quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

10 KM PARIS CENTRE - 10KM - 15.10.2017



Nem sei bem porque fiz birra por me inscrever a esta prova, para ser honesta e fútil, acho que foi pelas tshirts. O ano passado fiz a prova, correu-me mal, culpa minha com a falta de treino, o percurso foi fraquito, mas as camisolas eram da noite e porreiras, inclusive na entrega dos dorsais se tiverem paciência eles fazem estampagens, a minha do ano passado tem uma torre Eifel e o meu nome. 

Entretanto o meu miúdo também foi passar o fim de semana fora com os amigos, pelo que não tinha grandes planos para o fim de semana.

O tempo não estava mau mas não estava quente, como desta vez não tinha boleia tive que me fazer à vida e arrancar em transportes públicos à confiançuda, entenda-se, de tshirt e calções. Como não conhecia ninguém passei grande parte da espera a tirar fotos, a observar pessoas e estava um bocado adormecida, no fim de semana anterior tinha feito os 20km de Paris por isso estava mais ali por brincadeira, mas na altura que me inscrevi estava com a fezada de que ia finalmente fazer um sub60 e como tal inscrevi-me com esse tempo.

No bloco dos sub60 não estava nem no fim nem à frente, à medida que íamos avançado até à zona da partida ia ganhando uns quantos metros, conseguia visualizar os pacer/bandeirinhas, eram uns 3 se não me engano, distribuídos ao longo do início do bloco dos sub60.

Partímos!

Eu devia estar uns 50 metros atrás de uma bandeirinha, e lá me ia encaminhando sempre com ela na minha mira, de tal forma que quando me dei conta estava mesmo trás dela, pensei para mim que ela devia estar bem porque estava a correr muito devagar e decidi olhar para o meu relógio. Damn! Eu estava a correr abaixo de 6m/km, afinal era eu. Pensei em abrandar com medo de quebrar, depois pensei em aguentar-se atrás dela e se rebentasse, olha... não perdia nada.

Fui-me aguentando bem, desta vez sempre no controlo do relógio 5:47, 5:50, 5:49 etc... quando dei conta tinha ultrapassado a minha bandeirinha e estava quase a aproximar-me do outro bandeirinha dos sub60, já com um bocadinho de mais pedalada, mas ali perto do quilómetro 7 comecei a sentir as pernas a darem-me o toque que não estavam habituadas aquele ritmo. Azar dos azares uma pequena inclinação, mas eu aguentei-a, sempre a 2/3 metros do meu novo bandeirinha, e heis que comecei a fraquejar, já em plano, comecei a passar a estar a 5/7 metros do meu novo bandeirinha e quando dei conta a minha antiga bandeirinha estava a passar-me... controlei o relógio e realmente estava a diminuir velocidade, bati nos 6min e tal por quilómetro, ia fazendo um esforço para recuperar e andei numa fase em que batia nos 6min e quando dava conta acelerava para voltar aos 5min e pouco, mas já não consegui manter-me lá...

Vi a meta. 
Despacha-te M. Vá lá.
Cortei a meta ...



Por 14 segundos. Quando vi nem quis acreditar. Por uns estúpidos 14 segundos que não fui sub60... eram 14 segundos em que me devia ter aguentado nos 5m/km, eram segundos suportáveis. E não o foram. Estava de certa forma contente porque foi o meu melhor tempo, por outro lado, eram 14 segundos que parecem tão insignificantes agora... 




Querem saber o pior?!... No tempo oficial da prova foi por 1 segundo !




M.



sábado, 13 de janeiro de 2018

20KM DE PARIS - 20KM - 08.10.2017



Fui sem expectativas exactamente porque depois de tanta corrida não queria sentir pressão... não levei mochila e não olhei para o tempo uma única vez, houve muitas alturas que quase, quase vacilei, mas controlei-me e apenas tive noção do meu tempo após terminar a prova.

Acordei por volta das 5h e pouco da manhã com uma mensagem do meu pai a dizer que tinha terminado os 100km na Serra da Estrela, a partir daí já não dormi mais, de certa forma estava mais descansada, não sabia nada do pai fazia tempo, a última vez que falámos disse-me que iria desistir, deixou-me por escrito no facebook, obviamente que amigos dele foram lá meter "veneno" amigo, e teimoso como é e do contra, decidiu continuar e acabar o raio dos 100km. 

Já eu estava com a neura, como sempre, pelo que não dormi mais, sentia-me cansada, ansiosa, nervosa, todo um misto de coisas que não me fazem nada bem. O meu primeiro pensamento é sempre, comer cedo e casa de banho... nunca acontece, o que me deixa super desesperada.

Como estou a escrever com um atraso considerável, muitos pormenores já se perderam, o que para vocês é uma sorte porque diminui bastante o texto a ler. 

Lá me encaminhei para o centro de Paris, para mais um arraso às pernas, desta vez ia leve, infelizmente aqui ando sempre de telemóvel atrás porque não conheço a cidade como a minha e deixa-me mais segura, aguardava a partida, comecei a ter vontade de ir à casa de banho, procurei e procurei e quando encontrei ignorei por completo a minha vontade, tal era a quantidade de pessoas À espera. Para tornar a prova mais interessante, começou a chover, se eu já estava a morrer de frio nem vale a pena dizer como me senti depois de corpinho molhado.

Parou de chover, pouco tempo depois partimos, tentei não pensar em casas de banho e em tempos, tentei ir tranquila, absorver a prova e desfrutar, não ver distâncias, mas normalmente as provas têm sempre aqueles belos placares (que eu detesto) de 1 em 1 quilómetro, pelo que a minha ideia era ir mais coisa menos coisa ao centro e não olhar muito para as laterais, tentando ao máximo evitar qualquer comunicação face aos quilómetros.

Descobri uma linha verde ao centro, uma marcação que automaticamente passou a ser a minha guia, não sei porque, fiquei durante bastantes quilómetros a correr sobre essa linha verde amarelada, por vezes, inconscientemente olhava para as laterais, acabei por descobrir que ao longo da prova existiam certas exposições de arte urbana, muitas pessoas paravam para tirar fotos, pensei fazê-lo, mas corria sozinha, pelo que qualquer tentativa de foto ia ser um fiasco e assim evitava também quebrar o meu ritmo, mantive-me firme na minha linha verde, tendo por vezes de abandonar por alguém estar a fazer o mesmo que eu, consciente ou inconscientemente, lá ultrapassava e seguia... pior, essa marcação obviamente foi feita para a prova, pelo que ... Pimba! Lá levei com a distância mesmo juntinho aos meus pés, escrita com aquele verde amarelado, lima, eu que evitei tanto olhar para as laterais de forma a evitar ver as distâncias escritas, heis que a minha linha, o meu foco, a minha concentração mostrou-me num tom escandaloso em que zona do percurso me encontrava. 

Lembro-me dos 9km e dos 14km, lembro-me que pouco escutei do exterior, levei música e ia concentrada nas minhas coisas, na minha linha verde, não sei porque levantei a cabeça, olhei em redor, não é que o meu miúdo estava ali mesmo à minha beira, a dar-me suporte e acompanhou-me quase 2km na sua trotinete (estes franceses e as trotinetes...), isto por volta do quilómetro 9, já o 14 ficou registado porque senti um momento de fatiga tão grande que naquele momento só em apetecia mandar para o chão, mas vou falando com o meu eu interior e dizendo, só mais 1 horinha e está tudo feito.

Terminei. Vi o tempo. UAU!!! Não fui para bater recordes, não fui com nada mentalizado, mas foi o meu melhor tempo. Apesar de depois de parar de correr as minhas pernas estarem completamente arrebentadas, sentia-me a pular, alegria, felicidade e uma trotinete para ajudar a chegar ao metro mais próximo.







M.



quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

sábado, 6 de janeiro de 2018

2018 e eu estou viva...


Ando desaparecida... o fim do ano 2017 teve muitas mudanças, boas e más, agridoces, mais ou menos complicadas e minha assiduidade tornou-se claramente um fracasso, entre ela uns outros tantos.

Estou viva. 4 meses a morar em França e ainda estou viva.

Não é "casa", acho que vai sempre faltar preencher um vazio e não consigo dizer que é a minha "casa". Tem pequenas coisas que se tornam minhas, que me fazem feliz, mas o meu ser é Portugal, é Sintra, é mar, é sol, é calor, é sorrisos.

Quanto ao meu fracasso a nível de assiduidade, para quem trabalha nas áreas de finanças, mercados e por ai, sabe que dia 3 de Janeiro de  2018 haviam várias regulamentações novas a entrar em vigor, pelo que o fim do ano tornou-se um massacre no que diz respeito a trabalho.

Pouco corri, ou equivalente a nada, pouca atenção tive, pouco me preocupei comigo. 
Conclusão: Estou um pequeno cachalote, sem força nas canelas e com um humor de cão.

Esta semana 'bateu-me', a sensação de falhanço, de mal estar, baixo de forma... cansada. 

Pelo caminho ficaram dois relatos por contar (20 km de Paris e os 10 km Paris Centre), 2 relatos onde superei os meus tempos e agora, hoje, até me custa a acreditar. Brevemente irei escrevê-los e brevemente recuperarei a M. 


Um Feliz 2018 para todos com essas perninhas a mexer por aí !


M.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

É isto...



Para bom entendedor meia palavra basta...


Como ainda estou em recuperação da Disney vou certamente fazer a prova com muita tranquilidade...


M.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

das coisas que detesto em França

Passadeiras.
Hoje o tema é este.

Odeio as passadeiras em França!

Consigo respeitar o sinal vermelho, mesmo quando estou a correr, mesmo que me deixe fula ficar aqueles segundos, minutos (que parecem infinitos) ali do meu lado, esperando o sinal abrir para me começar a mexer... 

mas...

Conhecem as passadeiras sem sinal?! Que os pais nos ensinam desde pequenos a olhar para a esquerda e para a direita, ver se há carros, se param e finalmente passar?!

Aqui ter ou não ter passadeira é irrelevante. Podes olhar quantas vezes quiseres, podes ganhar as raízes que quiseres, não há uma única viatura que pare para te deixar passar, por isso ou passas quando efectivamente não existirem carros na rua (tipo às 3h da manhã e mesmo assim...) ou tentas a tua sorte te mandas e logo vês se sobrevives, podes ainda levar uma buzinadela caso não morras, ou uns olhares raivosos.

Sim, odeio muito as passadeiras em França, porque em Portugal paramos sempre e quando não acontece porque estamos mais distraídos há sempre um sinal gestual do condutor em jeito de "Desculpeee...".

Pois... saudades...

M.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Resumo da Semana #8 e #9

Vão levar tudo de empreitada sobre os meus treinos/provas porque tem sido difícil ter tempo (ou paciência) para fazer tudo, entre mil corridas e mais a brincadeira de arranjar apartamento (finalmente já posso riscar isto da checklist) e comprar tudo o que são electrodomésticos e mobília para a casa (só vejo e sinto o dinheiro a sair...).

Passando à parte dos treinos...

Semana de 18 a 24 de Setembro de 2017:

Esta semana foi neurótica, com o receio de não ser capaz de levar avante o Challenge 31K da Disney, tanto que fiz uma mini corrida no início da semana e fiquei com uma dor numa das pernas que me deixou logo ansiosa...


19-09-2017 (3ª feira):
Treino pequenino por minha culpa, meio preguiça, meio modo bela adormecida e depois quando finalmente ganhei forças para ir correr tinha que o fazer depressa senão ia chegar atrasada ao trabalho.








21-09-2017 (5ªfeira):
Ainda não tinha feito nada de especial esta semana a nível de corrida, depois começo logo a pensar que o meu corpo se vai esquecer de como se corre e que as pernas vão fraquejar, que vou fazer um quilómetro e tombar para o lado como se me desse uma paralesia geral. Fui correr, pensei em 10km inicialmente, mas parecia que estava com falta de ar o tempo todo que fui correr, no sentido figurativo, não era a falta de ar habitual derivada da minha asma, mas uma falta de ar interna, um sufoco, cada passada que dava sentia a Meia Maratona a ir com os porcos, achei que devia ficar por ali, pelos meus 7,5km até porque a minha perna continuava a incomodar-me.






23-09-2017 (Sábado):
Foi mágico!
Podem ler o relato aqui:

24-09-2017 (Domingo):
Foi igualmente mágico mas um sofrimento -do caraças- que valeu a pena.
Podem ler o relato aqui:

 
(este foi o Challenge da Disney)

(isto é a minha felicidade Disney)

Semana de 25 de Setembro a 1 de Outubro de 2017: 

Vacilei muito... Quis muito descansar, de tal forma que me inscrevi para uma prova já no dia 8 de Outubro, sou incrível... só que não. O início da semana foi com muitas dores, no Domingo doiam-me as articulações, passei muito mal a noite, mexi-me a noite quase toda e tive grandes dificuldades em adormecer, 2ª Feira as articulações estavam Ok mas os músculos estavam doridos, tudo o que eram escavas e rampas a descer obrigavam-me a soltar um estilho de grunhidos esquizitos e umas quantas palavras menos simpáticas, mas lá me mexi, de tal forma que entre 2ªfeira e 3ªfeira andei um modo Bricolage a pintar os móveis da cozinha do meu (MEU) apartamento. 4ªfeira iria correr, tinha mais do que tempo, tinha dado como terminado o trabalho de pintura, mas estava tão mole, tirei o dia para mim, entre ver filmes e tratar de mim (sou mulher ... lá andei de volta das minhas unhas e super orgulhosa do meu trabalho) fiz muita ronha e não corri, mas comi! Demais parece-me... Deixaria a corrida para 5ª feira, só que não, achei que era um dia incrível para ir almoçar com o meu miúdo e ir dar uma volta na zona de comercial de Chatelet porque queria muito um casaco preto, porque tenho muito frio, queria um casaco bem quente... no can do!



2017-09-29 (6ªfeira):
Pensei ir a milhões de sitíos, depois deu-me a preguiça, pensei ir almoçar com o miúdo, depois deu-me a preguiça, pensei em muita coisa deu-me preguiça para tudo. Concluo que ando extremamente preguiçosa, acho que é os ares daqui... Fui correr, com expectativa de pelo menos uns 8km.
Muito duro, uma perna pedia licença à outra para se levantar, uma assentava no chão e parecia que se enterrava de tal forma que eu precisava da ajuda de uma grua para a voltar a levantar, assim me fui arrastando até fazer 10km, acho que 10km como treino me faz sempre sentir feliz. O ritmo foi uma treta e fez-me questionar como raio tinha eu feito o tempo que fiz na Meia Maratona da Disney... bom, ignorei, e fui tomar um duche para me aquecer, almocei uma saladinha incrível e dei-me ao luxo de comer uma bolacha com chocolate à sobremesa e mandei-me para o sofá que nem um animal fatigado. Não dormi para grande surpresa minha, como tinha um jantar nesse dia lá me permiti mexer para ir às compras, jolas e uma sobremesa caseira são sempre bem-vindas.






 2017-09-30 (Sábado):
O meu miúdo foi jogar à bola, íamos passar o fim de semana sei lá eu onde para um aniversário de família mas que era tipo a quase 300km de casa pelo que iríamos dormir por lá e não ía ter hipóteses de correr. Correr 2 vezes por semana é mau, correr apenas 1 é terrível, péssimo e impensável, pelo que mesmo tendo corrido na 6ª feira em modo lesma com paralesias achei que era preferível fazer algo semelhante a não fazer de todo.
Queria fazer 10km, o número 10 faz-me sentir bem disposta já tinha referido, mas quando saímos com uma ideia normalmente não se concretiza, ou vai para cima ou para baixo... Decidi fazer um percurso que não me obrigasse a passar a vida a controlar o Strava para ver como voltar para casa, seguiria pela rua principal sempre em linha recta, faria 5km e voltava para trás.
Encontrei calçada no meu trajecto, fiquei feliz, ainda para mais nessa manhã tinha acordado com um sentimento de saudades imenso, saudades que não cabem no peito e ver calçada como se estivesse na minha terra deu para aquecer o coração.
Continuei o meu trajecto e sentia-me bem, as pernas não estavam tão enferrujadas como no dia anterior o que por si só já me transmitia um bom feeling, mas heis que vejo uma grande descida, não conhecia bem aquela zona, não fazia ideia daquela descida, e como sempre digo “tudo o que desce ... sobe”, pensei em cortar à direita, mas assim a minha ideia de parar de controlar por Strava por onde andava ia por água abaixo, talvez já tivesse os 5km ou quase e assim era só voltar para trás. 2,7km. – O QUÊ?só 2,7km? não era nada, não tinha grande remédio, esquece, ignora, desce, para cá vais ser forte e subir tudo em grande estilo. Assim foi, até decidir voltar para trás, com os contratempos das passadeiras que são muito irritantes nesta terra. Quando me aproximei da subida, limitei-me a fazê-la, sem pensar muito nela, sem vê-la como uma inimiga, sem vê-la como algo que me iria derrotar. Assim foi, subi e subi e só parei quase a 300m do fim porque apanhei sinal vermelho para peões e heis que aqui um velhote que estava comigo na passadeira começa a correr, não entendi, depois percebi que estava a imitar-me e correu tipo 50m comigo e depois lá me mandou seguir. Ai estas personagens que encontramos que nos fazem sorrir.
Chutei 12km com esta brincadeira, fiquei feliz ainda que só com 2 treinos nesta semana.







M.