sábado, 30 de junho de 2018

10 KM PARIS ADIDAS - 10 KM - 10.06.2018 (2ªparte)

Como em todas as provas, obviamente umas mais do que outras, stress. Sempre o stress de ter medo de adormecer (mesmo que nunca tenha acontecido sequer para o trabalho), o stress de ir à casa de banho, de comer algo sem que me dê a volta à barriga... tudo isso faz com que a minha noite seja feita de pequenos sobressaltos em que vou acordando de 2 em 2 horas no receio de me ter deixado ficar.
Às 8h não deixei o alarme tocar e acabei por me levantar, tendo em conta que ia partir no último bloco a hora de partida seria às 11h pelo que estava mais do que dentro do tempo. Mandei goela a baixo uma torrada com doce de frutos vermelhos e um café, ainda estive de volta do ipad tranquilamente e como por magia a ida à casa de banho sucedeu-se (desculpem mas é tão raro que aconteça quando ainda estou em casa que a felicidade é enorme e tive que partilhar), daí estava basicamente tudo feito, tinha preparado tudo no dia anterior, foi só vestir, lavar dentes e pronta para sair.
Os transportes foram tão tranquilos que cheguei às 10h23, o que significa apanhar seca até a corrida começar.
Como sempre em Paris, a meteorologia é coisa manhosa, estava cinzento, encoberto com previsão de trovoadas (secas) e uns absurdos 28º graus. Paris é uma cidade cheia de poluição e isso faz-se sentir bastante, o ar estava pesado e tornava-se difícil de respirar, mas eu já estava no meio daquela confusão, já tinha pago e tinha um dorsal que me pertencia, pelo que estava ali para terminar os 10 km.
A partida deu-se poucos minutos depois das 11h, fui seguindo o "bandeirinha", durante algum tempo mantive sempre a mesma distância dele, não olhei para o relógio, não queria ver tempos, por instantes achei que estava a ir bem...
Comecei a sentir o cansaço, a respiração também não estava a 100%. Parei. Andei. Andei. Alguém me deu um toque no ombro de coragem e lá ganhei uma força e segui mais uma vez.
'Abastecimento em 200metros' - li.
Precisava tanto, estava muito abafado, doíam-me as pernas, custava-me a respirar. Assim que parei para agarrar as águas, entrei em aflição, parecia um ataque de pânico, não estava a conseguir respirar, comecei a ofegar e a entrar em desespero, deu um gole e tentei acalmar-me, mas pareceu-me pior depois da água, mas tentei controlar o desespero e andar e tentar respirar calmamente.
Andei durante uns quantos metros, alguém me deu um toque nas costas, mais uma vez em jeito de força e lá dei por mim a tentar novamente, as pernas nem se estavam a queixar muito mas a respiração não estava fácil, o ar pesado também não estava a ajudar, como no abastecimento apanhei 2 garrafas, com a segunda aproveitei e molhei a cara, braços, ombros e o peito, soube bem e ajudou a acalmar-me.
Para quem não treina faz tempo, obviamente que sabia que ia ser difícil, pelo que o resultado foi o esperado, caminhei bastantes vezes, tentava correr mas como a respiração teimava em não acalmar acabava por caminhar, os quilómetros foram passando lentamente e perto do fim, no quilómetro 8 quando estava a caminhar, mais alguém me deu a mítica palmadinha no ombro e lá segui até cortar a meta.

10km feitos depois de não sei quanto tempo.

Quando passei a meta precisei mesmo de parar e respirar, mãos nos joelhos e ofegante, tentava encontrar o equilíbrio, não podia ficar naquela posição muito tempo pois não me faz bem depois do esforço, por isso caminhei lentamente até à saída, apanhei a minha medalha (gira por acaso), uma banana, 2 garrafas de água e segui caminho à procura do comboio/metro mais perto.

Sentia-me bem. Que saudades desta sensação!! Cheguei a casa e sentia-me feliz, mesmo não tendo sido uma prova excepcional, muito pelo contrário, mas sentia-me extremamente bem e feliz!






M. 

segunda-feira, 25 de junho de 2018

10 KM PARIS ADIDAS - 10 KM - 10.06.2018 (1ªparte)

Já fazia um tempo... o ano passado foi provavelmente dos anos que participei em mais provas e adorei.

A verdade é que toda a mudança de vida de certa forma também, talvez mais cabisbaixo e por consequência a falta de vontade é enorme, não esquecendo que quando ainda fazia um esforço para manter os meus hábitos houve neve, muito frio e acabou por desvanecer toda a vontade que ainda restava... ficou o medo.

Medo ? - perguntam.

Sim, ganhei medo, medo de sair e de ficar cansada, de ver a minha velocidade ainda pior do que o que era, medo da respiração ofegante e de não controlar a asma, medo de querer correr 10km e de não aguentar nem 1km.

É, sei. Parece muito estúpido.

Entre as mil mudanças da minha vida, vai mais uma só para desestabilizar um pouco mais e lá mudo de cliente, a minha missão anterior não ia de encontro às minhas expectativas (já nem sei quais são elas) e pedi à minha manager para trocar de missão.

Deu-me um ataque de pânico no meio de tanto nervosismo e pensei que o que me poderia ajudar a superar tudo seria inscrever-me numa prova.

Mal ou bem iria correr, sei que o facto de estar na prova me iria forçar a terminar, mesmo que tivesse que andar, mesmo que criasse bolhas, que uma unha me caísse, mil e umas desgraças juntas mas eu sei que terminaria, nem que fosse por causa da logística estudada para voltar para casa.

Inscrição feita:
10 km Paris Adidas
+1h05
Equipa : Grand Paris

M.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Vida de emigrante...


Já se passou meio ano, mais do que isso até, nem sei como, de certa forma passou a correr por outro lado houve momentos que pensei que o tempo não andava.


Pensei que com o tempo fosse chamar isto de ‘casa’, até agora não aconteceu.



Há mil e um motivos para que não o seja.



A verdade é que quem nunca partiu e fala de emigração não compreende o quanto abdicamos. Muitos dirão que partiram e que foi uma tranquilidade - não julgo -ainda assim acredito que existam diversos factores para contribuir para esse ‘sucesso’. Talvez eu não tenha tido essa sorte.



A verdade é que tenho aqui o meu miúdo, que é um apoio incansável e muito meu amigo e sei que parece ingrato quando digo que não chega. Mas a verdade é que é meio agridoce, estou bem com ele e estou confortável financeiramente, há regalias aqui que não existem em Portugal, a Universidade pública aqui é gratuita tirando a inscrição que deve rondar os 200€ nem tanto, a nível de contribuição para a saúde também é relativamente melhor, os transportes são mais baratos e de melhor qualidade (ainda que já não possa com eles)... etc... etc... a verdade é que sou feliz de mini na mão sentada na praia a ver o por-do-sol com os meus, a sentir a sol tocar-me na cara, dar gargalhadas altas e felizes, ir mandar um mergulho e perder as cuecas do biquini nas ondas selvagens da minha bela praia grande.



Sabem aquelas pessoas que gozam com os emigrantes, o quando gritam pelo seu país de origem e que são os típicos ‘labregos’. Eu sei, sempre gozei com eles (ainda gozo), o certo é que me tornei quase isso. Desde decidir ir fazer uma corridinha e deparar-me com um Rancho Folclórico e perceber à distância que aquilo era do Meu país e parar para assistir, ficar lá até terminar, sem saber a que horas seria, rir das bacuradas e do português mal falado, mas ficar e sentir um aperto no coração. Todo este tumulto graças a um rancho folclórico o qual nunca dei valor e não tenho qualquer interesse (à excepção quando é a minha família).



E se vos falar do Euro Visão. Nunca assisti ao programa, normalmente apenas no dia a seguir fazia umas pesquisas para ver os melhorzitos, quem ganhou e coisas assim. Este ano foi diferente. O Euro Visão era em ‘casa’, Meu país! Conhecia todas as anfitriãs, dava-me prazer só de olhar para elas ainda que estivessem a falar em inglês, aquela energia e boa disposição portuguesa, não tem como não contagiar. E o pior veio depois, o virar uma Maria Madalena sem perceber como... heis que começam a dar os pontos e entre os vários apresentadores houve pelo menos três que eram emigrantes ou de origem portuguesa, já não me recordo dos países, neste momento só me lembro da Austrália, mas recordo-me que cada um deles fez questão de falar a nossa bela língua portuguesa e eu fiquei ali no sofá, de cara lavada em lágrimas e com um coração pequenino.



É isso, o meu coração aqui está pequenino. E dói.



M. a asmática emigrante

quinta-feira, 1 de março de 2018

Tentativas falhadas...

Ora bem... ainda sonhei, sonhei que a notícia que publiquei aqui há uns dias (a publicação anterior a esta) fosse falsa, ou exagerada...

Tentei ganhar força para correr, a semana passada por duas vezes tirei o rabo da cama às 6h da manhã e ainda consegui dar uma voltinha, já esta semana...

4ª feira (ontem)

Despertador tocou às 6h, estava com a preguiça no máximo, mas lá me mexi toda confiançuda, peguei no telemóvel e vi bem escrito -7º ! Oh meus amigos, calma com a brincadeira! Lá fiquei pela cama  mais uns quantos minutos, pensei que ao final do dia a coisa estivesse melhorzinha...
Como vida de adulto tem coisas chatas, o trabalho foi complicado ontem, pelo que nem consegui fazer pausa para almoçar, quando finalmente despachei as situações complicadas heis que o Outlook me notifica para uma reunião... conclusão : Não Almocei!
Pensei comprar um chocolate e fui com a minha moedinha, fazer um cházinho quentinho e comprar o meu devido chocolate, mas pelo caminho achei que não merecia e que não o devia comer...
Acontece que como não almocei, não lanchei, com a garganta cheia de dores e a ficar com expectoração*... jantei uma pizza e adormeci às 21h.


* Explico que o ficar adoentada obviamente se deve ao frio proporcionado pela nossa amiga Rússia, mas também ao exagero de aquecimento nos edifícios e transportes.
Uma pessoa sai de casa e sente-se na Islândia, entra no autocarro parece que está no Vale da Morte, Califórnia, calor e as pessoas a quererem matar-se umas às outras – primeiro desafio ultrapassado -, sai do autocarro faz uma pequena caminhada pela Mongólia até entrar no comboio onde faz uma breve viagem pela Etiópia, próximo do vulcão Dallol, após 1 breve paragem, com direito a uma passagem pela Gronelândia durante a passagem de um comboio para o outro, novo comboio, nova viagem até Austrália com as suas vastas florestas tropicais, que entre casacos, infinitas camisolas e echarpes, quase que se vira a boneca. Para terminar, última estação do comboio, uma marcha de 10 minutos pela Antártida e com chegada ao destino final – pelo menos durante 9 horas  - Deserto do Saara! com possibilidade de flutuações de temperatura, consoante o ‘mood’ dos meus colegas queridos.

Conclusão : Garganta inflamada, Expectoração, Falta de energia

PS – Informo que recorri ao Google para informações de Geografia vs Mais quentes vs Mais frios, que infelizmente a minha Geografia é um pouco nula devo dizer.

5ª feira (hoje)

Tendo em conta que adormeci que nem um patinho ontem, às 5h40 de hoje estava desperta e a ganhar confiança para ir correr... mas -4º. Damn it! Heis que me levanto, vou até à cozinha e sem querer olhar pela janela, graças à nossa fantástica visão periférica, vislumbrei um manto branco. O cérebro demorou a processar a informação, mas lá se dignou a olhar e lá está! Neve em todo o lado. Esqueçam.

Para continuar a minha maré de sorte, no domingo deixei as minhas botas mais quentinhas e confortáveis na varanda porque pisei cócó (merda mesmo! bolas para a minha maré de azar) e a preguiça de limpar aquela badalhoquice fez com que hoje me rogasse pragas, lá estavam elas, na varanda, com neve...


Vida : 1 - M. : 0

M.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Vaga de frio Moscou-Paris

Não sei se mereço, se calhar sim, mas dá para pararem com esta brincadeira do frio?! Ainda nem completei os 6 meses desde que mudei a minha vida (drasticamente) para vir habitar este País da cidade do Amor (agora não penso isto, mas são pormenores...) e não é que este ano se batem recordes por aqui?! Mas não são dos bons, são frios, gélidos, complicados, que atrapalham o dia a dia de uma pessoa.

Ora, amanhã aparentemente vai ser o dia mais frio em França desde sei lá eu quando... chamam-lhe o fenómeno Moscou-Paris, um frio glacial vindo ali da 'amiga' Rússia, com temperaturas aqui na minha zona a chegarem aos -10º com uma sensação térmica de -15º, brincadeiras engraçadas estas...

Estou aqui na minha 'pausa' no trabalho a ver as notícias cheia de alegria (só que não!).


Vague de froid : attention, le « Moscou-Paris » est là

«C’est un froid sibérien qui gagne la France à partir de ce dimanche et au moins jusqu’au milieu de la semaine.

On l’a senti arriver, ça y est, il est là. Le « Moscou-Paris », qui nous vient tout droit de Sibérie gagnera la France ce dimanche après-midi. Les températures battront des records hivernaux avec jusqu’à -10°C, ressenti -18°C.»



França vive onda de frio siberiano

«A França enfrenta nesta semana uma onda de frio, com temperaturas que podem atingir até dez graus negativos. A sensação térmica poderá chegar a menos 18 graus em algumas regiões. O motivo é um fenômeno conhecido como "Paris-Moscou", uma massa de ar polar que vem da Sibéria.

A frente fria chegou à França neste domingo, vinda do nordeste do continente, e se instala graças à presença de um anticiclone no norte da Europa e da baixa pressão no Mar Mediterrâneo. Esses dois fatores provocaram a aparição de um corredor de vento polar entre a Rússia e o leste europeu.
De acordo com o serviço de meteorologia francês, terça-feira será o dia mais frio no país desde 2012.»



E correr com este frio?! Na semana passada, antes de saber desta novidade fresquinha, saí às 6h15 para uma corridinha de 5km, as minhas bochechas congelaram, os meus pulmões quase que iam pelo mesmo caminho. A minha preguiça vai de mão dada com este frio, fica muito difícil fazer-me à estrada assim.



M.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Mousse de Chocolate Saudável


No meio da neve, das não-corridas, do trabalho entediante… lá vou fazendo umas coisitas saborosas, e desta vez não assim tão graves para a nossa dieta rigorosa.

Tentando ser breve (juro que não faço de propósito para escrever tanto)…

Ingredientes:
  • 100g de chocolate negro (igual ou acima de 70% cacau)
  • 3 ovos (temperatura ambiente)
  • 1 colher chá de óleo de côco
(usei morangos para decorar e mais do mesmo chocolate)

Preparação:
  1. Derreter o chocolate em banho-maria com o óleo de coco;
  2. Separar as claras das gemas;
  3. Bater as claras em castelo;
  4. Juntas as gemas ao chocolate e mexer bem;
  5. Adicionar gentilmente as claras em castelo ao preparado anterior e misturar bem;
  6. Colocar o preparado em forminhas e levar ao frigorífico;
Simples assim!
Depois podem sempre adicionar umas frutinhas por cima, farripas de chocolate… as you wish!

Adoro chocolate negro e não senti necessidade nenhuma de adicionar açúcar, estava óptima. Ponderei em fazer com chocolate de menta. Talvez não seja tão dentro do «saudável» mas poderá ficar interessante. Misturar umas quantas avelãs é capaz de também ficar qualquer coisa interessante.

Entretanto acho que já vi receitas simulares em vários sítios, pelo que os louros da coisa não são meus, mas já vi em tantos sítios faz um tempão que nem sei onde foi… também já vi com abacate ou mesmo só com chocolate e água… a averiguar e experimentar, mas esta é favorita já! Adoro.

M.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

28ª CORRIDA DO FIM DA EUROPA - 17KM - 28.01.2018

(com imagens destas faz logo valer a pena)

Muitas incertezas quanto a esta prova.
Muita falta de treino e de força de vontade.
Visitinha curta a Portugal, o pai levou-me para o Pisão na sexta-feira, fiquei logo desmotivada, fiz 6 km em sofrimento máximo e com muitas paragens, tanto que aos 5kms disse ao pai “Continua o teu treininho que eu sigo para o carro e espero por ti”, se forem espreitar o treino dele no strava o momento em que o abandono há logo uma subida exponencial de velocidade no gráfico, é sempre tão gratificante reparar nestes pormenores… claro que este micro treino serviu logo para me fazer crer que  qualquer prova neste momento seria impensável.
O tempo passou a correr e no meio de tanta corrida (de tempo) lá fui buscar os dorsais e lá me convenci entre umas tantas mensagens do nosso N. e entre aquelas frases quase profundas que o meu pai me diz “Vai, se não der voltas para trás que estás tipo em casa. Subidas?! Andas!”, digam lá se não foi de uma inspiração divina. Enfim, a conclusão é que fui, que vi a nossa Fabiana, o M. dela, conheci o N. e a Agridoce pessoalmente, vi o pessoal da Asics, encontrei amigos da escola e ainda que a prova não chegue aos 17km eu fiz mais que uma meia maratona!
A prova! Medo! Muito medooooo!
Sou terrível e nem me apercebi que a partida da prova era mesmo pertinho da minha casa, pelo que o meu aquecimento foi sair de casa e caminhar perto de 2km para chegar à partida.
Estava super nervosa, não me sentia minimamente preparada e não sabia bem o que ia para lá fazer, mas foi logo bom ver pessoas com quem partilho uma paixão e de qualquer forma meti na cabeça que não era vergonha nenhuma andar nem chegar em último. Logo se veria...
Parti juntinho à nossa Fabiana, depressa a perdi, aguentei-me a primeira subida (perto de 1km) e depois fui logo morrendo gradualmente, respirei fundo e pensei ‘andar não é vergonha nenhuma’, assim que ganhei forças – a ler: onde já não era a subir – voltei à carga, fui-me aguentado, voltei a ver a nossa Fabiana e ainda fizemos uns quilómetros juntas, entretanto fui ficando para trás e ainda que ela tenha chamado por mim deixei-me estar, tínhamos mais ou menos 9km, pensei que era uma boa altura para parar/desistir, entretanto pensei que voltar para trás seria o mesmo que continuar, voltar para trás eram mais 9km, continuar eram mais 8km, pelo que deixei-me estar, até porque alguém (pai? N.?) me disse que a pior subida seria perto do quilómetro 10 mas que depois era tranquilo, foi assim que me (auto)convenci.




Heis que veio a tal subida, lembro-me de pensar que não era assim tão grande e tão longa (atenção : cada pessoa se assusta com as subidas à sua maneira, sei que para muitos de vocês aquilo era só um pulinho com um desnível positivo de 1) e ter virado a cabeça e ver uma quantidade de enorme de pessoas a andar.



(ainda fiz um mini relato no instagram)

(obrigado N. pela descoberta da foto - péssima - mas real)
Pontos positivos:
  • Não era a única a andar
  • Era a última grande subida
Ponto negativos:
  • Continuava a ser uma subida
  • Faltava quase metade
Heis que acabou a subida! Seguiu-se muita descida, dava para me recompor, sentia-me cansada, queria parar e tinha o pé esquerdo dormente (odeio quando isto me acontece), mas o pior estava feito, queria chegar ao fim, chegar ao Cabo da Roca e terminar este desafio. Vi os 14 km no relógio, ou na Estrada, não me lembro bem. Muitas queixas mentais, sou uma resmungona, o meu pai sempre me disse isso.



Como resmungona que sou, informo que odiei a micro subida no fim, seguida daquela calçada de calhaus gigantes, que, estando eu morta como estava era perfeita para torcer um pé, dois, partir uns quantos dentes e chegar a Paris em grande estilo.
Terminei, não abaixo de 2 horas, mas pouco passei… Fiquei orgulhosa de mim.


Mais orgulhosa fiquei (ironia), visto ser uma trapalhona, não pedi transporte de volta, pelo que o meu pai ficou de me ir buscar após 30 km na serra, porém os carros estavam proibidos de passar, pelo que me fiz à vida e decidi ir até à estrada principal, era tudo a subir, foi penosa essa subida a andar, sem rede no telemóvel de forma a confirmar ao meu pai que precisava dos seus serviços como taxista… andei e andei e ainda fiz uns 4 km até ser resgatada.


Resumo do meu Domingo : A-C-A-B-A-D-A
Iria dormir a viagem de avião inteira (Pensava eu).
Foi uma boa forma de terminar esta minha mini visita a Casa.


M.