quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Adeus ...

Chegou o dia.
Com ele uma enorme vontade de chorar...
Uma dor no peito, um sufoco, um aperto na garganta...
(...e dores de cabeça actualmente)

Estou no aeroporto sozinha.
Existem aqui mil milhares de pessoas e ainda assim estou sozinha.
Deixei quem mais gosto faz 20 minutos e tornou tudo tão real que não consigo guardar para mim.

Há decisões para melhor, mas porque raio o melhor tem de ser 'tão longe'?!
O melhor neste instante parece-me tão pior que não sei como lidar.


...


M.

domingo, 3 de setembro de 2017

Resumo da Semana #4

Vem um pouco atrasada, mas esta semana que passou foi muita coisa a acontecer e para fazer e não deu grandes espaços abertos para me permitir escrever.

Bom... quanto à semana, era importante, ia finalmente tirar as talas do nariz a meio da semana e recomeçar a trabalhar, recomeçar salvo seja, já só devia 6 dias à casa, pelo que foi terminar documentação, passagem de trabalho, reuniões, almoços de despedida e por aí...


21.08.2017 (2ª Feira)

Lá ganhei força e fui até ao Pisão, continuava numa maré de descobrimentos pelo Pisão. Decidi experimentar correr, devagar... a coisa até rolou, com umas paragens para beber água, pelo calor que ali no meio daqueles pastos e trilhos faz, por causa do meu nariz, que me dava uma secura...









22.08.2017 (3ª Feira)

Estive quase para não ir, acordei cedo mas arrastei-me o tempo todo em casa, mas entretanto equipei-me e voltei ao pisão com a ideia de voltar a tentar fazer tudo a correr ainda que devagarinho, mas só 5km, numa de esticar as pernas. Depois à tarde ia retirar finalmente as talas, só desejava isso e finalmente deixar de estar com o nariz/ouvidos entupidos! 
Entretanto os meus 5km acabaram por se tornar bem longos e basicamente o dobro, perdi-me, meti-me em trilhos que não eram trilhos e por teimosia avancei e ainda lutei com silvas (ganharam, saí de lá assassinada), fui por trilhos que me pareciam giros e que iam dar ao carro, mas levei só o barrote da vida e davam toda uma volta... conclusão, muito mais que 5km, atrasada para almoçar com a minha Mary, um stress porque tinha consulta em Lisboa... Eu sendo Eu.










26.08.2017 (Sábado)

A ideia era acordar cedo, ponderei em Lagoa Azul, Barragem da Mula, ponderei estar a correr às 8h com pequeno almoço tomado já com algum tempo. Acordar cedo nem é drama para mim, mesmo sem despertador acordo por volta das 8h sempre, sem problemas, o que me faltou foi a força para sair logo para correr e se queria fugir ao calor fiz tudo errado, inclusive porque entretanto, após disputa comigo própria lá fui eu, à confiançuda que nem a minha nova melhor amigas (leia-se mochila com água) levei. Ora pois claro, calor, calor, calor e depois subidas... ai... parei, andei muito, depois voltei a perder-me que andei outra vez a inventar desta vez ali perto de casa, sim as serras ficaram sem efeito...










27.08.2017 (Domingo)

Tirei o dia para o pai, acabámos por ir apanhar ferry e ir para Tróia. Ora eu tinha-me deitado às 4h da manhã (mais um jantar de despedida com direito a umas jolas e tal... sou uma desgraça) e chego à Praia não para fazer Praia, mas para correr, ainda torci o nariz ao meu pai porque os meus joelhos a correr na areia ia ser qualquer coisa incrível. Fui-me aguentando, sempre à procura da melhor areia para correr, onde os meus pés não se enterrassem. Aquela brisa do mar era agradável, o terreno nem tanto, quando chegámos ao final, com isto quero dizer onde a areia da praia terminava e começava o porto, parámos para decidir entre estrada ou voltar para trás pela praia, 'enfrasquei-me' em água enquanto pai pensava, havia sempre pós e contras, estrada significava um terreno menos incerto mas mais calor, praia era novamente aquela areia manhosa mas com um brisa que aliviava o calor. Voltámos pela praia, pela brisa e pelas certezas do caminho. Na volta comecei a quebrar e houve uns quilómetros mais lentos, mas ainda assim lá me fui aguentando com o pai a servir de abastecimento, ele fazia umas piscinas e dava-me a garrafa de água...




(Depois de colocar as informações do Strava reformulo, não houve uns quilómetros mais lentos, houve foi uns quilómetros mais rápidos no início)




Foi assim... o nariz não está ainda 100% o médico disse que ainda tenho que aguentar 1 mês. Já não tenho a voz anasalada mas ainda me saíram muitos restos de tampão, sangue, etc... 
M.







quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Decisões

Hoje foi o meu último dia de trabalho.

Há um mês decidi emigrar.

Toda a minha vida vai mudar.

Se foi das decisões mais difíceis da minha vida... Foi. É!

Porque publiquei uma foto a Oficializar a minha saída... e claro, chegaram os comentários, que só vi passado quase 3 horas e foram imediatamente acompanhados de uma tristeza, de um vazio que é impossível descrever.

Quando após entrevistas me deram o "Ok" fiquei radiante, sorria com os dentes todos! Todavia, a cada passo a chegar ao carro os dentes foram desaparecendo... o pai ia ficar longe, a minha língua materna ia ser quase inexistente, o sol ia desaparecer, a praia ia ficar a mais de 2000km de distância... 

Se por um lado queria tanto isto, por outro só me apetecia ganhar raízes e nunca mais daqui sair.

M.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Cookies de Alfarroba e Avelã


Com a brincadeira da baixa tempo livre é coisa que me sobra e como praia não é boa ideia por causa do calor, vou-me entretendo entre caminhadas/corridas e cozinha. Duas paixões.

Ontem estava claramente inspirada, entre muitas coisas que fiz, uma delas foram bolachas de Alfarroba e Avelã e ficaram óptimas!!!

Para quem gosta destas coisas, vou deixar aqui a receita das minhas bolachinhas caso se queiram aventurar.


Ingredientes:
  • 80g manteiga 
  • 80g açúcar mascavado
  • 1 ovo L
  • 100g farinha integral
  • 50g farinha alfarroba
  • 1 colher chá de fermento
  • 50g avelãs partidas em pedaços pequenos


Modo de Preparação:
  1. Pré aquecer o forno a 180º graus;
  2. Bater a manteiga com o açúcar até formar uma espécie de creme;
  3. Juntar o ovo e mexer;
  4. Misturei as farinhas mais o fermento e juntei ao preparado anterior, sempre com a batedeira a mexer;
  5. Mexer com uma colher e adicionar as avelãs deixando cerca de 10g de parte;
  6. Forrar o tabuleiro do forno com papel vegetal;
  7. Fazer bolinhas com a massa, fiz com a ajuda de uma colher de chá, para evitar fazer bolachas grandes;
  8. Colocar as bolinhas todas no tabuleiro do forno forrado com papel vegetal;
  9. Aproveitar as sobras das avelãs e colocar por cima de cada bolinha;
  10. Levar ao forno e deixar cerca de 15 minutos, depois consoante se quiserem mais crocantes ou não deixar mais ou menos tempo.

Esta receita deu-me para 25 bolachas.

A minha casa ficou a cheirar tão bem, que mesmo de nariz 90% entupido, conseguia sentir e de sabor... BRUTAIS! ❤

M.


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Resumo da Semana #3


Estou de baixa.

Estou a morrer de tédio.

A televisão aborrece-me, já não consigo pegar em livros, não posso fazer praia supostamente por causa do calor e noto que se estiver muito tempo activa a coisa não é boa.

Ainda assim o médico de família confirmou que uma caminhada por dia não me fazia mal, mas claro, tudo com muito juízo e atenção a como me sinto.

Esta semana finalmente comecei a conseguir estar mais 'consciente', ou seja, deixar aos poucos de estar no meu modo Bela Adormecida. As dores de cabeça também deixaram de ser tão intensas e a permitir-me ter um dia-a-dia mais normal, pelo que decidi que iria caminhar, sair finalmente de casa. 

2ª feira - 14-08-2017

Primeiro dia que me senti melhor, mesmo assim, esperei até ao final do dia, para ter certezas que me sentia mesmo bem e mesmo assim de manhã e à tarde ainda dormitei. As horas das refeições estavam super alteradas, mas sozinha pouco me importava, aliás até é melhor.

Perto das 16h30 fui equipar-me, mas estava receosa de tal forma, que andei de trás para a frente mil vezes em casa até ganhar coragem para sair. Fui de mochila, tinha que ter tudo, lenços para o nariz por conta das hemorragias, boné para proteger a cabeça do sol, água para o calor e porque estou sempre com a boca seca, telemóvel não fosse dar-me alguma coisa.

Fui para a Quinta do Pisão, muita natureza, serra, bons estradões, sem carros, sem multidões e porque nunca acerto nos caminhos por isso seria uma boa ideia tentar decorar ali uns caminhos e ter mais ao menos ideia dos quilómetros.

Custou-me, sentia-me fraca, sentia a minha pulsação no nariz, fiz umas voltas estranhas mas acho que desta vez fui com atenção suficiente para começar a decorar os caminhos, tirei muitas fotos, andei sem pressão, sem horas, sem me chatear.

Desorientei-me e caí! Eu na minha normalidade já sou uma desastrada, nestas condições já devia ter previsto que algo do género iria acontecer. Esfolei a perna toda, marcas de guerra, A-D-O-R-O.

E o vento? Não sei o que se estava a passar, mas foi um exagero, até tive que tapar os ouvidos porque me estavam a começar a doer.

Terminei com 6km e pouco nas pernas, senti-me orgulhosa.






3ª feira - 15-08-2017

Preguicei, queria ir, mas não tinha vontade. Boa contradição, mas era isto. Queria correr, correr não dava, então ia andar, tinha que sair de casa, nem que fosse uma horinha por dia.

A paragem foi pertinho do Pisão, mas do outro lado, parei na Barragem da Mula, ia aventurar-me por aquelas zonas, quem sabe. Levava o Strava no telemóvel para evitar perder-me, mas mesmo assim é difícil de entender os trilhos, o Strava não mostra muita coisa, mas pelo menos dava para saber para onde me virar quando quisesse retornar.

Comecei sem certezas, de tudo, para onde ir, caminhar...corri, metros, andei, corri um pouco, andei milhões, virei por um trilho interessante e só porque sim, subi e dei com o trilho cortado por mil arbustos, voltei para trás, espreitei no Strava, não via trilhos nenhuns, deixei-me ir pelo estradão principal, subi quase durante 3km, andei e andei, estava super cansada, ofegante, só posso respirar pela boca, tenho o nariz completamente entupido, os ouvidos com o esforço ficam entupidos também, estava vento novamente, mas levei os fones, tinha música para me entreter e dar força na caminhada assim como proteger os ouvidos.

Quando o relógio marcou os 3 km ou perto disso, procurava um trilho o mais rápido possível parar cortar à esquerda, tinha a sensação que subia sem parar e precisava de descansar, de respirar.

Lá virei à esquerda, a descer pelo estradão dei conta de um trilho e espreitei, pelo meio das árvores, parecia-me bem. Aventurei-me. Era um trilho de bicicletas, com muitas rampas, algumas descidas manhosas, mas por ali fui. Cruzei-me com diversas pontes feitas em madeira, pequenas e que facilitavam a passagem. O Trilho das Pontes. O meu pai já o fez dezenas de vezes e até no Strava aparece. 

Era tarde. Mas eu juntei mais 6 km à conta, mesmo que a andar.






5ª feira - 17-08-2017

O pai estava de volta, a minha preguiça também.
Heis que surge o convite de ir fazer uma caminhada até ao Castelo. Achei estranho, o pai a dizer caminhada, qualquer coisa não estava bem, lá me explicou que ia ao treino das Salamandras à noite. Claro.
É Verão. Sintra é linda. Sinónimo de milhões de pessoas.
Queríamos ter começado a caminhada a partir da Vila mas tendo em conta a confusão de carros, optámos por deixar o carro em Sintra mesmo e começar a caminhada dali mesmo.
Na companhia do pai já sei sempre que vou subir, mas também sei que não me vou perder.
Decorei trilho nenhum. Zero. Só decoro caminhos quando vou sozinha, caso contrário limito-me a seguir as 'pegadas' da pessoa da frente.
Atenção: foi uma caminhada que me deixou de rastos, até andar custava, levava as mãos na cintura quando me sentia a desfalecer e em quase todas as subidas houve aquele auxílio de força/equilíbrio com as mão nas pernas enquanto se sobe.
Mais 6km para a conta e desta vez com o papá!






Domingo - 20-08-2017

O fim de semana no fim, merecia mexer-me um pouco.
Acordei sem alarmes, cedo, mas fiz tudo nas calmas. Tomei pequeno-almoço, equipei-me, fiz um pouco de ronha e lá arranquei.
Pensei fazer pelo menos 10 km, mas quando comecei logo desisti da ideia.
Arranquei para o Pisão e decidi que ia tentar correr, devagarinho e parar sempre que fosse necessário.
Comecei logo por uma subida, fiz devagarinho, sem pressão. Estava calor, estava muito calor, mais tarde soube que andei a correr com 30º graus, doida. Ainda me custa respirar, até porque tenho o nariz incapacitado e é super estranho, muito mais a correr. Parei. Parei muitas vezes, tirei muitas fotos, perdi-me, andei para a frente e para trás. O calor estava insuportável, por vezes parava à sombra a beber água, cheguei inclusive a sentar-me, sentia-me a sufocar, havia zonas que parecia estufa, seco, deserto.
A parte final fiz quase toda a andar e completamente acabada, já não podia com o calor 😓.
Quando cheguei ao fim nem acreditei, chutei 10 km para a conta 😁





Foi uma semana mais mexida, o meu nariz tem recuperado bem, ainda me dói e ainda tenho cá os tubos dentro (que tiro amanhã finalmente) pelo que ainda não estou a 100%, mas já me sinto mais eu.

M.


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

ouvidos? nariz? septo?

Já referi que por motivos de saúde não posso correr para já...

Ora, desde de Maio que ando a fazer exames, porque sofro um pouco dos ouvidos, muito mais no avião (que obviamente comecei a notar agora porque comecei a viajar), mergulhos e isso, mas ultimamente quando ia correr ficava sempre com os ouvidos entupidos, principalmente o esquerdo, o  que me dá uma sensação de desorientação, não sei bem porquê.

A primeira consulta foi logo muito engraçada, porque quando cheguei lá, achava eu que devia ser daqueles casos que não conseguem limpar bem os ouvidos e que ele com um instrumento xpto me iria limpar o ouvido e o meu problema ficava logo resolvido. 
Não. Primeiro falhanço. 
Lá me examinou os ouvidos e me disse "Limpa demasiado os ouvidos", esperem, eu não sabia que isso existia, limpar demais os ouvidos, ora, aparentemente não devemos limpar os ouvidos todos os dias porque os deixamos desprotegidos.
Segundo falhanço.
"Respira bem?" 
Esta para mim era fácil, Não, tenho asma-brônquica alérgica.
"Mas no nariz mesmo, sente dificuldades?"
Depende, se estou com alergias, e estou muitas vezes entupida.
"Há alguma narina que seja pior?"
Nunca pensei muito nisso mas (eu a inspirar no meio do consultório) esta! A Esquerda.
"Normal. Tem o septo desviado de tal forma que essa narina quase não deve inspirar ar e como os canais estão todos ligados isso cria infecções a nível dos ouvidos."
Caiu-me o queixo. Terceiro falhanço.

Não querendo divagar muito, que é a minha tendência, fiz uma TAC ao septo nasal e ainda um exame em que o senhor Dr não foi muito simpático e meteu-me umas coisas pelas narinas dentro depois de uma spray super forte que me fez chorar e durou para aí umas 3 horas a desaparecer o efeito.

Conclusão:

O meu nariz por si só é pequeno, pelo que as minhas narinas também o são, tendo em conta que uma está obstruída a minha respiração pelo nariz é muito fraca, disse-me também que faz com que a minha rinite seja assim para o agressiva. Ainda me falou dos cornetos não sei do que e das mucocas e tudo mais, mas eu já estava perdida no meio disto tudo.

Disse-me que tinha que fazer uma Septoplastia, porque o meu desvio era muito acentuado e dificultava-me a respiração.

Pergunta da praxe : VOU CONSEGUIR CORRER MELHOR???

Quarto falhanço.

"Se não tivesse Asma, dava-lhe todas as certezas. Agora confirmo que vai melhorar a sua respiração e quem sabe melhorar na corrida, mas a Asma continua ai. Vai respirar melhor e as alergias vão melhorar isso é certo."

Estou de baixa. Os primeiros 2/3 dias em casa foram um sofrimento, muitas enxaquecas e eu só me lembro de ter perguntado ao médico se podia ir correr, disse-me para ter calma na primeira semana, mas que nos 2 primeiros dias não ia certamente ter vontade de o fazer. Ora, claro que não, tais eram as dores de cabeça, passei os dias a dormir, acordava, bebia água, gelo na testa, dormia, acordava, água, comia papas, gelo na cabeça, dormia, etc... Domingo lá me comecei a sentir melhor e a estar mais tempo acordada.

Agora aguarda-me esperar para ver, neste momento ainda estou em recuperação.

Em jeito de tira dúvidas, porque há pessoas tolas, que adoram falar da vida dos outros sem saber e sem se informar. Não fiz nenhuma operação plástica, fiz uma mini cirurgia endonasal, ou seja, tudo por dentro, sem deixar cicatrizes e tudo mais, sem mexer ossos e essas coisas de plástica. Internamente corrigiram-me o desvio do septo e o que já consigo visualizar é que a minha narina esquerda está tão aberta quanto a direita, o que antes não se verificava, mas nunca pensei que afectasse a minha respiração.

Agora que começo a sentir-me um pouco melhor e com mais forças, quero ver se faço pelo menos umas caminhadas, mas com juízo. Não posso apanhar sol nem exagerar nos esforços e quero mesmo recuperar como deve de ser e fazer tudo direitinho.

M.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

TREINO CORRER LISBOA - 2017.07.25


A minha Mary já me tinha falado destes treinos, assim como os da ASICS são gratuitos e há vários grupos para os diferentes ritmos, lá me convenceu, se bem que para mim é sempre um pouco chato tendo em conta que moro em Sintra, mas pronto, convenceu-me com os casifos, com serem apenas 45 minutos e porque é Correr.

3ª FEIRA

Lá vou eu com a casa às costas, de Sintra o comboio faz-se bem porque sou a primeira a entrar, já a troca do comboio para o metro… é só uma das partes mais assustadoras do meu dia, a contar com o cheiro a suor, má disposição matinal, má educação, agressividade, é a versão metropolitana dos “Hunger Games”, Top! 
Sobrevivi e cheguei ao escritório inteira e com os meus pertences.

Ao final do dia, como saí cedo, achei que por bem iria a pé ter com a Mary e pensei sempre que o ponto de encontro da corrida fosse relativamente perto do trabalho dela e como tal não havia necessidade de transportes… a brincar, a brincar, devo ter feito 4 km a andar, antes de ir correr… bom aquecimento, eu diria.

Seguiu-se a pesquisa intensa dos casifos, balneário era tranquilo que eu tinha trocado de roupas às escondidas no trabalho e fui com a ‘fezada’ de que ninguém me ia apanhar, claro que à saída do edifício levei com alguns olhares de quem não percebeu de onde apareci. 
O certo é que nem balneário, nem casifos. Ora afinal a coisa funcionava de forma diferente daquela que pensávamos, para aceder aos casifos tínhamos obrigatoriamente de aceder ao balneário – tudo bem – até que nos informam: € 1,5 balneário e € 1 casifos. Sabendo que não ia usufruir do balneário não me fazia sentido ter de pagar aquele € 1,5, de todo. A minha Mary lá lhes deu a volta e abriram-nos uma excepção de guardar os nossos pertences, com o aviso que se demorássemos mais do que 1 hora eles começavam a vender os nossos objectos. Foram uns ‘porreiraços’, que eu já estava a ficar com a neura de vir de Sintra com a casa às costas e sem razão aparente.
Resolvido o nosso problema, lá fomos para o ponto de encontro. 

Sim, confere, imensas pessoas, de todo o tipo.
Fomos no grupo mais fraquito, de 6:30 m/km e mesmo assim fomos mais vagarosos do que o estipulado, eu sentia-me especialmente cansada (o que tem acontecido frequentemente) e arrastei-me um pouco no treino.

A nível de percurso, não é nada de extraordinário, o ponto de encontro é às 19h15 à entrada do Estádio Universitário (na escadaria), damos umas voltinhas junto ao Estádio, fomos até ao parque do Campo Grande e por aí, não adorei, mas claro, estes treinos são óptimos para motivar e vencer a preguiça, conhecem-se novas pessoas, ou não, tendo em conta a quantidade de pessoas, que acaba por tornar mais difícil a interacção.

Não sendo a minha opção número 1, não a descarto por completo, exactamente por ajudar a combater a preguiça, às vezes ter com quem correr ajuda a manter o ritmo. Uma coisa boa é também terem os vários ritmos, o que significa que evita que os mais rápidos fiquem prejudicados, sendo que têm o próprio grupo de pessoas com o mesmo nível, também pode ser útil para as pessoas mais lentas que começam gradualmente a melhorar o ritmo e têm sempre a oportunidade de começar a correr noutros grupos e de certa forma sentir-me motivada pela “ascensão”.



Foi mais uma experiência para mim e sempre deu para meter mais 6 km na ‘conta’.

M.