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domingo, 10 de fevereiro de 2019

Quando fazes análises ao passado ...

Quando fazes análises ao que se passou... quando olhas para trás... ainda sabendo que nada vai mudar, que nada podes fazer... Este fim de semana, depois de uma semana bastante atribulada e que inclusive senti necessidade de pedir um dia, para respirar, para me acalmar e finalmente percebi que tinha deixado de fazer tudo o que gostava, tinha-me desleixado, tinha deixado de pensar em mim.

Hoje andei pelo strava, andei a analisar a falta de treinos, a analisar os tempos, os meus zero feitos ... deparei-me com um ano 2017 muito bom, com muitas provas, com conquistas, com uma determinação e motivação diferentes. Não sei se posso culpar a mudança de país, mudança de vida, mudança de muita coisa entretanto...

Ficam as análises:




Uma diferença de cerca de 700 km de um ano para o outro... isso e mais uns quilos que se juntaram à festa (gostava de dizer que os mesmos não foram convidados, mas tenho que ser sincera sobre o que andei a meter no 'bagulho' pelo que a culpa é toda minha).

Quando troquei de cliente em Junho recomecei a correr, porque eles têm balneários e eu aventurava-me à hora de almoço. Entretanto em Agosto fiquei sozinha devido às férias dos meus colegas e fiquei com bastantes coisas para gerir, pelo que deixei novamente de correr. Ali em Setembro entra uma Meia Maratona com zero preparação, logo de seguida, após 2 semanas senão me engano, meti-me em mais 20 km onde o único treino foi basicamente a Meia e finalmente, tendo me inscrito em mais uma Meia Maratona com os colegas de trabalho, achei que por bem, 2/3 semanas antes da prova devia fazer o mínimo de treinos possível, onde o mais longo foi 14 km. 
Entretanto as coisas voltaram a complicar-se no trabalho com um atraso de entrega do nosso projecto, pelo que o ambiente está pesado e complicado e eu nunca saio antes das 19h30, pelo que o meu ser anda cansado e enervado (fora 10.000 mil acontecimentos de carácter pessoal que não ajudam em nada).

Ainda assim, sobre 2018, sobre a minha loucura, tenho os 3 relatos a fazer-vos, das aventuras em que me meti sem treinos, porque decididamente sou louca e teimosa.

A relatar-vos :
  • Semi Disneyland 2018 - Setembro 2018
  • 20km Paris - Outubro 2018
  • Semi de Boulogne - Novembro 2018


M.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

voltar...


Faz tanto tempo…

Tenho tantas saudades de tantas coisas…

Sei que faz muito tempo quando escrever num teclado querty se torna difícil e irritante, eu que passo a vida a dizer mal dos teclados azerty pois não têm os acentos todos para quando quero escrever em português.

O ano 2018 não foi claramente o meu ano de eleição. E não fica fácil quando estamos longe dos nossos. Muita coisa mudou.

Corridas é igual a zero. Se fosse possível dava mesmo valores negativos.

Hoje “bateu-me”! Saudades da motivação, da sensação pós corrida, das conquistas pessoais.

Hoje fui correr.

Foi triste, devastador, desmotivador… poderia enumerar mil adjectivos negativos, mas acho que ficou a ideia.

Fiz 5km em 43min.

Mas sabem que mais… quando parei, senti algo bom dentro de mim, senti mais energia positiva dentro de mim, senti-me bem, senti-me mais leve, senti-me feliz. No fundo lembrei-me porque corria, porque me dava gosto, porque me ajudava.

Voltar a ganhar hábitos é difícil, aqui principalmente, quando as temperaturas são negativas e neva. Mas vou fazer um esforço, vou lembrar-me do ‘feeling’ de hoje e pensar em fazê-lo só para voltar a ter essa sensação de leveza, de satisfação.

M.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

10 KM PARIS ADIDAS - 10 KM - 10.06.2018 (1ªparte)

Já fazia um tempo... o ano passado foi provavelmente dos anos que participei em mais provas e adorei.

A verdade é que toda a mudança de vida de certa forma também, talvez mais cabisbaixo e por consequência a falta de vontade é enorme, não esquecendo que quando ainda fazia um esforço para manter os meus hábitos houve neve, muito frio e acabou por desvanecer toda a vontade que ainda restava... ficou o medo.

Medo ? - perguntam.

Sim, ganhei medo, medo de sair e de ficar cansada, de ver a minha velocidade ainda pior do que o que era, medo da respiração ofegante e de não controlar a asma, medo de querer correr 10km e de não aguentar nem 1km.

É, sei. Parece muito estúpido.

Entre as mil mudanças da minha vida, vai mais uma só para desestabilizar um pouco mais e lá mudo de cliente, a minha missão anterior não ia de encontro às minhas expectativas (já nem sei quais são elas) e pedi à minha manager para trocar de missão.

Deu-me um ataque de pânico no meio de tanto nervosismo e pensei que o que me poderia ajudar a superar tudo seria inscrever-me numa prova.

Mal ou bem iria correr, sei que o facto de estar na prova me iria forçar a terminar, mesmo que tivesse que andar, mesmo que criasse bolhas, que uma unha me caísse, mil e umas desgraças juntas mas eu sei que terminaria, nem que fosse por causa da logística estudada para voltar para casa.

Inscrição feita:
10 km Paris Adidas
+1h05
Equipa : Grand Paris

M.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Vida de emigrante...


Já se passou meio ano, mais do que isso até, nem sei como, de certa forma passou a correr por outro lado houve momentos que pensei que o tempo não andava.


Pensei que com o tempo fosse chamar isto de ‘casa’, até agora não aconteceu.



Há mil e um motivos para que não o seja.



A verdade é que quem nunca partiu e fala de emigração não compreende o quanto abdicamos. Muitos dirão que partiram e que foi uma tranquilidade - não julgo -ainda assim acredito que existam diversos factores para contribuir para esse ‘sucesso’. Talvez eu não tenha tido essa sorte.



A verdade é que tenho aqui o meu miúdo, que é um apoio incansável e muito meu amigo e sei que parece ingrato quando digo que não chega. Mas a verdade é que é meio agridoce, estou bem com ele e estou confortável financeiramente, há regalias aqui que não existem em Portugal, a Universidade pública aqui é gratuita tirando a inscrição que deve rondar os 200€ nem tanto, a nível de contribuição para a saúde também é relativamente melhor, os transportes são mais baratos e de melhor qualidade (ainda que já não possa com eles)... etc... etc... a verdade é que sou feliz de mini na mão sentada na praia a ver o por-do-sol com os meus, a sentir a sol tocar-me na cara, dar gargalhadas altas e felizes, ir mandar um mergulho e perder as cuecas do biquini nas ondas selvagens da minha bela praia grande.



Sabem aquelas pessoas que gozam com os emigrantes, o quando gritam pelo seu país de origem e que são os típicos ‘labregos’. Eu sei, sempre gozei com eles (ainda gozo), o certo é que me tornei quase isso. Desde decidir ir fazer uma corridinha e deparar-me com um Rancho Folclórico e perceber à distância que aquilo era do Meu país e parar para assistir, ficar lá até terminar, sem saber a que horas seria, rir das bacuradas e do português mal falado, mas ficar e sentir um aperto no coração. Todo este tumulto graças a um rancho folclórico o qual nunca dei valor e não tenho qualquer interesse (à excepção quando é a minha família).



E se vos falar do Euro Visão. Nunca assisti ao programa, normalmente apenas no dia a seguir fazia umas pesquisas para ver os melhorzitos, quem ganhou e coisas assim. Este ano foi diferente. O Euro Visão era em ‘casa’, Meu país! Conhecia todas as anfitriãs, dava-me prazer só de olhar para elas ainda que estivessem a falar em inglês, aquela energia e boa disposição portuguesa, não tem como não contagiar. E o pior veio depois, o virar uma Maria Madalena sem perceber como... heis que começam a dar os pontos e entre os vários apresentadores houve pelo menos três que eram emigrantes ou de origem portuguesa, já não me recordo dos países, neste momento só me lembro da Austrália, mas recordo-me que cada um deles fez questão de falar a nossa bela língua portuguesa e eu fiquei ali no sofá, de cara lavada em lágrimas e com um coração pequenino.



É isso, o meu coração aqui está pequenino. E dói.



M. a asmática emigrante

quinta-feira, 1 de março de 2018

Tentativas falhadas...

Ora bem... ainda sonhei, sonhei que a notícia que publiquei aqui há uns dias (a publicação anterior a esta) fosse falsa, ou exagerada...

Tentei ganhar força para correr, a semana passada por duas vezes tirei o rabo da cama às 6h da manhã e ainda consegui dar uma voltinha, já esta semana...

4ª feira (ontem)

Despertador tocou às 6h, estava com a preguiça no máximo, mas lá me mexi toda confiançuda, peguei no telemóvel e vi bem escrito -7º ! Oh meus amigos, calma com a brincadeira! Lá fiquei pela cama  mais uns quantos minutos, pensei que ao final do dia a coisa estivesse melhorzinha...
Como vida de adulto tem coisas chatas, o trabalho foi complicado ontem, pelo que nem consegui fazer pausa para almoçar, quando finalmente despachei as situações complicadas heis que o Outlook me notifica para uma reunião... conclusão : Não Almocei!
Pensei comprar um chocolate e fui com a minha moedinha, fazer um cházinho quentinho e comprar o meu devido chocolate, mas pelo caminho achei que não merecia e que não o devia comer...
Acontece que como não almocei, não lanchei, com a garganta cheia de dores e a ficar com expectoração*... jantei uma pizza e adormeci às 21h.


* Explico que o ficar adoentada obviamente se deve ao frio proporcionado pela nossa amiga Rússia, mas também ao exagero de aquecimento nos edifícios e transportes.
Uma pessoa sai de casa e sente-se na Islândia, entra no autocarro parece que está no Vale da Morte, Califórnia, calor e as pessoas a quererem matar-se umas às outras – primeiro desafio ultrapassado -, sai do autocarro faz uma pequena caminhada pela Mongólia até entrar no comboio onde faz uma breve viagem pela Etiópia, próximo do vulcão Dallol, após 1 breve paragem, com direito a uma passagem pela Gronelândia durante a passagem de um comboio para o outro, novo comboio, nova viagem até Austrália com as suas vastas florestas tropicais, que entre casacos, infinitas camisolas e echarpes, quase que se vira a boneca. Para terminar, última estação do comboio, uma marcha de 10 minutos pela Antártida e com chegada ao destino final – pelo menos durante 9 horas  - Deserto do Saara! com possibilidade de flutuações de temperatura, consoante o ‘mood’ dos meus colegas queridos.

Conclusão : Garganta inflamada, Expectoração, Falta de energia

PS – Informo que recorri ao Google para informações de Geografia vs Mais quentes vs Mais frios, que infelizmente a minha Geografia é um pouco nula devo dizer.

5ª feira (hoje)

Tendo em conta que adormeci que nem um patinho ontem, às 5h40 de hoje estava desperta e a ganhar confiança para ir correr... mas -4º. Damn it! Heis que me levanto, vou até à cozinha e sem querer olhar pela janela, graças à nossa fantástica visão periférica, vislumbrei um manto branco. O cérebro demorou a processar a informação, mas lá se dignou a olhar e lá está! Neve em todo o lado. Esqueçam.

Para continuar a minha maré de sorte, no domingo deixei as minhas botas mais quentinhas e confortáveis na varanda porque pisei cócó (merda mesmo! bolas para a minha maré de azar) e a preguiça de limpar aquela badalhoquice fez com que hoje me rogasse pragas, lá estavam elas, na varanda, com neve...


Vida : 1 - M. : 0

M.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Vaga de frio Moscou-Paris

Não sei se mereço, se calhar sim, mas dá para pararem com esta brincadeira do frio?! Ainda nem completei os 6 meses desde que mudei a minha vida (drasticamente) para vir habitar este País da cidade do Amor (agora não penso isto, mas são pormenores...) e não é que este ano se batem recordes por aqui?! Mas não são dos bons, são frios, gélidos, complicados, que atrapalham o dia a dia de uma pessoa.

Ora, amanhã aparentemente vai ser o dia mais frio em França desde sei lá eu quando... chamam-lhe o fenómeno Moscou-Paris, um frio glacial vindo ali da 'amiga' Rússia, com temperaturas aqui na minha zona a chegarem aos -10º com uma sensação térmica de -15º, brincadeiras engraçadas estas...

Estou aqui na minha 'pausa' no trabalho a ver as notícias cheia de alegria (só que não!).


Vague de froid : attention, le « Moscou-Paris » est là

«C’est un froid sibérien qui gagne la France à partir de ce dimanche et au moins jusqu’au milieu de la semaine.

On l’a senti arriver, ça y est, il est là. Le « Moscou-Paris », qui nous vient tout droit de Sibérie gagnera la France ce dimanche après-midi. Les températures battront des records hivernaux avec jusqu’à -10°C, ressenti -18°C.»



França vive onda de frio siberiano

«A França enfrenta nesta semana uma onda de frio, com temperaturas que podem atingir até dez graus negativos. A sensação térmica poderá chegar a menos 18 graus em algumas regiões. O motivo é um fenômeno conhecido como "Paris-Moscou", uma massa de ar polar que vem da Sibéria.

A frente fria chegou à França neste domingo, vinda do nordeste do continente, e se instala graças à presença de um anticiclone no norte da Europa e da baixa pressão no Mar Mediterrâneo. Esses dois fatores provocaram a aparição de um corredor de vento polar entre a Rússia e o leste europeu.
De acordo com o serviço de meteorologia francês, terça-feira será o dia mais frio no país desde 2012.»



E correr com este frio?! Na semana passada, antes de saber desta novidade fresquinha, saí às 6h15 para uma corridinha de 5km, as minhas bochechas congelaram, os meus pulmões quase que iam pelo mesmo caminho. A minha preguiça vai de mão dada com este frio, fica muito difícil fazer-me à estrada assim.



M.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Hoje!

Não vos vai fazer sentido nenhum....

Não é para fazer...

Precisava de exteriorizar, talvez para me ajudar a interiorizar.

Hoje é  dia! Tem de o ser. Vai ser!


M.

domingo, 21 de janeiro de 2018

2017/2018


Finalmente com mais calma e tempo para pensar sobre o que foi 2017 e sobre o que espero para 2018, não querendo de qualquer forma me debater muito sobre o que espero para 2018, evitando assim maiores desilusões e mesmo não querendo fazer uma análise muito aprofundada sobre 2017 não dando grandes margens para divagar e deprimir.
Quanto a 2017 sem sombra de dúvida foi um ano bomba para mim, teve muita coisa boa, outras nem tanto, aproximou-me de pessoas que hoje me são muito queridas, apresentou-me muito boa gente desta paixão de correr, fez-me reflectir sobre amizades antigas o que são e o que devem ser, apresentou-me sítios novos, trouxe-me também desafios novos, a nível profissional e pessoal... e levou-me a emigrar, que foi uma das minhas maiores e mais difíceis decisões de sempre.
Sobre o quis e escrevi o ano passado a análise é mediana, 4 em 8, 50%, pelo que não estive nem bem nem mal. Mas os que ficaram por completar sei que foi falta de força de vontade minha, pelo que tenho que melhorar nesse campo.

Objectivos 2017:

  • Correr pelo menos 3 Meia Maratonas;
OK
  • Uma das Meia Maratonas tem de ser a da DisneyLand Paris (a ver se não falho as inscrições este ano);
OK
  • Perder 8kgs (os gajos são persistentes acho que me amam de morte, meus maiores fãs);
NOK NOK NOK
  • Melhorar a minha condição física em geral, sendo que a minha força de braços é nula e será um ponto prioritário;
NOK
  • Dando continuação ao ponto anterior, conseguir fazer 10 flexões de braços seguidas será um grande feito para a minha pessoa;
NOK
  • Completar 12 semanas do Treino BBG.
NOK
  • Arranjar trabalho em França e mudar-me para lá;
OK
  • Orientar as 'coisas (conhecidas por contas) a pagar', o último mês muita coisa correu mal e levou-me mais do que tinha e neste momento a prioridade é limar estas arestas e estar numa situação confortável outra vez.
OK


Quanto Às Corridas

Foi o ano que mais corri, que fiz mais provas, das quais uns quantos trails, o ano em que dei mais às perninhas e melhorei uns quantos tempos.
Não fui sub60 aos 10km por 14 segundos (1 segundo no tempo oficial) o que é super frustrante, mas que espero um dia ultrapassar.

Provas efectuadas:
  1. SEMI DE PARIS 05-03-2017 21KM
  2. MEIA DE LISBOA 19-03-2017 21KM
  3. MONSARAZ NATUR TRAIL 26-03-2017 10KM
  4. CORRIDA SEMPRE MULHER 02-04-2017 5KM
  5. CORUCHE CORK TRAIL 09-04-2017 13KM
  6. MONTEJUNTO TRAIL 23-04-2017 9KM
  7. TRILHO DAS LAMPAS 13-05-2017 20KM
  8. 10KM L'EQUIPE 11-06-2017 10KM
  9. 10KM DISNEYLAND 23-09-2017 10KM
  10. SEMI MARATHON DISNEYLAND 24-09-2017 21KM
  11. 20 KM PARIS 08-10-2017 20KM
  12. 10KM PARIS CENTRE 15-10-2017 10KM
2018

Desta vez não vou sonhar tanto, limito-me a dizer que quero saúde, boas pernas para correr e que seja possível fazer um pouco mais do que em 2017, que seja mais 1 km, menos 1 minuto, mais 1 prova, mais 1 meia maratona... melhorar.
Pessoal e profissional, uns tantos 'sonhos' que vou desta vez deixar simplesmente fluir, logo se verá.


M.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

sábado, 6 de janeiro de 2018

2018 e eu estou viva...


Ando desaparecida... o fim do ano 2017 teve muitas mudanças, boas e más, agridoces, mais ou menos complicadas e minha assiduidade tornou-se claramente um fracasso, entre ela uns outros tantos.

Estou viva. 4 meses a morar em França e ainda estou viva.

Não é "casa", acho que vai sempre faltar preencher um vazio e não consigo dizer que é a minha "casa". Tem pequenas coisas que se tornam minhas, que me fazem feliz, mas o meu ser é Portugal, é Sintra, é mar, é sol, é calor, é sorrisos.

Quanto ao meu fracasso a nível de assiduidade, para quem trabalha nas áreas de finanças, mercados e por ai, sabe que dia 3 de Janeiro de  2018 haviam várias regulamentações novas a entrar em vigor, pelo que o fim do ano tornou-se um massacre no que diz respeito a trabalho.

Pouco corri, ou equivalente a nada, pouca atenção tive, pouco me preocupei comigo. 
Conclusão: Estou um pequeno cachalote, sem força nas canelas e com um humor de cão.

Esta semana 'bateu-me', a sensação de falhanço, de mal estar, baixo de forma... cansada. 

Pelo caminho ficaram dois relatos por contar (20 km de Paris e os 10 km Paris Centre), 2 relatos onde superei os meus tempos e agora, hoje, até me custa a acreditar. Brevemente irei escrevê-los e brevemente recuperarei a M. 


Um Feliz 2018 para todos com essas perninhas a mexer por aí !


M.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

das coisas que detesto em França

Passadeiras.
Hoje o tema é este.

Odeio as passadeiras em França!

Consigo respeitar o sinal vermelho, mesmo quando estou a correr, mesmo que me deixe fula ficar aqueles segundos, minutos (que parecem infinitos) ali do meu lado, esperando o sinal abrir para me começar a mexer... 

mas...

Conhecem as passadeiras sem sinal?! Que os pais nos ensinam desde pequenos a olhar para a esquerda e para a direita, ver se há carros, se param e finalmente passar?!

Aqui ter ou não ter passadeira é irrelevante. Podes olhar quantas vezes quiseres, podes ganhar as raízes que quiseres, não há uma única viatura que pare para te deixar passar, por isso ou passas quando efectivamente não existirem carros na rua (tipo às 3h da manhã e mesmo assim...) ou tentas a tua sorte te mandas e logo vês se sobrevives, podes ainda levar uma buzinadela caso não morras, ou uns olhares raivosos.

Sim, odeio muito as passadeiras em França, porque em Portugal paramos sempre e quando não acontece porque estamos mais distraídos há sempre um sinal gestual do condutor em jeito de "Desculpeee...".

Pois... saudades...

M.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Decisões

Hoje foi o meu último dia de trabalho.

Há um mês decidi emigrar.

Toda a minha vida vai mudar.

Se foi das decisões mais difíceis da minha vida... Foi. É!

Porque publiquei uma foto a Oficializar a minha saída... e claro, chegaram os comentários, que só vi passado quase 3 horas e foram imediatamente acompanhados de uma tristeza, de um vazio que é impossível descrever.

Quando após entrevistas me deram o "Ok" fiquei radiante, sorria com os dentes todos! Todavia, a cada passo a chegar ao carro os dentes foram desaparecendo... o pai ia ficar longe, a minha língua materna ia ser quase inexistente, o sol ia desaparecer, a praia ia ficar a mais de 2000km de distância... 

Se por um lado queria tanto isto, por outro só me apetecia ganhar raízes e nunca mais daqui sair.

M.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Resumo da Semana #3


Estou de baixa.

Estou a morrer de tédio.

A televisão aborrece-me, já não consigo pegar em livros, não posso fazer praia supostamente por causa do calor e noto que se estiver muito tempo activa a coisa não é boa.

Ainda assim o médico de família confirmou que uma caminhada por dia não me fazia mal, mas claro, tudo com muito juízo e atenção a como me sinto.

Esta semana finalmente comecei a conseguir estar mais 'consciente', ou seja, deixar aos poucos de estar no meu modo Bela Adormecida. As dores de cabeça também deixaram de ser tão intensas e a permitir-me ter um dia-a-dia mais normal, pelo que decidi que iria caminhar, sair finalmente de casa. 

2ª feira - 14-08-2017

Primeiro dia que me senti melhor, mesmo assim, esperei até ao final do dia, para ter certezas que me sentia mesmo bem e mesmo assim de manhã e à tarde ainda dormitei. As horas das refeições estavam super alteradas, mas sozinha pouco me importava, aliás até é melhor.

Perto das 16h30 fui equipar-me, mas estava receosa de tal forma, que andei de trás para a frente mil vezes em casa até ganhar coragem para sair. Fui de mochila, tinha que ter tudo, lenços para o nariz por conta das hemorragias, boné para proteger a cabeça do sol, água para o calor e porque estou sempre com a boca seca, telemóvel não fosse dar-me alguma coisa.

Fui para a Quinta do Pisão, muita natureza, serra, bons estradões, sem carros, sem multidões e porque nunca acerto nos caminhos por isso seria uma boa ideia tentar decorar ali uns caminhos e ter mais ao menos ideia dos quilómetros.

Custou-me, sentia-me fraca, sentia a minha pulsação no nariz, fiz umas voltas estranhas mas acho que desta vez fui com atenção suficiente para começar a decorar os caminhos, tirei muitas fotos, andei sem pressão, sem horas, sem me chatear.

Desorientei-me e caí! Eu na minha normalidade já sou uma desastrada, nestas condições já devia ter previsto que algo do género iria acontecer. Esfolei a perna toda, marcas de guerra, A-D-O-R-O.

E o vento? Não sei o que se estava a passar, mas foi um exagero, até tive que tapar os ouvidos porque me estavam a começar a doer.

Terminei com 6km e pouco nas pernas, senti-me orgulhosa.






3ª feira - 15-08-2017

Preguicei, queria ir, mas não tinha vontade. Boa contradição, mas era isto. Queria correr, correr não dava, então ia andar, tinha que sair de casa, nem que fosse uma horinha por dia.

A paragem foi pertinho do Pisão, mas do outro lado, parei na Barragem da Mula, ia aventurar-me por aquelas zonas, quem sabe. Levava o Strava no telemóvel para evitar perder-me, mas mesmo assim é difícil de entender os trilhos, o Strava não mostra muita coisa, mas pelo menos dava para saber para onde me virar quando quisesse retornar.

Comecei sem certezas, de tudo, para onde ir, caminhar...corri, metros, andei, corri um pouco, andei milhões, virei por um trilho interessante e só porque sim, subi e dei com o trilho cortado por mil arbustos, voltei para trás, espreitei no Strava, não via trilhos nenhuns, deixei-me ir pelo estradão principal, subi quase durante 3km, andei e andei, estava super cansada, ofegante, só posso respirar pela boca, tenho o nariz completamente entupido, os ouvidos com o esforço ficam entupidos também, estava vento novamente, mas levei os fones, tinha música para me entreter e dar força na caminhada assim como proteger os ouvidos.

Quando o relógio marcou os 3 km ou perto disso, procurava um trilho o mais rápido possível parar cortar à esquerda, tinha a sensação que subia sem parar e precisava de descansar, de respirar.

Lá virei à esquerda, a descer pelo estradão dei conta de um trilho e espreitei, pelo meio das árvores, parecia-me bem. Aventurei-me. Era um trilho de bicicletas, com muitas rampas, algumas descidas manhosas, mas por ali fui. Cruzei-me com diversas pontes feitas em madeira, pequenas e que facilitavam a passagem. O Trilho das Pontes. O meu pai já o fez dezenas de vezes e até no Strava aparece. 

Era tarde. Mas eu juntei mais 6 km à conta, mesmo que a andar.






5ª feira - 17-08-2017

O pai estava de volta, a minha preguiça também.
Heis que surge o convite de ir fazer uma caminhada até ao Castelo. Achei estranho, o pai a dizer caminhada, qualquer coisa não estava bem, lá me explicou que ia ao treino das Salamandras à noite. Claro.
É Verão. Sintra é linda. Sinónimo de milhões de pessoas.
Queríamos ter começado a caminhada a partir da Vila mas tendo em conta a confusão de carros, optámos por deixar o carro em Sintra mesmo e começar a caminhada dali mesmo.
Na companhia do pai já sei sempre que vou subir, mas também sei que não me vou perder.
Decorei trilho nenhum. Zero. Só decoro caminhos quando vou sozinha, caso contrário limito-me a seguir as 'pegadas' da pessoa da frente.
Atenção: foi uma caminhada que me deixou de rastos, até andar custava, levava as mãos na cintura quando me sentia a desfalecer e em quase todas as subidas houve aquele auxílio de força/equilíbrio com as mão nas pernas enquanto se sobe.
Mais 6km para a conta e desta vez com o papá!






Domingo - 20-08-2017

O fim de semana no fim, merecia mexer-me um pouco.
Acordei sem alarmes, cedo, mas fiz tudo nas calmas. Tomei pequeno-almoço, equipei-me, fiz um pouco de ronha e lá arranquei.
Pensei fazer pelo menos 10 km, mas quando comecei logo desisti da ideia.
Arranquei para o Pisão e decidi que ia tentar correr, devagarinho e parar sempre que fosse necessário.
Comecei logo por uma subida, fiz devagarinho, sem pressão. Estava calor, estava muito calor, mais tarde soube que andei a correr com 30º graus, doida. Ainda me custa respirar, até porque tenho o nariz incapacitado e é super estranho, muito mais a correr. Parei. Parei muitas vezes, tirei muitas fotos, perdi-me, andei para a frente e para trás. O calor estava insuportável, por vezes parava à sombra a beber água, cheguei inclusive a sentar-me, sentia-me a sufocar, havia zonas que parecia estufa, seco, deserto.
A parte final fiz quase toda a andar e completamente acabada, já não podia com o calor 😓.
Quando cheguei ao fim nem acreditei, chutei 10 km para a conta 😁





Foi uma semana mais mexida, o meu nariz tem recuperado bem, ainda me dói e ainda tenho cá os tubos dentro (que tiro amanhã finalmente) pelo que ainda não estou a 100%, mas já me sinto mais eu.

M.


terça-feira, 8 de agosto de 2017

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Aborrecimentos

Chateia-me quando as coisas não estão a correr de todo como eu queria.
Estou em versão : "arranjando desculpas".
Irrito-me a mim mesma.
Tenho que treinar... ai se tenho.
Amanhã?!

M.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Objectivos 2017



2016 ...

Foi um ano que passou rapidamente e trouxe muita mudança na minha vida, quer a nível pessoal quer a nível profissional.

Um dos meus grandes objectivos foi finalmente realizado. 
CORRI UMA MEIA MARATONA !(2h19m15s) 


O clichê dos blogues passa por se escrever quais os grandes desejos (eu chamo-os sempre de Objectivos) para o ano que se avizinha. Ora, eu passo pelo clichê mas com mais estilo, já que não é para ano que se avizinha mas para o ano actual e que inclusive já levou com um mês e pouco...
Não faz mal, ainda tenho quase 11 meses (se tiver em conta a forma como acho que o tempo passa, quando publicar esta mensagem já estou no ano 2018 )...

Objectivos 2017:
  • Correr pelo menos 3 Meia Maratonas;
  • Uma das Meia Maratonas tem de ser a da DisneyLand Paris (a ver se não falho as inscrições este ano);
  • Perder 8kgs (os gajos são persistentes acho que me amam de morte, meus maiores fãs);
  • Melhorar a minha condição física em geral, sendo que a minha força de braços é nula e será un ponto prioritário;
  • Dando continuação ao ponto anterior, conseguir fazer 10 flexões de braços seguidas será um grande feito para a minha pessoa;
  • Completar 12 semanas do Treino BBG.


Os objectivos relativos ao Desporto e condição física estão delineados, obviamente também existem objectivos a título pessoal, deixo uns quantos mais importantes.

  • Arranjar trabalho em França e mudar-me para lá;
  • Orientar as 'coisas (conhecidas por contas) a pagar', o último mês muita coisa correu mal e levou-me mais do que tinha e neste momento a prioridade é limar estas arestas e estar numa situação confortável outra vez.

Vieram com atraso mas ainda estão dentro do prazo.

O motivo que me leva a escrever os meus objectivos é o facto de parecer que os torna mais reais, que tenho uma obrigação e como tal ganho mais motivação para me esforçar para os completar, como se alguém dependesse disso. Pensamento parvo, mas se me ajuda a ganhar força 'Why not?!', a sensação é igual quando me inscrevo nas provas, o medo de falhar é tal que a minha motivação aumenta e começo a treinar.

Espero daqui a um ano estar a reflectir sobre os objectivos desde ano e a validar tudo, como consequências, escrever novos Objectivos.


M.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Subidas Subidas Subidas



Subidas. Subidas. Subidas.

Odeio-as... com muita muita força.
Ultimamente até que as tenho aguentado, tento fazer de conta que não são o que são, quase fecho os olhos na tentativa de se não vir que é a subir talvez não seja. Mas é... sempre.
Ainda que nestes últimos tempos gaste todas as minhas energias para não parar, acontece isso, gasto todas as minhas energias e por norma descontrolo a minha respiração. Entro sempre num ritmo sonoro de inspira-expira ao nível de um remix/beatbox digno de platina, se calhar está na hora de gravar uns sons e procurar uma editora... estou a ver todo um futuro à minha frente.
Merda para a Asma que tem sempre uma parte de mim presa, ainda que neste momento ache que tenho finalmente mais mão nela do que ela em mim, tem dias que ela come espinafres e sente-se o Popeye da vida e com vontade de me agarrar e chatear. 
Os espinafres a mim nunca me deram está força anormal, devo andar a comer os errados...
Descidas?? Onde estão??

M.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Trump?

Depois de um dia mal passado e uma vontade súbita de dormir por dias a fio... Heis que acordo e quer-me parecer que ainda estou a dormir, mas neste caso sonho, melhor, um pesadelo.
Trump ganhou as eleições e será presidente pelos próximos 4 longos anos.
Não tenho palavras...
Não consigo perceber sequer como existem tantos apoiantes de Trump?! Como podem encontrar nas palavras dele um porto seguro?! Mais do que isso... quer-me parecer que nos tempos de hoje em dia há ainda uma grande maioria de gente racista, xenofóbica, machista, etc...
Diria que em vez de evolução cada vez mais regredimos e estas eleições são claramente a personificação desse retrocesso.
Tenho receio destes tempos que se aproximam e do que de aí se avizinhará para o mundo...
M.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

de quase nada aos 21,1 km

Teimosia. Sim, acho que foi graças a isso que completei os 21km que tanto queria. Estava em Paris, sem os meus, sem nada. Com o tempo obviamente criei amizades, conheci novas almas, novos corações que hoje me são importantes. Mas no início, no início não era difícil, mas também não era fácil. Os meus fins de semana eram aborrecidos, eu era aborrecida, sem grandes paciências para museus. Gosto de ar livre, gosto de conhecer, mas não museus. Lamento, cada qual com a sua pancada.

Restavam-me as cervejas, as mais caras cervejas da minha vida, logo eu que me contentava com uma mera e modesta Super Bock. Foram as jolas da noite e as corridas do dia que ocuparam grande parte dos meus dias em Paris.

Entre conversas mal percebidas num Skype bêbado de soluços, heis que disse ao Pai que iria fazer os 20km de Cascais... Sem grande discurso de motivação dignou-se a dizer-me, precisas de treinar e fazer pelo menos uma corrida de 16km antes dos 20km e que não fosse no fim de semana de véspera.

Lembro-me da 6ª feira, sair do trabalho, combinarmos ir beber uns copos, lembro-me de rir e beber mais do que uns copos. Dormi. Dormi muito. Também recebi uma mensagem "Então já fizeste o teu treininho?" Ops, doeu na alma. Domingo acordei com uma preguiça daquelas dolorosas e vagarosas. Tomei um bom pequeno almoço, fiz ronha, gastei muita Internet do telemóvel, às 12h já estava cansada do nada. Já tinha repassado o facebook de uma ponta a outra, a televisão continuava toda em francês e é insuportável ouvir o Brad Pitt ou outro senhor jeitoso que sempre conheci na minha televisão, com toda uma fala nova, com todos aqueles "avec" e "en fait", nada contra os meus meninos franceses, mas simplesmente essa não é a voz desses senhores e eu fico com umas comichões incríveis. 

Nada mais a fazer, 12h30, mil roupas, 3 camisolas polares, calças polares, meias quentinhas, luvas, gola, MP3... todo um cenário (parvo). Lá fui, vi no google maps, Vou sempre pelo rio. Viro ali quando fizer os 9km viro e dou meia volta, dá uns valentes 18km. Será que sou capaz? Vou levar o passe, ainda me aborreço... Vai-me dar dor de burro. As pernas vão me doer. Ai... Não sei quantas coisas pensei. Mil. Milhares. Esta cabeça não pára. Mas fui... Olhava em volta, apreciava a paisagem, tirava fotografias, percebi que tinha que comprar umas luvas com aquela pontinha do dedo "touch", fiz vídeos, armei-me em esperta e tive que dar meia volta mil vezes, passei por sítios estranhos, passei por sítios lindos...

Relógio GPS : 1h e pouco de corrida 10/11km.

Bolas! Não vi a ponte, já devia ter passado para o outro lado, havia uma ponte ao quilómetro 9. Impossível não ter visto a ponte. Estou aqui a beira do rio. Ahhh uma ponte!! Bora! Okay... Provem de uma via rápida não tenho forma de a alcançar.

Relógio GPS : 13km

Desesperada, farta de correr, aborrecida, perdida, como passar para a outra margem. Heis uma ponte! Tão longe. Uma dupla ponte? Estranho

Relógio GPS : 14km

Finalmente do outro lado da margem, finalmente a voltar para trás! Mais 4km e faço os 18km, muito bom para quem nunca correu assim tanto, dos 18km aos 20km é uma diferença de 2km, se for capaz de fazer os 18km também faço os 20km.

Relógio GPS : 15km
O quê???! Só?

As pernas já estavam em modo gelatina, eu já não as acho muito definidas, senti-las tipo gelatina faz-me sentir muito melhor. Respiração estava boa, nesse campo estava  sentir-me bem.

Relógio GPS : 16km
O quê????! Outra vez? Só passou um quilómetro?

Foi assim até ao 18km, sempre que olhava para o relógio parecia que os quilómetros não passavam, já poucas energias tinha para ser capaz de tentar acelerar.

Relógio GPS : 18km
Mas... se eu fizer mais 2km que não é nada, são menos de 15min, fico com os 20km feitos e sei que serei capaz.

Lá fui, com o mesmo problema desde o quilómetro 14, os quilómetros simplesmente não passavam. 

Relógio GPS : 20km
Mas se eu aguentar a treta de 1km e pouco conquisto o grande objectivo e sonho que tenho, correr uma meia maratona.

Nunca me tinha custado tanto correr 1km, bateu os 21km e como a meia maratona não é certinha queria correr aqueles metros da diferença e o quando me custou!

21,6 KM!!!! FELIZ FELIZ FELIZ!!!




Ninguém me pode tirar aquele sentimento, ninguém consegue imaginar a alegria dentro de mim, o quanto o meu coração estava cheio de felicidade, apetecia-me tanto gritar! Estava aborrecida desde o quilómetro 14 e persisti. Conquistei o meu grande objectivo. <3

Bolas... faltavam quase uns 6km para chegar ao hotel, não fazia ideia onde estava, onde era o metro mais próximo, as minhas pernas queriam parar, eu queria atirar-me para o chão e descansar... Aguentei, procurei o metro mais próximo, enganei-me nos caminhos, andei às voltas, cheguei! 

Almocei quase às 16h da tarde! Estava completamente estoirada, mas estava tão feliz, parecia que o meu coração ia rebentar.

Tinha combinado ir passear com um colega francês... foi top, tirando que ainda andamos uns 6km a pé, eu não me sentia nada cansada, que ideia absurda era essa?! Lembro-me de ele gozar com o meu jeito de andar, lembro-me de estar de ténis e ele não estar habituado e eu dizer que adoro! Caí na burrice de dizer adoro ténis porque sou uma trapalhona e hiper-activa e adoro correr e saltar, e decidi exemplificar. Riu-se! Percebeu claramente que os saltos me tinham custado quase uma vida.

20h da noite. Mandou-me parar! Vamos ficar aqui. Espera. Sentou-se no muro virado para a Torre Eiffel. Estive 5 minutos a observar o muro, naquele momento eu própria sentia que ia subir uma Torre Eiffel, tentava descobrir qual o melhor método. Ele ria-se. Adoro divertir as pessoas com o meu sofrimento. 





Valeu a pena!
Foi um dia cheio (24-01-2016).
Foi uma conquista.

M.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

JE SUIS CHARLIE

Corrida não é tudo e mais do que isso sou humana! 




Não consigo compreender estas coisas!!! Não consigo!

Lembro-me de estar no 7º ano (já lá vão 10/11 anos) tinha um trabalho de Ed. Visual para fazer, o tema era a Guerra, não me recordo bem o que aconteceu mas sei que o tema enervava-me, eu ficava completamente alterada e revoltada e acho que na altura ainda fiz "birra" e a professora dispensou-me de fazer aquele trabalho.

Nessa altura desliguei a atenção que dava às notícias, em 2001 já tinha sido a história do 11 de Setembro e foi um choque. 

Não sou uma pessoa que partilhe para muitos as minhas tristezas, sou uma pessoa alegre e mesmo quando não o estou faço por aparentar. No entanto, não mudei a minha revolta face às guerras, ataques terroristas e afins... 

Não consigo entender, nem quero, nem acho que seja possível...

Como raio existem pessoas tão más no mundo???!

Não sou a melhor pessoa do mundo, estou muito longe disso, tenho defeitos, também sou cusca, também falo sobre a vida alheia, também gozo e por aí adiante. Mas... Como é que uma pessoa consegue desejar a morte a outra? E mais do que isso como é que uma pessoa consegue matar outras?!

Não me venham com a desculpa da religião e que foi um insulto, nem faço referência à liberdade de expressão... mas sim como é que uma pessoa decide que deve retirar a vida a outra??? Não há desculpa possível para tal acto, eu não consigo entender... não consigo entender a cabeça de pessoas que têm estes actos? Em nome de "Deus"?? Que Deus é esse que se sente tão ofendido que precisa da morte de quem fala da sua pessoa?! 

Podia debater este assunto sem fim, podia ficar a questionar porquê? e como existem pessoas assim? mas não há resposta possível, infelizmente o mundo não é uma história de final feliz de princesas e príncipes e mesmo nessas existem sempre os vilões. 

JE SUIS CHARLIE! 


M. revoltada