sexta-feira, 18 de agosto de 2017

ouvidos? nariz? septo?

Já referi que por motivos de saúde não posso correr para já...

Ora, desde de Maio que ando a fazer exames, porque sofro um pouco dos ouvidos, muito mais no avião (que obviamente comecei a notar agora porque comecei a viajar), mergulhos e isso, mas ultimamente quando ia correr ficava sempre com os ouvidos entupidos, principalmente o esquerdo, o  que me dá uma sensação de desorientação, não sei bem porquê.

A primeira consulta foi logo muito engraçada, porque quando cheguei lá, achava eu que devia ser daqueles casos que não conseguem limpar bem os ouvidos e que ele com um instrumento xpto me iria limpar o ouvido e o meu problema ficava logo resolvido. 
Não. Primeiro falhanço. 
Lá me examinou os ouvidos e me disse "Limpa demasiado os ouvidos", esperem, eu não sabia que isso existia, limpar demais os ouvidos, ora, aparentemente não devemos limpar os ouvidos todos os dias porque os deixamos desprotegidos.
Segundo falhanço.
"Respira bem?" 
Esta para mim era fácil, Não, tenho asma-brônquica alérgica.
"Mas no nariz mesmo, sente dificuldades?"
Depende, se estou com alergias, e estou muitas vezes entupida.
"Há alguma narina que seja pior?"
Nunca pensei muito nisso mas (eu a inspirar no meio do consultório) esta! A Esquerda.
"Normal. Tem o septo desviado de tal forma que essa narina quase não deve inspirar ar e como os canais estão todos ligados isso cria infecções a nível dos ouvidos."
Caiu-me o queixo. Terceiro falhanço.

Não querendo divagar muito, que é a minha tendência, fiz uma TAC ao septo nasal e ainda um exame em que o senhor Dr não foi muito simpático e meteu-me umas coisas pelas narinas dentro depois de uma spray super forte que me fez chorar e durou para aí umas 3 horas a desaparecer o efeito.

Conclusão:

O meu nariz por si só é pequeno, pelo que as minhas narinas também o são, tendo em conta que uma está obstruída a minha respiração pelo nariz é muito fraca, disse-me também que faz com que a minha rinite seja assim para o agressiva. Ainda me falou dos cornetos não sei do que e das mucocas e tudo mais, mas eu já estava perdida no meio disto tudo.

Disse-me que tinha que fazer uma Septoplastia, porque o meu desvio era muito acentuado e dificultava-me a respiração.

Pergunta da praxe : VOU CONSEGUIR CORRER MELHOR???

Quarto falhanço.

"Se não tivesse Asma, dava-lhe todas as certezas. Agora confirmo que vai melhorar a sua respiração e quem sabe melhorar na corrida, mas a Asma continua ai. Vai respirar melhor e as alergias vão melhorar isso é certo."

Estou de baixa. Os primeiros 2/3 dias em casa foram um sofrimento, muitas enxaquecas e eu só me lembro de ter perguntado ao médico se podia ir correr, disse-me para ter calma na primeira semana, mas que nos 2 primeiros dias não ia certamente ter vontade de o fazer. Ora, claro que não, tais eram as dores de cabeça, passei os dias a dormir, acordava, bebia água, gelo na testa, dormia, acordava, água, comia papas, gelo na cabeça, dormia, etc... Domingo lá me comecei a sentir melhor e a estar mais tempo acordada.

Agora aguarda-me esperar para ver, neste momento ainda estou em recuperação.

Em jeito de tira dúvidas, porque há pessoas tolas, que adoram falar da vida dos outros sem saber e sem se informar. Não fiz nenhuma operação plástica, fiz uma mini cirurgia endonasal, ou seja, tudo por dentro, sem deixar cicatrizes e tudo mais, sem mexer ossos e essas coisas de plástica. Internamente corrigiram-me o desvio do septo e o que já consigo visualizar é que a minha narina esquerda está tão aberta quanto a direita, o que antes não se verificava, mas nunca pensei que afectasse a minha respiração.

Agora que começo a sentir-me um pouco melhor e com mais forças, quero ver se faço pelo menos umas caminhadas, mas com juízo. Não posso apanhar sol nem exagerar nos esforços e quero mesmo recuperar como deve de ser e fazer tudo direitinho.

M.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

TREINO CORRER LISBOA - 2017.07.25


A minha Mary já me tinha falado destes treinos, assim como os da ASICS são gratuitos e há vários grupos para os diferentes ritmos, lá me convenceu, se bem que para mim é sempre um pouco chato tendo em conta que moro em Sintra, mas pronto, convenceu-me com os casifos, com serem apenas 45 minutos e porque é Correr.

3ª FEIRA

Lá vou eu com a casa às costas, de Sintra o comboio faz-se bem porque sou a primeira a entrar, já a troca do comboio para o metro… é só uma das partes mais assustadoras do meu dia, a contar com o cheiro a suor, má disposição matinal, má educação, agressividade, é a versão metropolitana dos “Hunger Games”, Top! 
Sobrevivi e cheguei ao escritório inteira e com os meus pertences.

Ao final do dia, como saí cedo, achei que por bem iria a pé ter com a Mary e pensei sempre que o ponto de encontro da corrida fosse relativamente perto do trabalho dela e como tal não havia necessidade de transportes… a brincar, a brincar, devo ter feito 4 km a andar, antes de ir correr… bom aquecimento, eu diria.

Seguiu-se a pesquisa intensa dos casifos, balneário era tranquilo que eu tinha trocado de roupas às escondidas no trabalho e fui com a ‘fezada’ de que ninguém me ia apanhar, claro que à saída do edifício levei com alguns olhares de quem não percebeu de onde apareci. 
O certo é que nem balneário, nem casifos. Ora afinal a coisa funcionava de forma diferente daquela que pensávamos, para aceder aos casifos tínhamos obrigatoriamente de aceder ao balneário – tudo bem – até que nos informam: € 1,5 balneário e € 1 casifos. Sabendo que não ia usufruir do balneário não me fazia sentido ter de pagar aquele € 1,5, de todo. A minha Mary lá lhes deu a volta e abriram-nos uma excepção de guardar os nossos pertences, com o aviso que se demorássemos mais do que 1 hora eles começavam a vender os nossos objectos. Foram uns ‘porreiraços’, que eu já estava a ficar com a neura de vir de Sintra com a casa às costas e sem razão aparente.
Resolvido o nosso problema, lá fomos para o ponto de encontro. 

Sim, confere, imensas pessoas, de todo o tipo.
Fomos no grupo mais fraquito, de 6:30 m/km e mesmo assim fomos mais vagarosos do que o estipulado, eu sentia-me especialmente cansada (o que tem acontecido frequentemente) e arrastei-me um pouco no treino.

A nível de percurso, não é nada de extraordinário, o ponto de encontro é às 19h15 à entrada do Estádio Universitário (na escadaria), damos umas voltinhas junto ao Estádio, fomos até ao parque do Campo Grande e por aí, não adorei, mas claro, estes treinos são óptimos para motivar e vencer a preguiça, conhecem-se novas pessoas, ou não, tendo em conta a quantidade de pessoas, que acaba por tornar mais difícil a interacção.

Não sendo a minha opção número 1, não a descarto por completo, exactamente por ajudar a combater a preguiça, às vezes ter com quem correr ajuda a manter o ritmo. Uma coisa boa é também terem os vários ritmos, o que significa que evita que os mais rápidos fiquem prejudicados, sendo que têm o próprio grupo de pessoas com o mesmo nível, também pode ser útil para as pessoas mais lentas que começam gradualmente a melhorar o ritmo e têm sempre a oportunidade de começar a correr noutros grupos e de certa forma sentir-me motivada pela “ascensão”.



Foi mais uma experiência para mim e sempre deu para meter mais 6 km na ‘conta’.

M.



segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Resumo da Semana #2



A rubrica vai ser curta, por motivos de saúde só me foi possível treinar 2 vezes, mas foram dois treinos loucos, um com o pai e outro com a nossa blogger Fabiana e o seu M..

3ª feira - 08-08-2017

Cruzei-me com o pai no comboio, chegámos na mesma altura o que não é normal, manifestei que queria correr, até queria ir para o Pisão porque sou tão fraca com os caminhos lá e que gostava de ver se os começava a memorizar. Disse-me que alinhava, houve ali provavelmente uma troca de palavras que não foi bem recebida, porque afinal ele disse só que alinhava ir correr, não no Pisão... enfim, pormenores.

Lá nos fizemos à estrada, com o caminho acordado de que seria até ao Palácio da Regaleira e voltar, seria à volta de 7 km. Ao chegarmos ao Lawrence percebemos que algo se passava porque havia polícia a cortar a estrada e mais à frente lá avistámos os bombeiros, problemas com árvores caídas, conclusão foi que demos meia volta e nisto o pai diz "Vamos fazer a estrada para o Castelo", já nem me recordo se resmunguei, se suspirei ou se simplesmente ignorei, sei certamente que revirei os olhos, isso é quase automático em mim, não há hipótese.

Seguimos em direcção à Fonte da Sabuga, quando pensei que iríamos cortar à esquerda, não aconteceu, continuámos a subir, pensei que iríamos cortar na Quinta das Murtas, só que não, continuámos a subir. Tentei, tentei ao máximo nunca quebrar, mas quando estávamos a chegar quase à Igreja de S. Pedro, não aguentei e tive que fazer uns 500 metros a andar, assim que a subida terminou retomei o ritmo, mas estava toda partida das pernas já.

Lá demos a volta pelo café Natália (só apetecia ficar pela esplanada) e seguíamos em direcção ao café do Preto, mas o pai perguntou se podíamos cortar pelas ruas de trás para não apanhar tantos carros, concordei, não que seja significante, acho que ele iria para lá mesmo sem o meu consentimento. Já me tinha mentalizado que a partir do café do Preto era tudo a descer, mas tendo em conta que o pai decidiu cortar caminho a coisa não foi assim tão fácil, claro que já não houve as subidas como no início, mas também não era a descer como eu tanto queria.

Cortámos ainda à direita para a Portela de Sintra, passei pertinho da minha (ex) secundária, continuámos e juro que por instantes pensei que o meu pai ainda me queria pôr a fazer a ciclovia que vai até Mem-Martins, senti que as minhas pernas começavam a transformar-se em gelatina, mas... ele virou, ufaaaa, porque não sei se me sentia preparada para tanto, ainda para mais só tínhamos combinado 7 km e eu tinha combinado ir correr (tentar) com a Fabiana para Sintra no dia a seguir. O meu pai sabe mesmo escolher os dias para puxar por mim.

Foi isto, o mero treino com o meu pai:




4ª feira - 09-08-2017

As coisas boas acontecem de maneiras que nos surpreendem.

Voltei a estar activa na 'blogosfera' e a seguir pessoas com os meus interesses, dicas para as minhas corridas e por ai, e assim acabei por descobrir a Fabiana do blog Correr pelos Dois, ou ela descobriu-me a mim, e fomos-nos seguindo, com uma publicação e outra, ela ficou a saber que eu sou de Sintra e eu a saber o gosto que ela ganhou de vir aqui para as zonas. Aquele gosto do qual eu refilo muitas vezes, mas sei que de paisagem e trilhos o que tenho é do melhor, mas às vezes para esticar as canelas é desmotivante. 

Por entre muito receio de a atrapalhar, principalmente porque vi o percurso planeado, estudei-o no Strava (o pai ensinou-me a criar as rotas quando estive em Paris e isso dá-me cá um jeitão) e acusou um desnível +400 aproximadamente, senti logo as canelas a tremer, eu a vacilar e a pensar abortar missão. A Fabiana foi incrível, deu-me força e ignorou o facto de existirem fortes probabilidades de eu parar durante a corrida.

Ponto de Encontro : largo de S. Pedro.
Lá estava eu, meio sem jeito, meio sem saber o que esperar, ao fim de um tempo uma pessoa equipada lá me acena, mal que fosse que não fosse para mim, quase que hesitei mas olhei em volta e achei que não faria sentido o rapaz estar a acenar só porque sim. Ora, era o M. (atenção ao detalhe do artigo 'o') e uns metros atrás, a Fabiana,

Não houve qualquer estranheza, ao menos nisto a corrida deve juntar os mais loucos, e logo desde início falámos imenso. Claro, que abordei logo o assunto percurso com subidas, apercebi-me que fui apanhada no meio de uma "picardia" e que portanto este percurso foi feito pelo M. para picar a Fabiana porque ela puxa por ele nos treinos planos. Senhores que eu não tenhos pulmões para isto!!

Não tenho como dizer de outra forma. Sintra é Mágica! E eu adoro de coração a minha terra, não há paisagens como estas! Fomos à Sabuga, fizemos o ziguezague da Vila Sassetti, subimos milhões de escadas até ao Castelo dos Mouros, ainda numa loucura subimos até Santa Eufémia.






Tivemos direito a um fotógrafo incrível, pelo que pela primeira vez tenho imensas fotos para recordar esta brincadeira. Obrigado.

Infelizmente, as pernas e os pulmões não aguentam, houve muitas escadas, muita subida e andei muito, mas não mudou nem um pouco a aventura. Foi muito engraçada, divertida, animada e muito boa de partilhar com pessoas que gostam do mesmo e que ignorando os ritmos, a competição e tudo mais foram só numa de mexer as pernas e descobrir os trilhos de Sintra.

Poderão ler sobre este treino aqui, pelas palavras da Fabiana em que o título diz tudo:
- "Morri... E levei a Asmática comigo!"
Confere!




Deixem-me só recuperar e quero mais e mais!



M.

domingo, 13 de agosto de 2017

TREINOS ASICS – 01-07-2017 / 08-07-2017 / 15-07-2017

Andava eu novamente em formações, desta vez pela zona do Colombo, e tendo em conta a falta de respeito e de saber estar de algumas pessoas presentes na formação, a mesma tornou-se horrivelmente maçadora. O tema era interessante e relevante para o meu trabalho, no entanto tornou-se praticamente impossível que a minha concentração se mantivesse focada naquela formação.

Melhor amigos – Facebook e Instagram

Andava eu naquele vício interminável dos dias de hoje, fazer scroll ao facebook, que heis que me aparece alguma coisa interessante. Treinos grátis com a ASICS aos sábados às 9h da manhã, a começarem ali no Colombo, estava mesmo a precisar de uma dose de motivação porque não tentar?!

Claro que depois tenho todo aquele drama do sou lenta, tenho asma, ninguém tem paciência para mim, serei um estorvo, etc… muito em versão drama Queen. De forma a precaver-me para não ficar desolada, achei por bem enviar uma mensagem para o grupo a questionar os ritmos e altimetria dos treinos.

Resposta? Zero.

Estava a ficar aborrecida com a falta de resposta visto que estava com a gula para fazer o treino e quando estou com a gula tenho que “ter” (é por isso que devo ser gorda. Vá roliça). Mas, aii… que eu quando sou chata, sou incrivelmente chata. Vamos à loja perguntar! Dito e feito, mas o rapaz que lá estava não sabia esses pormenores pelo que ficou com o meu contacto para ao outro rapazito me contactar, isto porque o coitado disse-me “Ah ritmo de 5min/km” e eu dei aquele toque no braço com extrema simpatia acompanhado de “Ah ‘tá! Txauzinho”, mas ele não me deixou fugir e disse que não tinha certezas e para esperar que ele ia confirmar.

Ora assim que saí da loja não é que já me tinham respondido?! Andava eu ali a apontar dedos a dizer que ninguém me respondia, ninguém queria saber de mim e afinal até já me tinham respondido há 1 hora, mas aqui a gorda estava a almoçar lembrou-se lá de verificar se já tinha resposta. Ainda assim, com resposta no facebook, recebi também chamada a confirmar que tinham um grupo mais lento por volta dos 6:30m/km e que não havia subidas e que mesmo que fosse mais lenta eles acompanhavam, ninguém ficava esquecido ou desamparado. Pronto, aqui com um pouco mais de alento lá decidi que me iria aventurar e levar uma companheira, que chateei logo a minha Mary. Aliás, chateei não! Fui uma boa amiga, a princesa sabe que tem que treinar para cumprir os objectivos a que se propôs.

Ora até à data já fui a 3 treinos, que foram crescendo de um dia para o outro, palavra passa palavra e cada vez mais desportistas aparecem para treinar um bocadinho, conhecer novas pessoas, ter companhia para correr e falar (ou resmungar).

01-07-2017 – Em jeito envergonhado, lá fomos as duas, avisámos logo das nossas fracas capacidades de corrida profissional e de falta de força nas pernas para as subidas. O nosso guia era um artista, muito engraçado, bem disposto e sempre na dele, tão na dele que mesmo eu avisando que tenho asma, que as subidas são um massacre e mesmo tendo ele um percurso definido, ignorou tudo isso e como se interessou por um caminho por onde passámos que se assemelhava a trilhos, pumba!, não vai de modos e troca-nos as voltas! Resmungámos! Vá, eu e a Mary! Foi logo uma praxe para o primeiro treino, mas ele esteve sempre junto a nós e a incentivar-nos. 8,5 km feitos de uma forma diferente e com muito companheirismo.


07-07-2017 – Depois do primeiro achamos que já somos da casa, já fazemos disto há mil anos, tudo tranquilo, somos as maiores. O tempo estava esquisito, meio nublado, frescote… PERFEITO! Para mim claro, adoro que não esteja calor, não quero frio, mas sem sol a coisa faz-se bem melhor. Tanto que dos 3 foi o treino em que me senti melhor. Mas neste os guias abandonaram-nos, ninguém queria ir ao nosso ritmo alucinante, pelo que o percurso foi feito assim meio sem noção e pelos que levam nota máxima de assiduidade nos treinos e como tal têm direito a ser guias quando os mesmos não podem. 8,6 km e nós entretidas.




15-07-2017 – Este treino foi o pior, não treinei nada durante a semana e na 6ª feira o meu pai convidou-me para irmos correr e lá fui eu, a pensar em estrada e descidas e ele mete-me em trilhos e subidas. 10 km feitos no mato às 20 horas, foi chegar a casa, comer, xixi e cama. Claro com menos de 12 horas entre cada treino, as minhas pernas estavam cansadas antes de eu começar a correr. E fomos até ao Parque Eduardo VII, eu sei que não houve subidas assim tão relevantes, mas da forma que eu tinha as pernas a coisa tornou-se um pouco dolorosa e tive mesmo que parar durante 300 metros. Entretanto perdemos o nosso guia, conforme ele disse ninguém fica esquecido e como tínhamos uma iniciada ela era menos rápida e ele ficou sempre a acompanhar a senhora. Impecável! 8,9 Km e eu não podia ir conviver porque me esperava uma despedida de solteira.




Até à data não fiz mais nenhum treino, os fins de semanas estão a modos que ocupados, Paris, Barragem, Baptizado… Espero ainda fazer um treininho antes de arrancar para Paris de vez.
É difícil explicar este tipo de motivação, é como uma obrigação sem o ser, no sentido de a cabeça e corpo sabem que tens naquele dia, naquela hora algo “agendado” e parece q não podes faltar, como o trabalho, a escola, mas sem a parte do “seca”. Assim, naqueles sábados que a preguiça tenta falar mais alto, sabendo que temos algo “marcado” parece que a preguiça fica sem pio e acabamos por ir, correr e falar muito. Até agora achei uma experiência muito boa e quero mesmo voltar a fazer um treino!

P.S. Há sempre sorteio no final do treino e podem ganhar uma peça de roupa da ASICS, a minha Mary já ganhou!

M.


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

10KM L'ÉQUIPE - 10KM - 11.06.2017



Uma corridinha oficial no último dia de férias antes de arrancar para Portugal!

Why not?!

Já vinha cansada, já vinha dorida, a minha perna direita acusava uma lesão mas eu casmurra, parva e tudo mais,queria fazer a corrida porque sim, fiz.

Aiiii Paris... Tu sabes que vou para aí e ainda brincas comigo.
2 meses a viver em Paris e um frio de rachar, ok, era pleno Inverno, mas já fui lá por outras diversas situações e foi sempre assim frio, cinzento, no máximo ameno.

Calor! Calor! Muito calor! Que brincadeira.

Multidão. Muita gente mesmo, nunca pensei. Depois calor, pessoas, mais calor ainda, estava a começar a ficar impaciente, ainda por cima estava com a neura da perna, depois o calor, a minha cabeça já não parava.

Muito atraso, sendo que me coloco sempre nos que partem +60, até darem partida ao meu grupo demora horas, se não me engano partimos perto das 11 horas, debaixo de sol (neura!).

Partida!

Lá fui eu. Ao meu ritmo, com a cabeça a mil, com telemóvel a contar (de férias não tinha como actualizar o relógio e a aplicação no telemóvel desde que foi actualizada é manhosa e nem sempre me actualiza o relógio pelo que por via das dúvidas fui logo de telemóvel).

Sentia-me pesada, a dor da perna veio logo, nem foi preciso correr muito, foi certinha. Comecei a sentir-me pesada, cheia de calor, com a cabeça focada na dor, sentia-me pesada e a correr devagar, estava a ficar chateada comigo mesma, estava a ficar desmotivada, estava a ficar estoirada... estava a ficar tudo bolas!

Não olhei quase para o caminho, pouco me lembro, lembro-me da Place de Madeleine e que pouco antes disso ouvi música brasileira, queria sorrir, bater palmas, festejar, mas sentia-me tão pesada que deixei-me ir na minha, com medo que qualquer movimento que não fizesse parte de corrida me deixasse KO, então foquei em correr, não fazer mais nada, tirando nos abastecimentos tirar uma garrafa de água e eu odeio correr com coisas na mão, mas nesta corrida andei com uma garrafinha sempre, dando golinhos pequeninos ao longo do percurso, hidratando os lábios que é algo que me deixa enervada, a secura na boca/lábios. Lembro-me de passar o Jardin des Tuileries, mas apenas quando já estávamos a voltar para trás e recordo-me também que o fim foi sempre junto ao rio Sena, e era eu, a minha garrafinha e o T., que andava lá tranquilo e fresquinho da vida, raça do miúdo e da sua resistência.

Houve sempre imensas pessoas a assistir, na zona final então era absurdo, muitas pessoas na rua mesmo, mas eu estava sem energias para analisar a prova e espaço assim com tanta atenção.

Lá comecei a sair de perto do rio, uma mini subida, tipo 2 metros mas pareceu-me a Serra da Estrela naquela altura, a minha perna doía tanto, cada vez me sentia mais a arrastar... mas cheguei, era já ali o final.

Meta. Finalmente.

Engraçado, média de 6:13m/km, foram só os meus melhores 10 km, ainda bem que me sentia pesada e que a minha perna estava toda amassada. Menos mal, deu para ganhar uma motivação extra e sentir-me feliz !






Curiosidade... Heis que na meta me cruzo com a minha futura manager. Mundo pequeno. E uma M. envergonhada.

M.


terça-feira, 8 de agosto de 2017

o meu pai é louco...

O meu pai é louco. LOUCO!

Ahhh...

E vento! Muito vento.

Pronto, era isto.

M.

CORRER LÁ FORA - SARDENHA (ITÁLIA)



A minha única semana de férias deste ano !!

O que eu planeei para as férias? Correr todos os dias!

Sei que há quem diga que não é muito saudável e que o corpo tem de descansar, mas eu estava de férias apenas uma semana, a única altura em que não tinha horários para nada, porque não havia eu de aproveitar?!

Dito e feito, pela primeira vez na minha vida, todos os dias das minhas férias eu fiz uma corridinha, por mais curta que fosse, mas todos os dias estiquei as pernas. Ainda bem, tendo em conta que fui de férias, também significou comer muito, coisas gordas e gostosas, pizzas e foccacias, afinal de contas estava em Itália.

Sábado (03-06-2017)  – Em Paris, onde ia apanhar posteriormente voo para Cagliari, Sardenha, Itália. O T. foi jogar ténis e eu por muito que adore vê-lo jogar aproveitei para ir fazer uma corridinha e juntar à minha conta 10 km e mesmo assim ainda o consegui ver ganhar, depois de um jogo dificílimo.


Domingo (04-06-2017) – Chegámos a Sardenha na noite anterior, estava doida para fazer um treininho por aqui, ter uma corridinha noutro país, ver a distância do circuito do nosso hotel. O T. foi jogar à bola e eu aproveitei-me da situação.


2ª Feira (05-06-2017) – Tínhamos uma corrida no Domingo e o T. não corria desde Março então lá lhe dei a dica para vir comigo, mas ele e a corrida não são apaixonados, logo ele não entende as minhas decisões quanto à corrida e fomos fazer uma corrida em versão amuados, mas ao menos fomos…
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3ª Feira (06-06-2017)  – Fomos tentar jogar ténis, claro que eu sou uma naba, mas sempre me mexi um pouco e ainda acertei nas bolas, o que por si só já não é mau. Como já estava equipada aproveitei para dar uma voltinha.


4ª Feira (07-06-2017)  – Estava muito calor, mas tendo em conta tudo o que andava a enfardar tinha mesmo que me mexer, senão ia voltar de Sardenha a ocupar o meu lugar e o do T. no avião.

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5ª Feira (08-06-2017)  – Não devia ir correr, na 4ª feira tinha-me começado a doer a perna direita, por baixo do gémeo, doía-me imenso. Não sei se a dor veio de andar a correr todos os dias e o corpo não estar habituado, se seriam os ténis que estavam mais apertados que o normal… mas depois só pensava que queria correr todos os dias, mesmo que fossem só 3 km e bem lentinhos e não ignorando o facto de andar a comer que nem um porco… oops… Para mudar os ares, decidi que iria dar a volta ao lago ao lado do Hotel.



6ª Feira (09-06-2017)  – 7h da manhã e eu não conseguia dormir e era basicamente o nosso último dia a sério em Sardenha, pelo que ir correr pela manhã não ia estragar nenhum plano para o dia, ficava logo o assunto arrumado. Ganhei forças, equipei-me, já fazia imenso calor, hoje iria sair daquela zona do Hotel. Acabei por ir para Sul, o mais que me foi possível e foi incrível!
  


Sábado (10-06-2017) – Hoje apanhava voo de volta para Paris, em jeito de despedida às 8h da manhã dei uma voltinha pequenina de despedida a Sardenha, até porque a minha perna ainda me doía e Domingo era dia de prova.


Domingo (11-06-2017) – De volta a Paris, último dia de férias e com avião para Lisboa! Comecei as férias com 10km e terminei-as da mesma forma, com mais 10km. Continuava com dores na perna, achei que estava a fazer um tempo péssimo, mas por incrível que parece foi um dos meus melhores tempos nos 10km.



Mas esta corrida fica para uma outra publicação!

M.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Resumo da Semana #1

Decidi criar uma nova rubrica aqui, de forma a pensar sobre o que fiz (ou não fiz) durante a semana.

Tenho a vaga ideia que depois de publicar o post vou ausentar-se a chorar pelos meus fracos dotes na corrida. Bom, sempre ouvi dizer que fazia bem chorar.

#1 - 31 de Julho a 6 de Agosto

Corri 2 vezes... apenas 2 vezes! Tenho tido uma preguiça enorme e uma falta de força de vontade ainda maior, pelo que que fui 2 vezes meio a arrastar-me e a sentir-me um barril com pernas bambas.

5ª feira 

Arranjei coragem e levantei-me às 5 horas da manhã, demorei 20 minutos até conseguir estar lá fora para correr, foram 20 minutos de luta comigo mesma "quero dormir" "quero correr" "preciso de descansar" "preciso de correr, gorda"

Sintra. Como sempre, nada plano. O que me vale é que se optar por ir para a Vila a volta é a descer.

Fiquei desiludida, já fiz este percurso mais vezes e com um tempo melhor, mas sentia-me cansada e inclusive com pequenas crises de asma, que já não acontecia faz tempo. Fiz a subida toda sempre meio ofegante e com as pernas cansadas, o caminho todo pensei "vou parar... vou parar...", não parei mas correr o tempo todo assim é muito irritante, pelo menos fiz qualquer coisa, ainda que devagarinho.







Sábado

Arranquei para Vale Manso, para ir ter com as minhas miúdas e fazermos um fim de semana todas juntas antes de eu emigrar e se começar a tornar ainda mais difícil esta reunião.

Tenho muito mal dormir, pelo que, mesmo tirando o alarme do telemóvel conforme elas me pediram, às 8h já estava eu de pé. Larguei o quarto e fui curtir um pouco da vista incrível da casa e posteriormente fui conhecer o local à minha maneira, um pouquinho a correr, um pouquinho a andar. Infelizmente estávamos em condomínio e eu não tinha a chave do portão e tive que me contentar por andar ali às voltas dentro do condomínio.

Mais uma desilusão para a semana, nada plano, ou seja, descia imenso e depois subia imenso... subidas quase todas a andar e pronto as descidas todas a correr. Odeio esta coisa de eu e as subidas não nos entendermos... não dá.








Espero que esta semana e as próximas a coisa (que se chama corrida) melhore.

M.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

TRILHO DAS LAMPAS - 20KM - 13.05.2017


Nervos! Nervos! Nervos!

Vai-se lá saber porquê, mas queria imenso fazer este trilho, não sei se por ser tão pertinho de casa, se por todos os anos ouvir o pai a falar dele (a prova que faz desde a 1ª edição), mas a cabeça dizia que sim e assim foi, de coração atrás!

O Trilho das Lampas acontece ao sábado ao final do dia e consoante a velocidade de cada um, ainda se pode ver um pôr-do-sol espectacular na praia da Samarra (que claramente não foi o meu caso).

Estava exclusivamente nervosa por ser o meu trilho oficial mais longo e ainda por cima com grande parte percorrida durante a noite, conhecendo já eu o percurso e tendo perfeita noção de que certas zonas à noite iam ser bem complicadas.

A grande novidade e muito boa é que… o pai disse que me ia acompanhar! Tive sentimentos mistos, super feliz por mim que ia com a melhor companhia possível e que ainda por cima conhece super bem a zona o que me dava segurança a triplicar, mas, por outro lado, o meu pai faz esta prova desde a 1ª edição e pela primeira vez ia fazer uma prova de treta porque eu meti na cabeça que ia fazer esta prova. Meu pai! Podia lá eu pedir melhor… e vais fazer-me tantas, mas tanta falta que nem me cabe no peito a dor que sinto…


Sem pressas, eu e o pai ficámos no fim, tentando assim evitar as pessoas que vão com a ‘gula’ e que atropelam os demais, eu sabia perfeitamente que não ia para lá para ganhar, pelo que partir no fim, no meio ou no início, era-me completamente irrelevante, eu só queria terminar e de preferência abaixo das 3 horas.

PROVA

O início tem uma voltinha meio tola, no jardim principal de São João das Lampas em forma de ‘S’ e depois passa-se para o outro lado da estrada em direcção à costa e aos trilhos.

A primeira parte do percurso, eu diria que é a mais fácil, descemos muito mais no início da prova, ou seja, no início andava eu feliz da vida, mas como partimos no final apanhámos muitas pessoas pelo caminho com mais dificuldades do que eu e com mais mariquices, querendo eu dizer com isto, que apesar de ser um zero à esquerda e super coxa (das duas pernas atenção!) não sou nada comichosa com a sujidade, com meter os pés na lama ou água e por aí fora… o que significa que se não encontro uma solução menos agressiva, não perco tempo e faço o que tenho a fazer.

Primeiro obstáculo: água, um mini riozinho e ficámos logo parados, sim, porque depois são caminhos estreitos, o que significa que enquanto os da frente não passarem, tu não vais a lado nenhum e ficamos todos ali encalhados. Depois do obstáculo de água veio logo uma subida, o que acabou por nos empatar imenso, depois do obstáculos tínhamos ficado todos muito em cima uns dos outros, sem grandes margens e depois eramos tantas pessoas, em filinha, a andar, a avançar devagarinho, até dava para socializar e falar de peúgas, coser peúgas e sei lá eu mais o quê, mas a rapariga que ia à nossa frente falava sobre esse dilema da vida dela, ela e as peúgas, claro o palhação do meu pai achou por bem manifestar a sua teoria da peúguice (inventada à pressão) que só visto (ouvido!)…

Não consigo ser específica quanto às zonas por onde andava, o meu sentido de orientação é péssimo, pelo que as minhas descrições sobre as minhas provas em trilhos é deveras hilariante, baseando-se em caminhos, verde, montanha, árvores, arbustos, verde, montanha, estreito, subidas,… Com base no descrito anteriormente, lá estávamos nós num caminho estreito, meio enlameado, entre arbustos e em frente uma poça de lama com proporções assim grandinhas, a nossa única hipótese era um caminho à direita, muito estreitinho, a ser feito com um pé à frente do outro e devagarinho. Era a minha vez. Seguia o pai passo a passo, devagarinho. Não é que a rapariga atrás de mim se agarra às minhas ancas, claro, desequilibrei-me e fugiu-me o pé e eu caí para o lado direito onde me equilibrei mais ou menos com a mão e molhando apenas a perna e o braço do lado direito (percebi no dia a seguir que tinha caído de tal forma com a mão que espetei qualquer coisa entre a unha e dedo e acabei por ficar com a unha negra), para minha surpresa a rapariga diz “Ah era par te ajudar, pelos vistos foi má ideia…”, não quero tecer comentários, ou pelo menos muitos, principalmente porque tenho a vaga ideia que ela é que se desequilibrou e acabou por se agarrar a mim, eu que não estava de todo à espera … pumba! Charco.

A partir daqui foi mais do mesmo, subidas, descidas e mesmo nas descidas tínhamos que ir devagar ou corríamos o risco de ir a rebolar lá para baixo. As subidas para mim foram sempre muito custosas, a asma continua a vencer-me muito aqui e não sei como controlar, mesmo a fazê-las a andar (com um bom ritmo) fico completamente estafada e com falta de ar, a garganta a saber a sangue, o corpo super pesado, os pulmões apertadíssimos e a sentir-me uma porcaria.

O pôr-do-sol. Seria se nesta altura já tivesse passado a praia da Samarra e já tivesse subido as suas arribas, a partir daí o percurso já não era tão técnico e assim o mais difícil tinha sido feito com a luz do dia. Claro que isso não aconteceu, não ao ritmo das minhas pernas, quando se deu o pôr-do-sol ainda nem estava a descer para a praia, estava a terminar um subida e ainda me faltava um pouco para começar a descer para a praia.


A chegada à praia para mim já representava uma vitória, significava para mim um pouco mais do que metade do percurso feito. Quando cheguei à praia sorria, para mim e por mim, mas pouco tempo nos demoramos lá, ainda havia uma réstia de luz e o pai queria ao máximo aproveitá-la para subir as arribas da praia, que ainda eram lixadas. Lá em cima havia um abastecimento, só bebi água, o pai disse para comer, não me apetecia, parecia que ainda estava a arrotar o almoço tardio.  


Nestas descidas das arribas, houve uma que demos com alguém lesionado, que estava caído entre as rochas e todas as pessoas assobiavam, aproveitavam os apitos que tinham para chamar a atenção (aliás acho que servem exactamente para estas situações) e ninguém do staff se mexia. A uns 3 metros de mim estava um senhor da organização e ia embora, começámos todos a gritar por ele, até que lá veio ter connosco. Tentámos explicar a situação, ainda não tínhamos visto a pessoa, mas entendemos quase imediatamente o que se estava a passar, alguém tinha caído e precisava de assistência. Começámos a descer e o senhor chama-nos a dizer para confirmarmos se era verdade… Depois de ouvir mil pessoas a chamarem por ele e a pedir assistência, estava a pedir-nos para descer tudo e depois o que? voltar a subir? não tenho comentários, deviam estar preparados para estas situações, aliás, nem sei como iam socorrer a pessoa porque ali só de helicóptero…

Quando finalmente começámos a dar a volta, por dentro, sem virmos encostadinhos à costa, já eu ia mais para lá do que para cá, estava cansada, sentia-me amassada, mais facilmente cedia nas subidas e depois, deixem-me que vos diga que não fui feita para as lanternas na cabeça! Normalmente é uma comichão louca, não dá, desta vez para precaver essa situação levei aqueles lenço/fita (nem sei como é que se chamam, nunca tinha pensado sobre o assunto) mas nem assim, ora puxava para a frente, ora empurrava para trás, depois a minha luz era muito fraquinha, fartei-me de tropeçar, tinha que andar colada ao pai para conseguir ver o chão, mas depois já estava tão cansada que o perdia em segundos… coitado! Tem uma santa paciência e veio sempre a “puxar” por mim.

Quando largámos a parte dos trilhos e finalmente vi alcatrão só pensava “Estou a chegar. Estou a chegar.”, devia estar a 1 km da meta mas pareceu-me interminável, o pai continuava a “puxar” por mim e lá ia eu, meio em jeito “encantado” pois forças eram nenhumas.




Meta!!! 2h43m19s, menos de 3 horas. Feito!






"Agora só quero ir comer a minha sopinha, tomar uma banhoca e não me mexer durante uma semana!"

M.