segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Cookies : Bolachas de M&M






Não... não são saudáveis. Mas são boas!

Época festiva, o Natal já foi e agora encaminha-se o Ano Novo, mas é uma altura do ano que passo mais tempo na cozinha, não só a comer mas a cozinhar também.

Claro que ajuda eu gostar de dar um miminho meu, por achar que o significado é diferente e bem mais do que ir a uma loja comprar prendas. Não desdenhando os bens materiais, não posso ser cínica ao ponto de dizer que não gosto de os receber, porque gosto, essa é a verdade, vivemos numa época que nos agarramos a bens supérfluos. Atenção: contra mim falo.

Passando este blá blá blá, que todos fazemos quando chega esta altura, muito amor e essas coisas todas... Resumo: Este ano o Kit Natal incluía umas Bolachinhas de M&Ms.



Ora aqui vai !

Ingredientes (para muitas!!! era para oferecer à família por isso fiz estas quantidades):
  • 250g margarina
  • 250g farinha + talvez 50g enquanto ia amassando a massa
  • 125g açúcar amarelo
  • 2 ovos 
  • 1 c. sopa essência de baunilha
  • 125g M&M partidos 
  • 1 c. chá fermento

Adicional: papel vegetal e formas para bolachas

  1. Instruções (que merecem um avental, fiz toda uma bagunça, toda eu era farinha...):
  2. Começar por bater a margarina e o açúcar até ficar cremoso e posteriormente juntar os ovos;
  3. Juntar a essência de baunilha e de seguida a farinha aos poucos, bater até que fique tudo homogéneo;
  4. Juntar o fermento e mexer com uma colher/espátula (instrumento a gosto);
  5. Adicionar os M&Ms partidos ( eu deixei-os no saco e dei-lhes umas valentes porradas com o rolo da massa ) e mexer novamente com o instrumento a gosto; 
Ora agora segue-se o meu bico-de-obra...
  1. Podem deixar a massa assentar um pouco no frigorífico ou começar logo a trabalhar, eu fico muito irrequieta por isso meti logo mãos-à-obra. Colocar um pouco de farinha numa bancada seca e colocar a massa. De seguida vem a brincadeira chata (ou não), amassar. Bem, eu acho que a farinha que usei talvez não tenha sido suficiente e por isso o motivo de dizer que acrescentei possivelmente mais 50 g durante esta fase do processo, enquanto amassava notei que ainda não tinha a consistência pretendida para que desse para moldar e como tal fui acrescentando farinha e amassando na bancada, colocava farinha e ia enrolando e dando voltas. Quando a consistência for a indicada e a massa não colar às mãos em demasia podem começar a utilizar o rolo da massa para a estender e com as forminhas que quiserem começarem a dar forma às bolachas;
  2. Colocar as bolachas no tabuleiro do forno devidamente forrado com papel vegetal e colocar no forno a 180º graus (mas previamente aquecido);
  3. Retirar quando estiverem a ficar douradinhas (entre 10-15 min), mas ter em atenção quanto à grossura das bolachas, se forem fininhas quanto mais douradas mais duras, é todo um jogo de cintura e de gosto nesta fase. As minhas eram gordinhas, pelo que podiam ficar um pouco mais no forno, mas fiz uma fornada mais branquinha e ficam muito ao estilo de biscoitos.


Eu gostei do resultado final mas aviso já que não são muito doces, pelo que quem preferir adicione um pouco mais de açúcar. Algumas decorei com Smarties, agora há muita criançada na família é mais apelativo para os pequenos! 
A ideia original era serem de farinha integral, mas quando fui ao Continente, visto ser véspera de Natal as farinhas tinham desaparecido quase todas. Fica para uma próxima, depois informo do resultado final.

Divirtam-se! Bons cozinhados e Boas corridas.



M.



terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Meia Maratona dos Descobrimentos 2016



Já passaram duas longas semanas...

Não foi por falta de entusiasmo ou alegria que não escrevi antes... 
Foi cansaço, gripe e toda uma preguiça inexplicável.

21,1 km feitos! Oficiais e com direito a uma medalha.
Feliz!
FELIZ!
FELIZ FELIZ FELIZ!

Ainda que andasse a treinar, não a nível perfeito e profissional, mas andava a esforçar-me, o sentimento de falhanço não me largava. Tanto receio, tanta insegurança... Recusei-me a dizer à maior parte das pessoas que o ia fazer, assim guardava para mim caso falhasse. É um sentimento e pensamento absurdo quando o faço apenas por mim e a maior parte das pessoas não tem qualquer interesse se eu corro 1 km, 10 km ou 21 km, mas não sei porquê a partilha a mais mexia comigo, enervava-me...

Dia da prova, madruguei e comi nas calmas, chovia sem parar...

O pai alertou-me de roupa, levar o mínimo, calções, tshirt, quanto mais roupa com a chuva, mais peso... Assim o fiz.

Quando chegámos e me despi, ia morrendo de hipotermia, antes de a prova começar é doloroso. O pai improvisou-me um impermeável/corta vento made by Primark em versão saco de compras gigante, mas foi uma grande ajuda até a prova começar.

Começou!

Da prova quase toda o que me recordo mais sem dúvida é da chuva, os primeiros 12 km foram muito difíceis a esse nível, choveu sempre sem parar, algumas partes chovia de tal forma que parecia que picava na pele, levei uma pala para evitar levar com a chuva toda na cara e foi uma grande ajuda.

Ainda não tinha 5 km feitos e os meus pés eram autênticas piscinas, o percurso foi também um estilo de prova de obstáculos, na tentativa de não colocar directamente os pés numa poça de água e heis que chego aos 10 km e não tenho como evitar uma poça gigante, o percurso estava selado pelas laterais, não havia hipótese senão colocar os pés lá dentro, deve ter sido o único momento dos 21 km que parei, por meros segundos, fiquei sem reacção, deu-me uma paragem de cérebro, pensei, meti os pés dentro de água e continuei. 

Começava a abrandar, a partir dos 10 km comecei a abrandar sem retorno, foi automático, estava cansada obviamente e já pouca forma tinha para brincar com a mente, os primeiros quilómetros ia sempre a pensar, o que iria preparar para o lanche com as miúdas, inventei receitas, pensei na folga merecida que tinha na segunda-feira, pensei que era a minha primeira meia-maratona e que tinha que a fazer. Disse para mim mesma milhões de vezes "Hoje sais daqui com uma medalha de algo que sempre quiseste fazer!" e esse jogo psicológico sem dúvida que me ajudou a chegar ao fim.

O pai...

O pai é sempre a minha salvação, não me deixou parar, foi sempre o meu abastecimento ambulante, obrigava-me a beber água, mas era ele quem ia buscar as garrafas e as levava o percurso inteiro, aos 15 km davam bocados de banana que ele fez questão de tirar a casca e me dar e dizer para comer devagarinho, ainda que eu não quisesse, obrigou-me para reabastecer energias. 

Obrigado! Obrigado! Obrigado! Meu pai!

17km... comecei a querer quebrar. 

(Para quem não sabe o meu joelho desde Outubro de 2015 está a modos que "acidentado", em Dezembro de 2015 fiz uma Ressonância magnética que apresentou danos no menisco e liquido atrás da rótula, que poderiam então provocar a dor aguda que sentia a correr... Na altura ia para França, novo trabalho, nova etapa, não queria ser operada e não queria ter de parar de correr. O que é certo é que todas as vezes que faço corridas mais longas o joelho é sempre um sofrimento e nesta prova foi igual.)

Só queria parar, não sem como explicar, sentia que arrastava a perna esquerda toda, o meu joelho já quase não dobrava, sentia dores horríveis, mas lá está, tentei ao máximo jogar com o psicológico, completar o meu objectivo, mais 4 km não seriam nada, ia ganhar uma medalha, ia completar um objectivo um sonho e ia deixar o pai orgulhoso. Ainda a sofrer e com um ritmo pobre, consegui ir ultrapassando ao longo do tempo imensas pessoas, mesmo na recta final, nestes últimos quilómetros o que deixou feliz, por estar a persistir, por continuar, por lutar.

Ao longo desses quilómetros, sempre que olhava em frente lá ia o pai, a puxar por mim, a fazer-me sinais para avançar, para correr mais, para acelerar, mas poucas forças tinha para o fazer e sempre que me apercebia que ele ia olhar para trás baixava a cabeça porque não queria deixá-lo triste por não estar a lutar mais.

20 km. Só mais 1 km pensava eu. Mais 1 km e pouco. Força! Força! E nesse último quilómetro, não sei como nem porque, utilizei a pouca energia que restava em mim e acelerei o ritmo, ainda que nada de extraordinário, mas fiz um último esforço e aumentei a velocidade.

21 km!
Faltavam 100 metros.
O tanas... demoraram horrores, a meta parecia que não mudava de sítio, que neura!

META! Uauuu!

Mas complicada. E gostava de deixar um alerta:
Quando cheguei à meta 4 a 5 marmelos, felizes, o que compreendo, decidiram ir sentar-se no chão da meta para tirarem fotografias. Obviamente que eu percebo a alegria e a vontade de memorizar isto, mas porra, respeito pelos mais lentos, eu que vinha a correr é que me tinha que andar a desviar dos meninos e a passar quase por cima deles na meta, obviamente que o meu pai os chamou a atenção e estes só souberam reclamar e gozar.
Sei bem que o meu tempo pode parecer ridículo aos demais, mas também o fiz e sei bem o que me custou, se calhar bem mais do que a vocês que os fazem nas calmas em 1h30, mas fogo, as pessoas a chegar e vocês a sentarem-se em cima da meta, uns 4 ou 5 e a dificultarem a passagem e ainda resmungam e gozam, Lá está: zero respeito e más pessoas. Obviamente que o Staff também falhou. É preciso ter de ser eu ou o meu pai a falar? Deviam estar lá para controlar este tipo de situações. Com esta situação nem com foto de chegada fiquei porque estavam lá estes gajos todos. Obrigado queridos.

Bem... esquecendo estas coisas menos boas!
FEITA! 1º MEIA MARATONA OFICIAL!

Ainda que com o meu tempo longo e ritmo desajeitado.
Estou orgulhosa de mim! Estou profundamente feliz!

Agora treinar para fazer mais e melhores.

M.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Subidas Subidas Subidas



Subidas. Subidas. Subidas.

Odeio-as... com muita muita força.
Ultimamente até que as tenho aguentado, tento fazer de conta que não são o que são, quase fecho os olhos na tentativa de se não vir que é a subir talvez não seja. Mas é... sempre.
Ainda que nestes últimos tempos gaste todas as minhas energias para não parar, acontece isso, gasto todas as minhas energias e por norma descontrolo a minha respiração. Entro sempre num ritmo sonoro de inspira-expira ao nível de um remix/beatbox digno de platina, se calhar está na hora de gravar uns sons e procurar uma editora... estou a ver todo um futuro à minha frente.
Merda para a Asma que tem sempre uma parte de mim presa, ainda que neste momento ache que tenho finalmente mais mão nela do que ela em mim, tem dias que ela come espinafres e sente-se o Popeye da vida e com vontade de me agarrar e chatear. 
Os espinafres a mim nunca me deram está força anormal, devo andar a comer os errados...
Descidas?? Onde estão??

M.

domingo, 20 de novembro de 2016

Quem corre à chuva ... molha-se!



Preciso de treinar. Mais não digo. Só que preciso.
Este fim de semana precisava muito de fazer um treino um pouco mais longo e deixei o tal dia para Domingo. As usual. Domingo soa sempre bem para um treininho mais longo, não há trabalho que me obrigue a correr com tempo e quilómetros contados, não o faço no Sábado porque quando aumento as distâncias fico a modos que com umas pernas esquisitas no próprio dia e no seguinte, assim Sábado limito-me a fazer um treino normal e fico sã para Domingo, fazendo assim dois treinos no fim de semana. Bom, ficou a explicação do Domingo...
Agora vai que... fui forte o suficiente para ver um dia cinzento, com fracas probabilidades de mudar para melhor e segui rumo a Lisboa para uma zona plana (dada à escassez na minha zona) para fazer um treino maior.
Chovia, não a potes mas chovia, estava um tempo agradável para correr, 17 graus dizia o carro e encobertos com direito a umas pingas.
Foi-se fazendo, achei que o tempo para correr até era porreiro, pensei que devia ter ido de impermeável, pensei que era desta que perdia a cabeça e comprava o impermeável da Oysho camuflado, imaginei mil cenários de corrida com o mesmo, o quão perfeito é para estes treinos, com bolsos para o telemóvel e chaves, normalmente nunca levo telemóvel mas quando me quero esticar nos quilómetros prefiro tê-lo não vá o diabo tecê-las e eu perder-me (clássico na minha pessoa)... a mesma forma como divago a escrever é exactamente igual à forma como a minha cabeça divaga durante a corrida.
7km e mais um pouco e lá decidimos (pois o pai veio comigo, coitado) voltar para trás, já chorava interiormente desde os 5,5km para que rapidamente déssemos a volta, mas nada disse, nada reclamei, um esforço enorme e a fazer contas de cabeça, 'Aguenta até aos 7,5km e fazes a birra do dia para voltar para trás, Ficarás com 15km, não é mau... mas... E se aguentares mais 500m que não é nada (porra! 500 metros nestas situações parece-me sempre imenso!) fazes 8+8=16! e é um treino bonzito'.
Vá aguenta e não chora!
Conforme viramos, comecei a fraquejar, um pouco mais devagar, com as minhas dores de joelho a serem mais persistentes, mas nada disse (em voz alta), toda a minha cabeça era uma confusão, um resmungar, uma birra, uns quantos palavrões... Pumba! 
Vuuuuuuu.... Vuuuuuuuuuuuuuuu.... 
Uma chuva impressionante e um vento fortíssimo, automático quando voltámos a correr junto ao rio na volta, mas uma cena impressionante, ouvia-se e sentia-se imenso, ainda por cima em sentido contrário ao meu, senti logo a minha velocidade abrandar, tive que inclinar o meu corpo e baixar a cabeça para que me fosse possível perfurar tal vendaval. 
Chovia. Chovia. Chovia tanto. Houve partes em que quase nem conseguia ver, a água escorria-me para os olhos de uma forma parva. Fogo, os 8km de volta foram um massacre e toda a luta contra a chuva e o vento estavam a fazer-me desregular a respiração, que estava, ao contrário da passada Terça-feira, incrivelmente num estado deveras positivo e controlado.
Aguenta! Aguenta! Faz os 16km!
Nos últimos quilómetros já só sonhava com o carro, um banho quente, um fato de treino quentinho, uma mantinha e um chocolate quente no sofá... ahhh! (Foi quase isso, ao fato de treino espetei-lhe um pijama e ao chocolate quente um cházinho.)
Cheguei ao carro, os joelhos doíam-me e sentia os pés para além de ensopados, queimados! Dito e feito. Tirei uma sapatilha, duas sapatilhas e ... bolhas! Grandes bolhas! Não sei se foram os ténis se foi o facto de ter feito 16km sempre com os pés quase dentro de uma piscina...
A verdade é Quem anda à chuva, molha-se!, agora é mais um Aguenta e não chora!

M.

Muffins Saudáveis





Chamo-lhes Muffins, mas não consigo ao certo dar-lhes um nome, sempre que os faça cada pessoa lhe chama uma coisa diferente.

Adoro esta receita, super fácil, super rápida, super versátil, com a possibilidade de ser inteiramente saudável. Super!

Ingredientes:
  • 4 ovos
  • 4 salsichas de aves
  • 1 cenoura ralada
  • 24 cogumelos frescos
  • queijo mozarela ralado


Forminhas de Muffins. As minhas são de silicone e eu Adoro!
Usei 12 para estes.

- Pré aquecer o forno. Preparar todos os ingredientes : ralar a cenoura, cortar os cogumelos em pedacinhos, cortar a salsinha em pedacinhos e bater o ovo (consoante o gosto podem adicionar sal e pimenta entre outros).



- Distribuir os ingredientes por cada forminha e no final dividir o ovo batido por cada forminha, não é necessário encher as formas até transbordarem, o ovo no forno cresce.




3º - Colocar as forminhas no forno e controlar até estarem douradinhas.

 Voilá!!!



Super saboroso e não é necessário nenhuma gordura, as forminhas de silicone soltam-se logo dos Muffins e claro, podem variar os ingredientes, já fiz com espinafres e frango, com atum, etc...
M.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Asma & Corrida #1


Há dias que pouco me recordo de ti. 
Mas não... 
Quando penso que a nossa relação acabou para sempre, heis que vens cheia de força para me dizer :
-"Eu existo". 
Fosses tu outra qualquer e eu já te tinha posto n'alheta.

Temos fases, umas em que sinto que finalmente eu e tu ultrapassámos uma barreira enorme e que finalmente vou conseguir correr como gente normal ou pelo menos, menos anormal.

Não arranjo desculpas, sei perfeitamente que a culpa maior é minha. Por desde criança me ter recusado a mexer e a esforçar, quem sabe aprender a respirar que é o que tento aprender agora diariamente. Se me tivesse moldado desde início certamente a sensação/esforço seria diferente (e a física também). 
A verdade é que as subidas continuam a ser um obstáculo enorme e todo um sofrimento que é difícil explicar, principalmente para quem não sofre do mesmo, parece birra, parece exagero. Não é. Basta-me dizer isso. 
Há dias em que pouco me sinto em aflição e fazer uma corrida de forma mais serena é possível, mas são raros os casos. Bons, maravilhosos, uma lufada de ar fresco... mas raros

Hoje claramente foi uma 'chapada na cara', todo um sofrimento desde o início e milhões de vezes a vontade de desistir. Acho que desta forma já não me acontecia faz tempo. Melhorei imenso desde que comecei a praticar o pouco que fosse de desporto e com maior mérito na corrida, visto que com a mesma aprendi a respirar (ainda estou em aprendizagem) e todo esse treino tem ajudado no dia-a-dia de uma forma exponencial.
Mas hoje, com uma garganta dorida, um sabor a sangue contínuo na garganta, uma dor em todo o peito, uma respiração ofegante com zero capacidade de acalmar fizesse eu o que fizesse... persisti até finalizar o raio dos 6km, mas a muito esforço, com muito suor, com muito sofrimento e com direito a inalador 2 vezes hoje.
Ainda ia eu com a linda ideia de fazer 10km, aliás foi por esse motivo que o meu despertador tocou às 5h40. Merda! Pensando de forma positiva, mais vale 6 do que nada, mais vale lentos do que nada!

Uma coisa é certa... Estou 1000 vezes melhor desde que comecei a correr. 

Sem qualquer comparação!! 
Tenho que me agarrar a esse pensamento e persistir todas as vezes, mesmo com resultados menos bons, mesmo com uma almofada lavada em lágrimas, mesmo com uma raiva extrema! 
Estou melhor de que ontem e amanhã estarei melhor do que hoje!
Antigamente um andar rápido para ir para a faculdade deixava-me ofegante, com a garganta a saber a sangue, dor de burro, uma boa dor de canelas e todas essas coisas pouco sexys.
Hoje em dia ando depressa, faço pequenos sprints quando estou atrasada, falo ao mesmo tempo, ando numa constante correria (como sempre foi o caso) mas com a diferença de me sentir bem...

Na corrida o cenário já não é exactamente igual. A respiração tem que ser muito bem estudada e sem sofrer grandes alterações, tenho que manter o ritmo certo para não me desorientar a respirar, sendo que em certos momentos tenho tendência a querer respirar mais rápido, talvez pela sensação de esforço e que o ar me vai custar a obter... Esta sensação provém desde quando eu era pequena, Porquê?! Bem... Para quem tem asma como eu, Asma-Brônquica Alérgica (existem bastantes tipos de asma e cada pessoa pode ter "graus" diferentes e cada indivíduo é atingido por esta doença crónica de forma individual), quando estamos num momento de falta de ar, "ataque" de asma, a sensação é a de ser impossível puxar ar para os pulmões, como se inspirássemos com toda a força e nenhum ar fosse obtido, sensação de asfixia, por consequência temos tendência a inspirar mil vezes consecutivas e abrir bem a boca para ver se algum ar entra, tornando este processo cada vez mais curto entre cada repetição, mas é como se os orifícios por onde o ar atravessa estivessem bloqueados e como tal com o esforço o peito tem tendência a começar a doer, dor que provém do esforço exaustivo dos pulmões e de uma respiração feita de uma forma completamente incorrecta.


Bom hoje fui mais uma vez eu, Asmática, M. a Asmática
Que venham dias melhores.

M.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Trump?

Depois de um dia mal passado e uma vontade súbita de dormir por dias a fio... Heis que acordo e quer-me parecer que ainda estou a dormir, mas neste caso sonho, melhor, um pesadelo.
Trump ganhou as eleições e será presidente pelos próximos 4 longos anos.
Não tenho palavras...
Não consigo perceber sequer como existem tantos apoiantes de Trump?! Como podem encontrar nas palavras dele um porto seguro?! Mais do que isso... quer-me parecer que nos tempos de hoje em dia há ainda uma grande maioria de gente racista, xenofóbica, machista, etc...
Diria que em vez de evolução cada vez mais regredimos e estas eleições são claramente a personificação desse retrocesso.
Tenho receio destes tempos que se aproximam e do que de aí se avizinhará para o mundo...
M.

domingo, 6 de novembro de 2016

Colecção de Corrida - OYSHO



Tenho adorado as colecções da OYSHO referentes a desporto ! Ainda que para uma marca que anteriormente não era ligada ao desporto acho que exageram nos preços, estando alguns muito próximos ao preços das verdadeiras marcas de desporto.

Ainda assim, a qualidade aparenta ser boa e porque não desta vez escolher um modelito da marca e testar?! Aliás... antigamente não havia nada destes materiais XPTO e as pessoas corriam na mesma.

Como sou inclinada para a corrida, obviamente, vi a colecção indicada para a mesma e deixo os meus favoritos em baixo com os respectivos preços.


City (a mim faz-me lembrar Nova Iorque):





Serpente:




Wild Forest:




Leopardo:




Casaco Reflector:

€ 39,99

Se calhar vou dar ali uma voltinha ao shopping e já venho, porque adorei a colecção e como "gaja" que sou... Novo outfit é cheirinho a motivação para os treinos.
Bolas! Ainda falta algum tempo para o Natal ... era uma boa ideia!


M.



quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Motivação #1

Porque é que corres???

Este vídeo diz tudo.

Tantas razões...

Ser feliz, para relaxar, ser saudável, estar na melhor forma física possível, pelos outros, por quem não pode, para ganhar, para ultrapassar obstáculos, porque me diziam que nunca iria conseguir... porque sim, porque me sinto feliz quando o faço, porque quando o faço sinto que sou um bocadinho mais forte todos os dias!!

Corro. Por todos os motivos e por nenhum!



M.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

CORRIDA MONTEPIO 2016



Mais uma prova de 10 km... mais um abre olhos. 

Teimo em inscrever-me às provas e contínuo a falhar redondamente no que diz respeito aos treinos.


Resultado?!

Imaginem um pote de mel, cheio, caído no chão, rebolando, lentamente até embater em algo e parar.
Lá está! Era eu, mais coisa menos coisa... arrastando-me, com os meus quilos a mais por obra e graça do belo Croissant e do Pain au chocolat (vá até foi mais pós Paris) rebolando, vagarosamente até me cruzar com a meta.

Foi dos 10km que demorei mais tempo a fazer, a vontade de fazer xixi (ops...) não ajudou, mas aqui a esperteza esqueceu que tinha prova e bota abaixo com 1/2 litro de chá. Ora pois muito bem, 5 minutos antes da prova começar já eu me torcia e contorcia toda. Talvez tenha em certa parte afectado a prestação, não querendo com isto desculpar-me, acima de tudo a culpa da má prestação deve-se à minha falta de gerência de tempo e preguiça, mas deixem-me que vos diga que o psicológico também mexe para Caraças!!

Quanto à prova:

A prova em si não é linda. É fácil?! É!! Bastante. Sair do Rossio, Praça do Comércio, Terreiro do Paço, continuar pela direita fazer parte da Marginal sempre plana e voltar... Bom... Sim... Nada de extraordinário.
A nível de animação, gosto dos momentos em que passamos por grupos musicais, ora a tocarem às janelas, ora à beira do percurso mas pouco mais do que isso.
Abastecimento de água era bom, mais do que suficiente, primeiro aos 3km e pouco, segundo aproximadamente aos 7km e por último à chegada com direito a uma maçã.

Falha (de acordo com as exigências pessoais, digamos, minhas):
Nada de medalha! 
Gozem!
Guardo todos os meus dorsais e medalhas com carinho!
Aborrece-me quando mão tenho direito a medalhas.
Principalmente quando no evento a corrida em que participo é a principal.

Vou dar o benefício da dúvida pois sei que o dinheiro angariado é para uma instituição, ou algo do género, não estou inteiramente a par do assunto, mas sei que o dinheiro se destinava a ajudar pessoas com problemas económicos que não conseguem adquirir os medicamentos que lhes foram prescritos...


Pouco mais a acrescentar. Para mim foi mais uma, que podia ter corrido melhor.

"Devagar se vai ao longe" já dizia o outro, por isso permitam-me que seja esta pessoa lenta que nem uma tartaruga. Eu hei-de chegar lá !!!



M.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Gomas Saudáveis - Elas andam aí!


Gomas … mas saudáveis!

A primeira vez que decidi fazer esta maravilha foi para um jantar de Natal em 2015. Foi espectacular!
Muitas, variadíssimas cores, brilhantes, com robots, corações, conchas… Super amorosas.

Melhor de tudo é levar para o trabalho e naquele momento que existem os desejos de doces, como naqueles momentos de stress e  pressão que o trabalho implica temos tendência a ir em busca de salvação no meio do conforto do sabor doce de um chocolate ou gomas… 

Agora posso fazê-lo sem qualquer sentimento de culpa!

Obviamente o sabor não é idêntico às gomas, mas com as diversas formas e sabores que podemos escolher acabamos por nos esquecer desse pormenor e ... são docinhas na mesma!

É fácil, é barato e não dá milhões, mas é rápido. 

Então temos…

Ingredientes:


  • 1 saqueta de gelatina com o sabor desejado
  • 1/2 saqueta de gelatina sem sabor OU 4 folhas de gelatina sem sabor
  • 200ml de água


Entrar em acção…

Colocar os 200ml de água num tacho até ferver, juntar a saqueta de gelatina com sabor e mexer bem de forma a dissolver o pó na água.

Dissolver a gelatina sem sabor numa tigela com água até cobrir a quantidade de gelatina. Caso utilizem as folhas de gelatina é preferível cortarem as folhas em pedacinhos e proceder da mesma forma, água até cobrir a gelatina. Por norma coloco no microondas entre 40 segundos – 1 minuto para aquecer bem a água, junto a gelatina e mexo bem para evitar haver partes por dissolver.

Juntar a gelatina sem sabor à restante e mexer bem.

Encher várias forminhas, com ursinhos, com robots, corações, bolas, conchas… encontrei as minhas na Kasa e nas lojas dos chineses, tamanhos rondam os 2/3 cm. Depois de colocar o preparado nas forminhas com cuidado, evitar encher até ao máximo pois dificulta o transporte sem fazer uma badalhuquice pegada, colocar todas as forminhas no frigorífico. No mínimo têm de permanecer 2 horas no frigorífico.



Para finalizar…

Retirar as gomas das forminhas e comer até mais não !!!






M.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Sol de Espinafres e Ricota



Queria dizer-vos que vos vou apresentar uma receita maravilhosa saudável, mas não… mas como acho que a vida também é maravilhosa com comidinha boa e reconfortante… 

Denominei-a como Sol pelo seu aspecto, não posso dizer que seja uma ideia/receita minha, vi numas imagens no Pinterest e como tinha um jantar de grupo e falta de ideias para o que levar, lembrei-me da imagem que tinha visto e decidi meter mãos à obra.

Não segui nenhuma receita, limitei-me a usar o que achava ser necessário.

Ingredientes:
  • 1 ovo
  • 2 embalagens de massa folhada (redonda)
  • 1 saco de espinafres picados congelados (400g)
  • 1 embalagem de queijo ricota (150g)



1º – Ligar o forno, deixei sempre numa média de 200º graus.
Colocar os espinafres numa frigideira com um fio de azeite e uma pitada de sal (muito pouca, mas é ao gosto, com muito ou mesmo sem).
Uma hora antes de me dedicar a esta façanha já tinha deixado os espinafres no frigorífico para irem amolecendo e facilitar a preparação.



2º - Quando os espinafres estiverem todos soltos juntar a ricota e envolver bem. Deixar a repousar.



3º - Esticar a primeira embalagem de massa folhada e começar a colocar o preparado de espinafres, colocar no centro uma quantidade generosa, seguindo-se por um círculo em volta do centro.



4º - Colocar a 2ª embalagem de massa folhada por cima do preparado anterior, tentar ao máximo alinhar ambas as massas folhadas. Colar a massa em torno do centro, cuidado com o ar, se os rebordos já tiverem unidos podem criar bolsas de ar no meio. Juntar os rebordos, enrolei-os para dentro e depois esmigalhei-os ao de leve com um garfo.



5º - Pincelar tudo com um ovo batido.

6º -  Cortar pequenas fatias até à parte que separa o centro. Cuidado que a massa pode começar a colar-se (truques : utilização de farinha ou o ovo batido). Após estar tudo cortado, para se obter o formato tipo sol, agarrar cuidadosamente cada fatia e virar ligeiramente a ponta para o lado direito (ou esquerdo, mas eu virei sempre para o direito), ficando a ver-se em cima a parte do espinafre.
Fazer o mesmo para todas as pontas, virando sempre para o mesmo lado.



7º - Forno!! Baixei  a temperatura para os 180º graus.
Esperar … 

Não controlei o tempo, tenho a mania de fazer a olho, após 10 minutos no forno começo sempre a averiguar o aspecto. Se estiver assim douradinha a virar para o castanho retiro do forno.

Posso dizer que fez sucesso! Eu gostei bastante. 
Não estava perfeita a nível estético mas a prática leva à perfeição.


Também se manifesta prática visto já ter fatias pré-feitas.

M.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

10KM PARIS CENTRE 2016



Começo por dizer que gostei bastante da organização, no que diz respeito à entrega dos dorsais. 
Por lapso não tirei fotografias, como estava em França acabo por ignorar o telemóvel visto o Roaming ser absurdo.

Ora, muito rápido quanto à entrega dos dorsais, as bancas estavam divididas por números de dorsais, penso que poderá ter ajudado a prevenir demoras mas acima de tudo o Staff não me parecia perdido ou atrapalhado como diversas vezes me aconteceu. 
O kit vinha com pistácios (desculpem mas eu adoro), um sumo natural de romã (que eu também amei, mas nem todos gostam, muito ácido, já eu estava feliz) e obviamente o dorsal, chip, blá, blá, blá...

Por 5€ podíamos estampar o que queríamos na tshirt, nomes, frases e imagens/logos específicos da Nike (quem conhece a aplicação Nike+ conhece as imagens). Eu acabei por colocar o meu nome já que não é comum (subentenda-se desconhecido) em França e ficam sempre admirados com ele e as imitações são surpreendentes, nunca os "A" do meu nome foram tão carregados, coloquei também uma Torre Eiffel, achei que se adequava . Apesar da imensa afluência de pessoas para estampar acho que foram bastante rápidos e obviamente quando chamaram pelo meu nome não havia hipótese de ser engano, ainda que acho que algumas pessoas devem ter pensado que eu tinha escrito uma asneira, uma alcunha esquisita, o nome de uma tribo, qualquer coisa, mas pronto ninguém lutou por aquela tshirt, bom para mim!



Existia também uma banca para fazer tatuagens com os mesmos símbolos/logos da Nike. Calma… Tatuagens falsas, deviam durar certa de 2 dias e se fossem lavadas por “homen(s) de barba rija” certamente saiam na hora. Quer-me parecer que eram feitas com um estilo de eyeliner, mas não dou certezas, foi o que me pareceu… Gostava de ter feito uma… Sou uma vendida/rendida a estas parvoíces/mariquices. Porém estava em França e com um frio dos diabos, por isso ia completamente vestidinha, era impossível arranjar uma zona do corpo para os entreter e não senti que fosse o meu momento de stripper, essa carreira não puxa por mim, lamento, até porque penso que os meus dotes de dança não seriam produtivos…

Vá, direito a tirar uma fotografia instantânea e tal e encontrar o meu nome nas letras gigantes que eles lá tinham! Que linda! Entusiasmada com tão pouco.

Desculpem, mas nada tendo a ver com a corrida, mas a busca dos dorsais seguiu-se de um almoço num restaurante Japonês onde comi um Ramen espectacular! UAU! Adorei! Tão bom! E as Gyosas também foram as melhores que comi até agora. Estou a babar-me mentalmente, certamente que tenho que lá voltar.

Restaurante : Kintaro Lamen



Prosseguindo…

Dia da prova:

FRIO! FRIO! Opa desculpem-me ser tão mariquinhas mas eu adoro Sol, Calor, Céu azul… Foi uma luta chegar até ao local e supostamente a informação dizia que os 10km começavam às 9h30. Lá andávamos nós a passo mega acelerado, eu morrendo de hipotermia pelo meio, certas pontes fechadas, voltas maiores… Bolas, eu só queria passar para o outro lado. Tudo bem.

40 minutos de espera para a partida. Nunca pensei mas a multidão era imensa (não sei em que mundo ando), carradas de pessoas, mil camisolas pretas com nomes e símbolos… fomos partindo faseados, por tempos, claro sendo eu uma coxa-asmática-e-tudo-mais estava no último bloco. 40 minutos de espera.

Foi a primeira vez que fiz esta prova mas aparentemente este ano o percurso foi alterado, tendo sido sempre junto ao rio Sena, passando pela torre Eiffel. Pessoalmente não vou dizer que foi lindo e maravilhoso, talvez porque quando estive a morar em Paris já o tinha feito algumas vezes e não foi nada novo para mim. 


O percurso anterior era mesmo pelo meio das ruas de Paris, com vistas impressionantes, junto a locais importantes e conhecidos e aos edifícios altos e de arquitectura tão caricata.



Não fiz um tempo maravilho, fiquei-me por 1:06:18, mas a culpa é minha que desde que voltei de Paris estou quase a roçar a linha de Sedentária…  com asma ou não reconheço que a má prestação é apenas culpa minha mas ainda hei-de ser sub 60!




 M.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

20 km de Cascais

Voltei um fim de semana! Grande parte para provar ao Pai que seria capaz. Assustavam-me as mais pequenas subidas possíveis, em Paris não as fiz, não lidei com elas, ou pelo menos mesmo muito pouco.



Soube-me bem. Vim com o meu kit Polar, não me devia lembrar que Portugal não é França. Claro que para ajudar, ainda que em Fevereiro, fez um calor dos diabos no dia da prova e eu com o meu casaco polar... Não tenho comentários para a minha triste figura.

Nervosa. Nervosa. Nervosa.
Não sei que mais me passou pela cabeça.
Nervosa.
Não aqueci, não fiz nada, o meu cérebro decidiu congelar. 

Comecei ao meu passo, tentando não me passar em nenhum momento.
Tive o maior apoio de todos, que apanhou a maior seca da vida dele, mas mudou de profissão por 2 horas e pouco, entrou em modo fotógrafo profissional.



Chateou-me para beber água, para tirar o casaco, para estar na minha, para não desistir e nunca me deixou! Falou com mil pessoas, torceu por todas elas, tem um coração grande este meu pai.

Foi-se fazendo, estava tranquila durante a corrida, não o esperava... Claro que me custou no final, a partir do quilometro 15 estava cansada. Mas mais uma vez foi-se fazendo.

Meta! Eu vi a meta! Era oficial! O Pai ainda me pediu um último sprint no final! Custou milhões mas dei tudo!



Orgulho! Sim orgulho em mim que também mereço!

O pai também ficou orgulhoso:


M.