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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

28ª CORRIDA DO FIM DA EUROPA - 17KM - 28.01.2018

(com imagens destas faz logo valer a pena)

Muitas incertezas quanto a esta prova.
Muita falta de treino e de força de vontade.
Visitinha curta a Portugal, o pai levou-me para o Pisão na sexta-feira, fiquei logo desmotivada, fiz 6 km em sofrimento máximo e com muitas paragens, tanto que aos 5kms disse ao pai “Continua o teu treininho que eu sigo para o carro e espero por ti”, se forem espreitar o treino dele no strava o momento em que o abandono há logo uma subida exponencial de velocidade no gráfico, é sempre tão gratificante reparar nestes pormenores… claro que este micro treino serviu logo para me fazer crer que  qualquer prova neste momento seria impensável.
O tempo passou a correr e no meio de tanta corrida (de tempo) lá fui buscar os dorsais e lá me convenci entre umas tantas mensagens do nosso N. e entre aquelas frases quase profundas que o meu pai me diz “Vai, se não der voltas para trás que estás tipo em casa. Subidas?! Andas!”, digam lá se não foi de uma inspiração divina. Enfim, a conclusão é que fui, que vi a nossa Fabiana, o M. dela, conheci o N. e a Agridoce pessoalmente, vi o pessoal da Asics, encontrei amigos da escola e ainda que a prova não chegue aos 17km eu fiz mais que uma meia maratona!
A prova! Medo! Muito medooooo!
Sou terrível e nem me apercebi que a partida da prova era mesmo pertinho da minha casa, pelo que o meu aquecimento foi sair de casa e caminhar perto de 2km para chegar à partida.
Estava super nervosa, não me sentia minimamente preparada e não sabia bem o que ia para lá fazer, mas foi logo bom ver pessoas com quem partilho uma paixão e de qualquer forma meti na cabeça que não era vergonha nenhuma andar nem chegar em último. Logo se veria...
Parti juntinho à nossa Fabiana, depressa a perdi, aguentei-me a primeira subida (perto de 1km) e depois fui logo morrendo gradualmente, respirei fundo e pensei ‘andar não é vergonha nenhuma’, assim que ganhei forças – a ler: onde já não era a subir – voltei à carga, fui-me aguentado, voltei a ver a nossa Fabiana e ainda fizemos uns quilómetros juntas, entretanto fui ficando para trás e ainda que ela tenha chamado por mim deixei-me estar, tínhamos mais ou menos 9km, pensei que era uma boa altura para parar/desistir, entretanto pensei que voltar para trás seria o mesmo que continuar, voltar para trás eram mais 9km, continuar eram mais 8km, pelo que deixei-me estar, até porque alguém (pai? N.?) me disse que a pior subida seria perto do quilómetro 10 mas que depois era tranquilo, foi assim que me (auto)convenci.




Heis que veio a tal subida, lembro-me de pensar que não era assim tão grande e tão longa (atenção : cada pessoa se assusta com as subidas à sua maneira, sei que para muitos de vocês aquilo era só um pulinho com um desnível positivo de 1) e ter virado a cabeça e ver uma quantidade de enorme de pessoas a andar.



(ainda fiz um mini relato no instagram)

(obrigado N. pela descoberta da foto - péssima - mas real)
Pontos positivos:
  • Não era a única a andar
  • Era a última grande subida
Ponto negativos:
  • Continuava a ser uma subida
  • Faltava quase metade
Heis que acabou a subida! Seguiu-se muita descida, dava para me recompor, sentia-me cansada, queria parar e tinha o pé esquerdo dormente (odeio quando isto me acontece), mas o pior estava feito, queria chegar ao fim, chegar ao Cabo da Roca e terminar este desafio. Vi os 14 km no relógio, ou na Estrada, não me lembro bem. Muitas queixas mentais, sou uma resmungona, o meu pai sempre me disse isso.



Como resmungona que sou, informo que odiei a micro subida no fim, seguida daquela calçada de calhaus gigantes, que, estando eu morta como estava era perfeita para torcer um pé, dois, partir uns quantos dentes e chegar a Paris em grande estilo.
Terminei, não abaixo de 2 horas, mas pouco passei… Fiquei orgulhosa de mim.


Mais orgulhosa fiquei (ironia), visto ser uma trapalhona, não pedi transporte de volta, pelo que o meu pai ficou de me ir buscar após 30 km na serra, porém os carros estavam proibidos de passar, pelo que me fiz à vida e decidi ir até à estrada principal, era tudo a subir, foi penosa essa subida a andar, sem rede no telemóvel de forma a confirmar ao meu pai que precisava dos seus serviços como taxista… andei e andei e ainda fiz uns 4 km até ser resgatada.


Resumo do meu Domingo : A-C-A-B-A-D-A
Iria dormir a viagem de avião inteira (Pensava eu).
Foi uma boa forma de terminar esta minha mini visita a Casa.


M.



domingo, 3 de setembro de 2017

Resumo da Semana #4

Vem um pouco atrasada, mas esta semana que passou foi muita coisa a acontecer e para fazer e não deu grandes espaços abertos para me permitir escrever.

Bom... quanto à semana, era importante, ia finalmente tirar as talas do nariz a meio da semana e recomeçar a trabalhar, recomeçar salvo seja, já só devia 6 dias à casa, pelo que foi terminar documentação, passagem de trabalho, reuniões, almoços de despedida e por aí...


21.08.2017 (2ª Feira)

Lá ganhei força e fui até ao Pisão, continuava numa maré de descobrimentos pelo Pisão. Decidi experimentar correr, devagar... a coisa até rolou, com umas paragens para beber água, pelo calor que ali no meio daqueles pastos e trilhos faz, por causa do meu nariz, que me dava uma secura...









22.08.2017 (3ª Feira)

Estive quase para não ir, acordei cedo mas arrastei-me o tempo todo em casa, mas entretanto equipei-me e voltei ao pisão com a ideia de voltar a tentar fazer tudo a correr ainda que devagarinho, mas só 5km, numa de esticar as pernas. Depois à tarde ia retirar finalmente as talas, só desejava isso e finalmente deixar de estar com o nariz/ouvidos entupidos! 
Entretanto os meus 5km acabaram por se tornar bem longos e basicamente o dobro, perdi-me, meti-me em trilhos que não eram trilhos e por teimosia avancei e ainda lutei com silvas (ganharam, saí de lá assassinada), fui por trilhos que me pareciam giros e que iam dar ao carro, mas levei só o barrote da vida e davam toda uma volta... conclusão, muito mais que 5km, atrasada para almoçar com a minha Mary, um stress porque tinha consulta em Lisboa... Eu sendo Eu.










26.08.2017 (Sábado)

A ideia era acordar cedo, ponderei em Lagoa Azul, Barragem da Mula, ponderei estar a correr às 8h com pequeno almoço tomado já com algum tempo. Acordar cedo nem é drama para mim, mesmo sem despertador acordo por volta das 8h sempre, sem problemas, o que me faltou foi a força para sair logo para correr e se queria fugir ao calor fiz tudo errado, inclusive porque entretanto, após disputa comigo própria lá fui eu, à confiançuda que nem a minha nova melhor amigas (leia-se mochila com água) levei. Ora pois claro, calor, calor, calor e depois subidas... ai... parei, andei muito, depois voltei a perder-me que andei outra vez a inventar desta vez ali perto de casa, sim as serras ficaram sem efeito...










27.08.2017 (Domingo)

Tirei o dia para o pai, acabámos por ir apanhar ferry e ir para Tróia. Ora eu tinha-me deitado às 4h da manhã (mais um jantar de despedida com direito a umas jolas e tal... sou uma desgraça) e chego à Praia não para fazer Praia, mas para correr, ainda torci o nariz ao meu pai porque os meus joelhos a correr na areia ia ser qualquer coisa incrível. Fui-me aguentando, sempre à procura da melhor areia para correr, onde os meus pés não se enterrassem. Aquela brisa do mar era agradável, o terreno nem tanto, quando chegámos ao final, com isto quero dizer onde a areia da praia terminava e começava o porto, parámos para decidir entre estrada ou voltar para trás pela praia, 'enfrasquei-me' em água enquanto pai pensava, havia sempre pós e contras, estrada significava um terreno menos incerto mas mais calor, praia era novamente aquela areia manhosa mas com um brisa que aliviava o calor. Voltámos pela praia, pela brisa e pelas certezas do caminho. Na volta comecei a quebrar e houve uns quilómetros mais lentos, mas ainda assim lá me fui aguentando com o pai a servir de abastecimento, ele fazia umas piscinas e dava-me a garrafa de água...




(Depois de colocar as informações do Strava reformulo, não houve uns quilómetros mais lentos, houve foi uns quilómetros mais rápidos no início)




Foi assim... o nariz não está ainda 100% o médico disse que ainda tenho que aguentar 1 mês. Já não tenho a voz anasalada mas ainda me saíram muitos restos de tampão, sangue, etc... 
M.







segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Resumo da Semana #3


Estou de baixa.

Estou a morrer de tédio.

A televisão aborrece-me, já não consigo pegar em livros, não posso fazer praia supostamente por causa do calor e noto que se estiver muito tempo activa a coisa não é boa.

Ainda assim o médico de família confirmou que uma caminhada por dia não me fazia mal, mas claro, tudo com muito juízo e atenção a como me sinto.

Esta semana finalmente comecei a conseguir estar mais 'consciente', ou seja, deixar aos poucos de estar no meu modo Bela Adormecida. As dores de cabeça também deixaram de ser tão intensas e a permitir-me ter um dia-a-dia mais normal, pelo que decidi que iria caminhar, sair finalmente de casa. 

2ª feira - 14-08-2017

Primeiro dia que me senti melhor, mesmo assim, esperei até ao final do dia, para ter certezas que me sentia mesmo bem e mesmo assim de manhã e à tarde ainda dormitei. As horas das refeições estavam super alteradas, mas sozinha pouco me importava, aliás até é melhor.

Perto das 16h30 fui equipar-me, mas estava receosa de tal forma, que andei de trás para a frente mil vezes em casa até ganhar coragem para sair. Fui de mochila, tinha que ter tudo, lenços para o nariz por conta das hemorragias, boné para proteger a cabeça do sol, água para o calor e porque estou sempre com a boca seca, telemóvel não fosse dar-me alguma coisa.

Fui para a Quinta do Pisão, muita natureza, serra, bons estradões, sem carros, sem multidões e porque nunca acerto nos caminhos por isso seria uma boa ideia tentar decorar ali uns caminhos e ter mais ao menos ideia dos quilómetros.

Custou-me, sentia-me fraca, sentia a minha pulsação no nariz, fiz umas voltas estranhas mas acho que desta vez fui com atenção suficiente para começar a decorar os caminhos, tirei muitas fotos, andei sem pressão, sem horas, sem me chatear.

Desorientei-me e caí! Eu na minha normalidade já sou uma desastrada, nestas condições já devia ter previsto que algo do género iria acontecer. Esfolei a perna toda, marcas de guerra, A-D-O-R-O.

E o vento? Não sei o que se estava a passar, mas foi um exagero, até tive que tapar os ouvidos porque me estavam a começar a doer.

Terminei com 6km e pouco nas pernas, senti-me orgulhosa.






3ª feira - 15-08-2017

Preguicei, queria ir, mas não tinha vontade. Boa contradição, mas era isto. Queria correr, correr não dava, então ia andar, tinha que sair de casa, nem que fosse uma horinha por dia.

A paragem foi pertinho do Pisão, mas do outro lado, parei na Barragem da Mula, ia aventurar-me por aquelas zonas, quem sabe. Levava o Strava no telemóvel para evitar perder-me, mas mesmo assim é difícil de entender os trilhos, o Strava não mostra muita coisa, mas pelo menos dava para saber para onde me virar quando quisesse retornar.

Comecei sem certezas, de tudo, para onde ir, caminhar...corri, metros, andei, corri um pouco, andei milhões, virei por um trilho interessante e só porque sim, subi e dei com o trilho cortado por mil arbustos, voltei para trás, espreitei no Strava, não via trilhos nenhuns, deixei-me ir pelo estradão principal, subi quase durante 3km, andei e andei, estava super cansada, ofegante, só posso respirar pela boca, tenho o nariz completamente entupido, os ouvidos com o esforço ficam entupidos também, estava vento novamente, mas levei os fones, tinha música para me entreter e dar força na caminhada assim como proteger os ouvidos.

Quando o relógio marcou os 3 km ou perto disso, procurava um trilho o mais rápido possível parar cortar à esquerda, tinha a sensação que subia sem parar e precisava de descansar, de respirar.

Lá virei à esquerda, a descer pelo estradão dei conta de um trilho e espreitei, pelo meio das árvores, parecia-me bem. Aventurei-me. Era um trilho de bicicletas, com muitas rampas, algumas descidas manhosas, mas por ali fui. Cruzei-me com diversas pontes feitas em madeira, pequenas e que facilitavam a passagem. O Trilho das Pontes. O meu pai já o fez dezenas de vezes e até no Strava aparece. 

Era tarde. Mas eu juntei mais 6 km à conta, mesmo que a andar.






5ª feira - 17-08-2017

O pai estava de volta, a minha preguiça também.
Heis que surge o convite de ir fazer uma caminhada até ao Castelo. Achei estranho, o pai a dizer caminhada, qualquer coisa não estava bem, lá me explicou que ia ao treino das Salamandras à noite. Claro.
É Verão. Sintra é linda. Sinónimo de milhões de pessoas.
Queríamos ter começado a caminhada a partir da Vila mas tendo em conta a confusão de carros, optámos por deixar o carro em Sintra mesmo e começar a caminhada dali mesmo.
Na companhia do pai já sei sempre que vou subir, mas também sei que não me vou perder.
Decorei trilho nenhum. Zero. Só decoro caminhos quando vou sozinha, caso contrário limito-me a seguir as 'pegadas' da pessoa da frente.
Atenção: foi uma caminhada que me deixou de rastos, até andar custava, levava as mãos na cintura quando me sentia a desfalecer e em quase todas as subidas houve aquele auxílio de força/equilíbrio com as mão nas pernas enquanto se sobe.
Mais 6km para a conta e desta vez com o papá!






Domingo - 20-08-2017

O fim de semana no fim, merecia mexer-me um pouco.
Acordei sem alarmes, cedo, mas fiz tudo nas calmas. Tomei pequeno-almoço, equipei-me, fiz um pouco de ronha e lá arranquei.
Pensei fazer pelo menos 10 km, mas quando comecei logo desisti da ideia.
Arranquei para o Pisão e decidi que ia tentar correr, devagarinho e parar sempre que fosse necessário.
Comecei logo por uma subida, fiz devagarinho, sem pressão. Estava calor, estava muito calor, mais tarde soube que andei a correr com 30º graus, doida. Ainda me custa respirar, até porque tenho o nariz incapacitado e é super estranho, muito mais a correr. Parei. Parei muitas vezes, tirei muitas fotos, perdi-me, andei para a frente e para trás. O calor estava insuportável, por vezes parava à sombra a beber água, cheguei inclusive a sentar-me, sentia-me a sufocar, havia zonas que parecia estufa, seco, deserto.
A parte final fiz quase toda a andar e completamente acabada, já não podia com o calor 😓.
Quando cheguei ao fim nem acreditei, chutei 10 km para a conta 😁





Foi uma semana mais mexida, o meu nariz tem recuperado bem, ainda me dói e ainda tenho cá os tubos dentro (que tiro amanhã finalmente) pelo que ainda não estou a 100%, mas já me sinto mais eu.

M.


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Resumo da Semana #2



A rubrica vai ser curta, por motivos de saúde só me foi possível treinar 2 vezes, mas foram dois treinos loucos, um com o pai e outro com a nossa blogger Fabiana e o seu M..

3ª feira - 08-08-2017

Cruzei-me com o pai no comboio, chegámos na mesma altura o que não é normal, manifestei que queria correr, até queria ir para o Pisão porque sou tão fraca com os caminhos lá e que gostava de ver se os começava a memorizar. Disse-me que alinhava, houve ali provavelmente uma troca de palavras que não foi bem recebida, porque afinal ele disse só que alinhava ir correr, não no Pisão... enfim, pormenores.

Lá nos fizemos à estrada, com o caminho acordado de que seria até ao Palácio da Regaleira e voltar, seria à volta de 7 km. Ao chegarmos ao Lawrence percebemos que algo se passava porque havia polícia a cortar a estrada e mais à frente lá avistámos os bombeiros, problemas com árvores caídas, conclusão foi que demos meia volta e nisto o pai diz "Vamos fazer a estrada para o Castelo", já nem me recordo se resmunguei, se suspirei ou se simplesmente ignorei, sei certamente que revirei os olhos, isso é quase automático em mim, não há hipótese.

Seguimos em direcção à Fonte da Sabuga, quando pensei que iríamos cortar à esquerda, não aconteceu, continuámos a subir, pensei que iríamos cortar na Quinta das Murtas, só que não, continuámos a subir. Tentei, tentei ao máximo nunca quebrar, mas quando estávamos a chegar quase à Igreja de S. Pedro, não aguentei e tive que fazer uns 500 metros a andar, assim que a subida terminou retomei o ritmo, mas estava toda partida das pernas já.

Lá demos a volta pelo café Natália (só apetecia ficar pela esplanada) e seguíamos em direcção ao café do Preto, mas o pai perguntou se podíamos cortar pelas ruas de trás para não apanhar tantos carros, concordei, não que seja significante, acho que ele iria para lá mesmo sem o meu consentimento. Já me tinha mentalizado que a partir do café do Preto era tudo a descer, mas tendo em conta que o pai decidiu cortar caminho a coisa não foi assim tão fácil, claro que já não houve as subidas como no início, mas também não era a descer como eu tanto queria.

Cortámos ainda à direita para a Portela de Sintra, passei pertinho da minha (ex) secundária, continuámos e juro que por instantes pensei que o meu pai ainda me queria pôr a fazer a ciclovia que vai até Mem-Martins, senti que as minhas pernas começavam a transformar-se em gelatina, mas... ele virou, ufaaaa, porque não sei se me sentia preparada para tanto, ainda para mais só tínhamos combinado 7 km e eu tinha combinado ir correr (tentar) com a Fabiana para Sintra no dia a seguir. O meu pai sabe mesmo escolher os dias para puxar por mim.

Foi isto, o mero treino com o meu pai:




4ª feira - 09-08-2017

As coisas boas acontecem de maneiras que nos surpreendem.

Voltei a estar activa na 'blogosfera' e a seguir pessoas com os meus interesses, dicas para as minhas corridas e por ai, e assim acabei por descobrir a Fabiana do blog Correr pelos Dois, ou ela descobriu-me a mim, e fomos-nos seguindo, com uma publicação e outra, ela ficou a saber que eu sou de Sintra e eu a saber o gosto que ela ganhou de vir aqui para as zonas. Aquele gosto do qual eu refilo muitas vezes, mas sei que de paisagem e trilhos o que tenho é do melhor, mas às vezes para esticar as canelas é desmotivante. 

Por entre muito receio de a atrapalhar, principalmente porque vi o percurso planeado, estudei-o no Strava (o pai ensinou-me a criar as rotas quando estive em Paris e isso dá-me cá um jeitão) e acusou um desnível +400 aproximadamente, senti logo as canelas a tremer, eu a vacilar e a pensar abortar missão. A Fabiana foi incrível, deu-me força e ignorou o facto de existirem fortes probabilidades de eu parar durante a corrida.

Ponto de Encontro : largo de S. Pedro.
Lá estava eu, meio sem jeito, meio sem saber o que esperar, ao fim de um tempo uma pessoa equipada lá me acena, mal que fosse que não fosse para mim, quase que hesitei mas olhei em volta e achei que não faria sentido o rapaz estar a acenar só porque sim. Ora, era o M. (atenção ao detalhe do artigo 'o') e uns metros atrás, a Fabiana,

Não houve qualquer estranheza, ao menos nisto a corrida deve juntar os mais loucos, e logo desde início falámos imenso. Claro, que abordei logo o assunto percurso com subidas, apercebi-me que fui apanhada no meio de uma "picardia" e que portanto este percurso foi feito pelo M. para picar a Fabiana porque ela puxa por ele nos treinos planos. Senhores que eu não tenhos pulmões para isto!!

Não tenho como dizer de outra forma. Sintra é Mágica! E eu adoro de coração a minha terra, não há paisagens como estas! Fomos à Sabuga, fizemos o ziguezague da Vila Sassetti, subimos milhões de escadas até ao Castelo dos Mouros, ainda numa loucura subimos até Santa Eufémia.






Tivemos direito a um fotógrafo incrível, pelo que pela primeira vez tenho imensas fotos para recordar esta brincadeira. Obrigado.

Infelizmente, as pernas e os pulmões não aguentam, houve muitas escadas, muita subida e andei muito, mas não mudou nem um pouco a aventura. Foi muito engraçada, divertida, animada e muito boa de partilhar com pessoas que gostam do mesmo e que ignorando os ritmos, a competição e tudo mais foram só numa de mexer as pernas e descobrir os trilhos de Sintra.

Poderão ler sobre este treino aqui, pelas palavras da Fabiana em que o título diz tudo:
- "Morri... E levei a Asmática comigo!"
Confere!




Deixem-me só recuperar e quero mais e mais!



M.