà! 

A primeira de 2017 está feita! 

Frio, chuva e vento. É o que retenho maioritariamente desta prova.

Começou tudo na hora de ir buscar os dorsais... vou tentar acreditar que este momento foi mera coincidência e puro azar. 
Chegámos ao local e nem sei como explicar a infinita fila com que me deparei, sem exagero 2 km de pessoas que desenhavam uma serpente ao longo do parque, com impossibilidade de se visualizar o fim e sob chuva.
Um desconforto enorme, sem chapéu de chuva, sem casacos próprios ou pelo menos mais resistentes à água, foi sem dúvida um mau momento e que me fez chamar mil e uma coisas menos boas à organização.
Ao entrar no local, após a longa espera, este encontrava-se dividido por 3 zonas: certificados médicos, dorsais e tshirts. Ainda que ao entrar me tenha assustado porque era tudo "ao molhe e fé em Deus" a distribuição foi bastante rápida. O caminho até à saída era acompanhado de milhões de bancas de vendas de todo o tipo de coisas, meias, bolsas, chapéus, impermeáveis, géis e uma zona enorme dedicada à Adidas que era patrocinadora oficial (ainda que a tshirt não fosse da marca). Conclusão: tudo para apelar às sensações visuais das pessoas para as induzir a comprar, comprar, comprar... Felizmente só tirei uma foto num placard, grátis, e vim-me embora.

Primeiro sofrimento: Feito!

Dia da prova.

Stress ao mais alto nível (nada de novo...).
Acordei relativamente cedo, 7h da manhã e dediquei-me logo ao pequeno almoço.
Sempre tantas incertezas quanto aos pequenos almoços antes das provas. Ovos mexidos, uma barrita de frutos secos e sementes (feita por mim), 2 torradas pequenas com doce de frutos vermelhos, uma sumo de laranja e café.

Nhamiii... 
quanto às vontade nem um 'Oi'.

Os impermeáveis foram improvisados de sacos do lixo de forma a evitar trazer imensa roupa e ficar ainda mais pesada e para servirem de protecção inicial antes da prova.
Reparei que tinham uns caixotes de cada lado para roupa, para doação, para todas as pessoas que se vão despindo à medida que chegam à partida e assim a roupa não vai para lixo e é reutilizada . Gostei. Não me lembro de ter visto isto em Portugal.
Parti no último bloco, não sou rápida, não sou profissional, não tenho necessidade de atrapalhar ninguém. A prova começou às 9h e eu arranquei as 10h40, um grande atrasado em comparação com os primeiros blocos, ia passar a hora de almoço a correr. Esqueci-me de comer a minha banana. Neura.
Tirámos os impermeáveis e começámos finalmente a correr.

Para ser sincera não tirei prazer nenhum a nível de paisagem, chovia, fazia frio e a cada rajada de vento sentia-me congelar, batia contra a minha tshirt molhada e sentia-me a pedrificar. As mãos foram o pior e trouxe lembranças de guerra, desde a prova o meu polegar esquerdo está dormente, coisa que pensei que após um banho de água bem quente aliviasse, mas até à data permanece nestas condições.

O primeiro abastecimento chapéu, não estava preparada e atrapalhei-me um pouco com as imensas pessoas a tentarem recorrer ao mesmo. Decidi ignorar, devia ter 6km não era coisa grave.
Fizeram controlo de chip a cada 5km. Aos 12km não falhei o abastecimento, uma garrafinha de água para um pequenos goles e um pedaço de banana. Comi devagar, sem pressas, dei uns golinhos na água sem exagerar e continuei na minha. Por esta altura o meu miúdo já tinha começado a vacilar, desde o km 9 que já tínhamos baixado o ritmo, que inicialmente para mim até estava a ser bom e ia baixar o tempo da minha primeira meia maratona, até ao km 14 foi feito de forma calma, controlada, com uns retornos para o apanhar, controlo nas subidas, mas ... ele decidiu parar e mandou-me seguir. Desorientei-me por instantes, no que devia fazer, a ideia sempre foi fazer o percurso juntos mesmo que devagar, eu não trazia mais nada do que o meu relógio gps, como faríamos depois? ia ficar perdida... não tinha dinheiro nem para o metro, não sabia o número dele de cor ... mas fui continuando a correr, com um aperto no peito por o ter deixado para trás e por não saber como fazer no fim, num país que não é meu, sem dinheiro, sem telefone, sem identificação...

Até aos 14km foi-se fazendo bem como já referi, depois disso começou a vir a fadiga e a dores, aqui, ali, aborrecidas. Começaram a vir as contas, faltam 7km, faltam 6,5km, 'BIP' mais um controlo, faltam 6km, um abastecimento, deve ser o último, vou devagarinho sem atropelar nem ser atropelada, água check, banana check, ahhh! bolachas! uma check, comi tudo devagarinho, finalizei com uns golinhos de água e continuei.

Já não via forma de chegar, estava aborrecida, com frio, chuva teimosa e heis que me apercebo que é uma descida, uma grande descida, que continuou, km 17, km 18, uma ou outra parte plana e lá voltava a descer e eu a recuperar ritmo, a tentar, km 19 e muita conversa, percebo que há uma zona de fotos, eles anunciam, que porreiros! para evitar os momentos mais peculiares, já não sei se foi antes ou depois dos 20km, sorri, deu-lhes um V de Vitória e segui, 'BIP', último controlo até à meta ou seja 20 km, continuávamos em descida o que ajudava imenso porque me sentia a desfalecer. 

'BIP' e acabou !
21,1 km feitos!

Uma confusão gigante após a meta, seria a entrega das medalhas? comida? não, impermeáveis. Não percebi o porquê de tamanha confusão é só entregar... Ok fui buscar um porque a chuva continuava e tinha parado de correr, o frio atacava-me de tal forma que era duro falar ou mexer, as pernas arrastavam-se, esquerda pior que a direita como já tem vindo a ser habitual, uma dor de virilha que me condicionava bastante o movimento. Lá vesti aquele plástico gigante com capuz e fui buscar a minha medalha em em versão lesma. Sentia-me tão cansada que a medalha foi direitinho para o bolso dos calções.

E agora? Saio daqui? Passo a parte da entrega da comida e aguardo o meu miúdo lá fora? Dava-me jeito comer. Mas e se não o vejo? Ai que tenho tanto frio. Será que ele desistiu ou continuou? Peço a alguém o telemóvel para ligar! Bolas!... Não sei o número. Vou esperá-lo junto ao carro mas como faço com o metro? E como é que ele sabe que eu fui para lá?! 

Encontrei um mini pilar que me serviu de assento, onde me encolhi tanto que devia parecer um caracol de casca azul, aguardei, visualizava todos os que chegavam sem deixar passar um, tinha que ter calções e camisola de manga comprida, bolas ele podia colocar o impermeável e eu ia perdê-lo.
Não controlei o tempo que passou, era impossível mexer-me com o frio mas por um longo momento fiquei mesmo com receio de estar perdida no meio daquela confusão sem saber o que fazer.
Eu conheço aquela camisola e aquelas perninhas e ... e ... é ele!

Desmanchei-me a chorar agarrada a ele, porque senti sentimento de culpa por querer continuar, por não ter continuado com ele, por não ter esperado por ele, porque estava perdida, porque não sabia o que fazer. Tive um momento lamechas, foi um rasgo que me deu nada habitual. Passou.

Fomos atacar a comida, bananas, pauzinhos de chocolate, bolachas digestivas, bolo, entre mil e uma coisas que nem consegui perceber, mais a água claro. 

Uma segunda meia maratona até ao metro, não em distância mas em sofrimento, morria de frio e de dores, deve-me ter custado mais o caminho que fiz até ao metro do que as 2h de corrida. O dia a seguir estava moída mas logo, logo passou e estou pronta para mais uma !






M.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Nuts&Seeds bars



Só porque o nome em inglês fica todo pomposo e excêntrico, ao estilo de 'Uauu tão healthy e na moda e todas essas coisas'...

Ora... como já tinha manifestado no domingo houve prova. E fora. Começo logo com as neuras das comidas pré prova, das vontades que possam surgir ou não. Enfim todo um desgaste psicológico muitas das vezes desnecessário. 

Para evitar grandes coisas decidi fazer as minhas barritas, tenho dificuldade em adorar as de compra e feitas por mim não tem como falhar. Uso apenas o que gosto e consigo controlar efectivamente os ingredientes.

Bom, vamos lá...

Ingredientes :
  • 200g mistura de sementes de linhaça, girassol e goji;
  • Uma mão cheia de avelãs picadas;
  • Uma mão cheia de nozes picadas;
  • Xarope de Agave q.b.;
  • 6 quadradinhos de chocolate negro;
  • 1 colher de sopa de óleo de côco.


Preparação:

Triturei os 200g de sementes, estilo para fazer farinha, mas porque eu gosto das barritas assim;
Num recipiente coloquei esta espécie de farinha e adicionei xarope de Agave, mexi, adicionei Agave até ficar com aquela textura peganhenta (não é para exagerarem);
As nozes e as avelãs devem estar picadas, não trituradas mas pedaços relativamente pequenos e posteriormente adicionados à mistura anterior;
Mexer bem tudo e pela textura perceber se é necessário mais Agave ou mais sementes/frutos secos;
Numa travessa de vidro forrar com papel vegetal;
Colocar o preparado (bem misturado) na travessa e com a ajuda das costas de uma colher calcar todo o preparado contra a travessa, bem calcado e juntinho à travessa (ver foto);
Colocar o preparado no forno (previamente aquecido) a 170o graus entre 10/15min, dependendo do gosto;
Derreter o chocolate em banho Maria e com a ajuda do óleo de côco;
Depois de retirar o preparado do forno desenhar na superfície com o chocolate, riscas, quadrados, espirais (etc...) a gosto;
Colocar tudo no frigorífico até endurecer;
Após 1h/2h cortar o preparado em barritas !!!










Voilá!!

Se guardar no frigorífico a durabilidade é maior.

Devo dizer que ficaram brutais, super saborosas e gostosas e o meu pai não as deixou aguentar muito tempo.

Os colegas de trabalho que estão incluídos numa espécie de degustação dos meus preparados disseram que estavam óptimas e com direito a 'Foram as melhores barritas que comi até hoje!', mesmo sendo exagero soube bem ouvir isto !

É isto!
Ah era suposto terem aveia mas esqueci-me e como o resultado é positivo nem me vou chatear com isso.

M.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Contagem decrescente...

Aquele nervosinho miúdo...
Aquela ansiedade...
Aquela cabeça a mil...
Aqueles mil receios...
Aquelas mil questões...

Tudo a mil!

Falta 1 semana.

Meia Maratona de Paris 2017 aqui vou eu!

(Agora vou ali para um cantinho moer no meu stress...)


M.