segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Objectivos 2017



2016 ...

Foi um ano que passou rapidamente e trouxe muita mudança na minha vida, quer a nível pessoal quer a nível profissional.

Um dos meus grandes objectivos foi finalmente realizado. 
CORRI UMA MEIA MARATONA !(2h19m15s) 


O clichê dos blogues passa por se escrever quais os grandes desejos (eu chamo-os sempre de Objectivos) para o ano que se avizinha. Ora, eu passo pelo clichê mas com mais estilo, já que não é para ano que se avizinha mas para o ano actual e que inclusive já levou com um mês e pouco...
Não faz mal, ainda tenho quase 11 meses (se tiver em conta a forma como acho que o tempo passa, quando publicar esta mensagem já estou no ano 2018 )...

Objectivos 2017:
  • Correr pelo menos 3 Meia Maratonas;
  • Uma das Meia Maratonas tem de ser a da DisneyLand Paris (a ver se não falho as inscrições este ano);
  • Perder 8kgs (os gajos são persistentes acho que me amam de morte, meus maiores fãs);
  • Melhorar a minha condição física em geral, sendo que a minha força de braços é nula e será un ponto prioritário;
  • Dando continuação ao ponto anterior, conseguir fazer 10 flexões de braços seguidas será um grande feito para a minha pessoa;
  • Completar 12 semanas do Treino BBG.


Os objectivos relativos ao Desporto e condição física estão delineados, obviamente também existem objectivos a título pessoal, deixo uns quantos mais importantes.

  • Arranjar trabalho em França e mudar-me para lá;
  • Orientar as 'coisas (conhecidas por contas) a pagar', o último mês muita coisa correu mal e levou-me mais do que tinha e neste momento a prioridade é limar estas arestas e estar numa situação confortável outra vez.

Vieram com atraso mas ainda estão dentro do prazo.

O motivo que me leva a escrever os meus objectivos é o facto de parecer que os torna mais reais, que tenho uma obrigação e como tal ganho mais motivação para me esforçar para os completar, como se alguém dependesse disso. Pensamento parvo, mas se me ajuda a ganhar força 'Why not?!', a sensação é igual quando me inscrevo nas provas, o medo de falhar é tal que a minha motivação aumenta e começo a treinar.

Espero daqui a um ano estar a reflectir sobre os objectivos desde ano e a validar tudo, como consequências, escrever novos Objectivos.


M.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Cookies : Bolachas de M&M






Não... não são saudáveis. Mas são boas!

Época festiva, o Natal já foi e agora encaminha-se o Ano Novo, mas é uma altura do ano que passo mais tempo na cozinha, não só a comer mas a cozinhar também.

Claro que ajuda eu gostar de dar um miminho meu, por achar que o significado é diferente e bem mais do que ir a uma loja comprar prendas. Não desdenhando os bens materiais, não posso ser cínica ao ponto de dizer que não gosto de os receber, porque gosto, essa é a verdade, vivemos numa época que nos agarramos a bens supérfluos. Atenção: contra mim falo.

Passando este blá blá blá, que todos fazemos quando chega esta altura, muito amor e essas coisas todas... Resumo: Este ano o Kit Natal incluía umas Bolachinhas de M&Ms.



Ora aqui vai !

Ingredientes (para muitas!!! era para oferecer à família por isso fiz estas quantidades):
  • 250g margarina
  • 250g farinha + talvez 50g enquanto ia amassando a massa
  • 125g açúcar amarelo
  • 2 ovos 
  • 1 c. sopa essência de baunilha
  • 125g M&M partidos 
  • 1 c. chá fermento

Adicional: papel vegetal e formas para bolachas

  1. Instruções (que merecem um avental, fiz toda uma bagunça, toda eu era farinha...):
  2. Começar por bater a margarina e o açúcar até ficar cremoso e posteriormente juntar os ovos;
  3. Juntar a essência de baunilha e de seguida a farinha aos poucos, bater até que fique tudo homogéneo;
  4. Juntar o fermento e mexer com uma colher/espátula (instrumento a gosto);
  5. Adicionar os M&Ms partidos ( eu deixei-os no saco e dei-lhes umas valentes porradas com o rolo da massa ) e mexer novamente com o instrumento a gosto; 
Ora agora segue-se o meu bico-de-obra...
  1. Podem deixar a massa assentar um pouco no frigorífico ou começar logo a trabalhar, eu fico muito irrequieta por isso meti logo mãos-à-obra. Colocar um pouco de farinha numa bancada seca e colocar a massa. De seguida vem a brincadeira chata (ou não), amassar. Bem, eu acho que a farinha que usei talvez não tenha sido suficiente e por isso o motivo de dizer que acrescentei possivelmente mais 50 g durante esta fase do processo, enquanto amassava notei que ainda não tinha a consistência pretendida para que desse para moldar e como tal fui acrescentando farinha e amassando na bancada, colocava farinha e ia enrolando e dando voltas. Quando a consistência for a indicada e a massa não colar às mãos em demasia podem começar a utilizar o rolo da massa para a estender e com as forminhas que quiserem começarem a dar forma às bolachas;
  2. Colocar as bolachas no tabuleiro do forno devidamente forrado com papel vegetal e colocar no forno a 180º graus (mas previamente aquecido);
  3. Retirar quando estiverem a ficar douradinhas (entre 10-15 min), mas ter em atenção quanto à grossura das bolachas, se forem fininhas quanto mais douradas mais duras, é todo um jogo de cintura e de gosto nesta fase. As minhas eram gordinhas, pelo que podiam ficar um pouco mais no forno, mas fiz uma fornada mais branquinha e ficam muito ao estilo de biscoitos.


Eu gostei do resultado final mas aviso já que não são muito doces, pelo que quem preferir adicione um pouco mais de açúcar. Algumas decorei com Smarties, agora há muita criançada na família é mais apelativo para os pequenos! 
A ideia original era serem de farinha integral, mas quando fui ao Continente, visto ser véspera de Natal as farinhas tinham desaparecido quase todas. Fica para uma próxima, depois informo do resultado final.

Divirtam-se! Bons cozinhados e Boas corridas.



M.



terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Meia Maratona dos Descobrimentos 2016



Já passaram duas longas semanas...

Não foi por falta de entusiasmo ou alegria que não escrevi antes... 
Foi cansaço, gripe e toda uma preguiça inexplicável.

21,1 km feitos! Oficiais e com direito a uma medalha.
Feliz!
FELIZ!
FELIZ FELIZ FELIZ!

Ainda que andasse a treinar, não a nível perfeito e profissional, mas andava a esforçar-me, o sentimento de falhanço não me largava. Tanto receio, tanta insegurança... Recusei-me a dizer à maior parte das pessoas que o ia fazer, assim guardava para mim caso falhasse. É um sentimento e pensamento absurdo quando o faço apenas por mim e a maior parte das pessoas não tem qualquer interesse se eu corro 1 km, 10 km ou 21 km, mas não sei porquê a partilha a mais mexia comigo, enervava-me...

Dia da prova, madruguei e comi nas calmas, chovia sem parar...

O pai alertou-me de roupa, levar o mínimo, calções, tshirt, quanto mais roupa com a chuva, mais peso... Assim o fiz.

Quando chegámos e me despi, ia morrendo de hipotermia, antes de a prova começar é doloroso. O pai improvisou-me um impermeável/corta vento made by Primark em versão saco de compras gigante, mas foi uma grande ajuda até a prova começar.

Começou!

Da prova quase toda o que me recordo mais sem dúvida é da chuva, os primeiros 12 km foram muito difíceis a esse nível, choveu sempre sem parar, algumas partes chovia de tal forma que parecia que picava na pele, levei uma pala para evitar levar com a chuva toda na cara e foi uma grande ajuda.

Ainda não tinha 5 km feitos e os meus pés eram autênticas piscinas, o percurso foi também um estilo de prova de obstáculos, na tentativa de não colocar directamente os pés numa poça de água e heis que chego aos 10 km e não tenho como evitar uma poça gigante, o percurso estava selado pelas laterais, não havia hipótese senão colocar os pés lá dentro, deve ter sido o único momento dos 21 km que parei, por meros segundos, fiquei sem reacção, deu-me uma paragem de cérebro, pensei, meti os pés dentro de água e continuei. 

Começava a abrandar, a partir dos 10 km comecei a abrandar sem retorno, foi automático, estava cansada obviamente e já pouca forma tinha para brincar com a mente, os primeiros quilómetros ia sempre a pensar, o que iria preparar para o lanche com as miúdas, inventei receitas, pensei na folga merecida que tinha na segunda-feira, pensei que era a minha primeira meia-maratona e que tinha que a fazer. Disse para mim mesma milhões de vezes "Hoje sais daqui com uma medalha de algo que sempre quiseste fazer!" e esse jogo psicológico sem dúvida que me ajudou a chegar ao fim.

O pai...

O pai é sempre a minha salvação, não me deixou parar, foi sempre o meu abastecimento ambulante, obrigava-me a beber água, mas era ele quem ia buscar as garrafas e as levava o percurso inteiro, aos 15 km davam bocados de banana que ele fez questão de tirar a casca e me dar e dizer para comer devagarinho, ainda que eu não quisesse, obrigou-me para reabastecer energias. 

Obrigado! Obrigado! Obrigado! Meu pai!

17km... comecei a querer quebrar. 

(Para quem não sabe o meu joelho desde Outubro de 2015 está a modos que "acidentado", em Dezembro de 2015 fiz uma Ressonância magnética que apresentou danos no menisco e liquido atrás da rótula, que poderiam então provocar a dor aguda que sentia a correr... Na altura ia para França, novo trabalho, nova etapa, não queria ser operada e não queria ter de parar de correr. O que é certo é que todas as vezes que faço corridas mais longas o joelho é sempre um sofrimento e nesta prova foi igual.)

Só queria parar, não sem como explicar, sentia que arrastava a perna esquerda toda, o meu joelho já quase não dobrava, sentia dores horríveis, mas lá está, tentei ao máximo jogar com o psicológico, completar o meu objectivo, mais 4 km não seriam nada, ia ganhar uma medalha, ia completar um objectivo um sonho e ia deixar o pai orgulhoso. Ainda a sofrer e com um ritmo pobre, consegui ir ultrapassando ao longo do tempo imensas pessoas, mesmo na recta final, nestes últimos quilómetros o que deixou feliz, por estar a persistir, por continuar, por lutar.

Ao longo desses quilómetros, sempre que olhava em frente lá ia o pai, a puxar por mim, a fazer-me sinais para avançar, para correr mais, para acelerar, mas poucas forças tinha para o fazer e sempre que me apercebia que ele ia olhar para trás baixava a cabeça porque não queria deixá-lo triste por não estar a lutar mais.

20 km. Só mais 1 km pensava eu. Mais 1 km e pouco. Força! Força! E nesse último quilómetro, não sei como nem porque, utilizei a pouca energia que restava em mim e acelerei o ritmo, ainda que nada de extraordinário, mas fiz um último esforço e aumentei a velocidade.

21 km!
Faltavam 100 metros.
O tanas... demoraram horrores, a meta parecia que não mudava de sítio, que neura!

META! Uauuu!

Mas complicada. E gostava de deixar um alerta:
Quando cheguei à meta 4 a 5 marmelos, felizes, o que compreendo, decidiram ir sentar-se no chão da meta para tirarem fotografias. Obviamente que eu percebo a alegria e a vontade de memorizar isto, mas porra, respeito pelos mais lentos, eu que vinha a correr é que me tinha que andar a desviar dos meninos e a passar quase por cima deles na meta, obviamente que o meu pai os chamou a atenção e estes só souberam reclamar e gozar.
Sei bem que o meu tempo pode parecer ridículo aos demais, mas também o fiz e sei bem o que me custou, se calhar bem mais do que a vocês que os fazem nas calmas em 1h30, mas fogo, as pessoas a chegar e vocês a sentarem-se em cima da meta, uns 4 ou 5 e a dificultarem a passagem e ainda resmungam e gozam, Lá está: zero respeito e más pessoas. Obviamente que o Staff também falhou. É preciso ter de ser eu ou o meu pai a falar? Deviam estar lá para controlar este tipo de situações. Com esta situação nem com foto de chegada fiquei porque estavam lá estes gajos todos. Obrigado queridos.

Bem... esquecendo estas coisas menos boas!
FEITA! 1º MEIA MARATONA OFICIAL!

Ainda que com o meu tempo longo e ritmo desajeitado.
Estou orgulhosa de mim! Estou profundamente feliz!

Agora treinar para fazer mais e melhores.

M.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Subidas Subidas Subidas



Subidas. Subidas. Subidas.

Odeio-as... com muita muita força.
Ultimamente até que as tenho aguentado, tento fazer de conta que não são o que são, quase fecho os olhos na tentativa de se não vir que é a subir talvez não seja. Mas é... sempre.
Ainda que nestes últimos tempos gaste todas as minhas energias para não parar, acontece isso, gasto todas as minhas energias e por norma descontrolo a minha respiração. Entro sempre num ritmo sonoro de inspira-expira ao nível de um remix/beatbox digno de platina, se calhar está na hora de gravar uns sons e procurar uma editora... estou a ver todo um futuro à minha frente.
Merda para a Asma que tem sempre uma parte de mim presa, ainda que neste momento ache que tenho finalmente mais mão nela do que ela em mim, tem dias que ela come espinafres e sente-se o Popeye da vida e com vontade de me agarrar e chatear. 
Os espinafres a mim nunca me deram está força anormal, devo andar a comer os errados...
Descidas?? Onde estão??

M.

domingo, 20 de novembro de 2016

Quem corre à chuva ... molha-se!



Preciso de treinar. Mais não digo. Só que preciso.
Este fim de semana precisava muito de fazer um treino um pouco mais longo e deixei o tal dia para Domingo. As usual. Domingo soa sempre bem para um treininho mais longo, não há trabalho que me obrigue a correr com tempo e quilómetros contados, não o faço no Sábado porque quando aumento as distâncias fico a modos que com umas pernas esquisitas no próprio dia e no seguinte, assim Sábado limito-me a fazer um treino normal e fico sã para Domingo, fazendo assim dois treinos no fim de semana. Bom, ficou a explicação do Domingo...
Agora vai que... fui forte o suficiente para ver um dia cinzento, com fracas probabilidades de mudar para melhor e segui rumo a Lisboa para uma zona plana (dada à escassez na minha zona) para fazer um treino maior.
Chovia, não a potes mas chovia, estava um tempo agradável para correr, 17 graus dizia o carro e encobertos com direito a umas pingas.
Foi-se fazendo, achei que o tempo para correr até era porreiro, pensei que devia ter ido de impermeável, pensei que era desta que perdia a cabeça e comprava o impermeável da Oysho camuflado, imaginei mil cenários de corrida com o mesmo, o quão perfeito é para estes treinos, com bolsos para o telemóvel e chaves, normalmente nunca levo telemóvel mas quando me quero esticar nos quilómetros prefiro tê-lo não vá o diabo tecê-las e eu perder-me (clássico na minha pessoa)... a mesma forma como divago a escrever é exactamente igual à forma como a minha cabeça divaga durante a corrida.
7km e mais um pouco e lá decidimos (pois o pai veio comigo, coitado) voltar para trás, já chorava interiormente desde os 5,5km para que rapidamente déssemos a volta, mas nada disse, nada reclamei, um esforço enorme e a fazer contas de cabeça, 'Aguenta até aos 7,5km e fazes a birra do dia para voltar para trás, Ficarás com 15km, não é mau... mas... E se aguentares mais 500m que não é nada (porra! 500 metros nestas situações parece-me sempre imenso!) fazes 8+8=16! e é um treino bonzito'.
Vá aguenta e não chora!
Conforme viramos, comecei a fraquejar, um pouco mais devagar, com as minhas dores de joelho a serem mais persistentes, mas nada disse (em voz alta), toda a minha cabeça era uma confusão, um resmungar, uma birra, uns quantos palavrões... Pumba! 
Vuuuuuuu.... Vuuuuuuuuuuuuuuu.... 
Uma chuva impressionante e um vento fortíssimo, automático quando voltámos a correr junto ao rio na volta, mas uma cena impressionante, ouvia-se e sentia-se imenso, ainda por cima em sentido contrário ao meu, senti logo a minha velocidade abrandar, tive que inclinar o meu corpo e baixar a cabeça para que me fosse possível perfurar tal vendaval. 
Chovia. Chovia. Chovia tanto. Houve partes em que quase nem conseguia ver, a água escorria-me para os olhos de uma forma parva. Fogo, os 8km de volta foram um massacre e toda a luta contra a chuva e o vento estavam a fazer-me desregular a respiração, que estava, ao contrário da passada Terça-feira, incrivelmente num estado deveras positivo e controlado.
Aguenta! Aguenta! Faz os 16km!
Nos últimos quilómetros já só sonhava com o carro, um banho quente, um fato de treino quentinho, uma mantinha e um chocolate quente no sofá... ahhh! (Foi quase isso, ao fato de treino espetei-lhe um pijama e ao chocolate quente um cházinho.)
Cheguei ao carro, os joelhos doíam-me e sentia os pés para além de ensopados, queimados! Dito e feito. Tirei uma sapatilha, duas sapatilhas e ... bolhas! Grandes bolhas! Não sei se foram os ténis se foi o facto de ter feito 16km sempre com os pés quase dentro de uma piscina...
A verdade é Quem anda à chuva, molha-se!, agora é mais um Aguenta e não chora!

M.

Muffins Saudáveis





Chamo-lhes Muffins, mas não consigo ao certo dar-lhes um nome, sempre que os faça cada pessoa lhe chama uma coisa diferente.

Adoro esta receita, super fácil, super rápida, super versátil, com a possibilidade de ser inteiramente saudável. Super!

Ingredientes:
  • 4 ovos
  • 4 salsichas de aves
  • 1 cenoura ralada
  • 24 cogumelos frescos
  • queijo mozarela ralado


Forminhas de Muffins. As minhas são de silicone e eu Adoro!
Usei 12 para estes.

- Pré aquecer o forno. Preparar todos os ingredientes : ralar a cenoura, cortar os cogumelos em pedacinhos, cortar a salsinha em pedacinhos e bater o ovo (consoante o gosto podem adicionar sal e pimenta entre outros).



- Distribuir os ingredientes por cada forminha e no final dividir o ovo batido por cada forminha, não é necessário encher as formas até transbordarem, o ovo no forno cresce.




3º - Colocar as forminhas no forno e controlar até estarem douradinhas.

 Voilá!!!



Super saboroso e não é necessário nenhuma gordura, as forminhas de silicone soltam-se logo dos Muffins e claro, podem variar os ingredientes, já fiz com espinafres e frango, com atum, etc...
M.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Asma & Corrida #1


Há dias que pouco me recordo de ti. 
Mas não... 
Quando penso que a nossa relação acabou para sempre, heis que vens cheia de força para me dizer :
-"Eu existo". 
Fosses tu outra qualquer e eu já te tinha posto n'alheta.

Temos fases, umas em que sinto que finalmente eu e tu ultrapassámos uma barreira enorme e que finalmente vou conseguir correr como gente normal ou pelo menos, menos anormal.

Não arranjo desculpas, sei perfeitamente que a culpa maior é minha. Por desde criança me ter recusado a mexer e a esforçar, quem sabe aprender a respirar que é o que tento aprender agora diariamente. Se me tivesse moldado desde início certamente a sensação/esforço seria diferente (e a física também). 
A verdade é que as subidas continuam a ser um obstáculo enorme e todo um sofrimento que é difícil explicar, principalmente para quem não sofre do mesmo, parece birra, parece exagero. Não é. Basta-me dizer isso. 
Há dias em que pouco me sinto em aflição e fazer uma corrida de forma mais serena é possível, mas são raros os casos. Bons, maravilhosos, uma lufada de ar fresco... mas raros

Hoje claramente foi uma 'chapada na cara', todo um sofrimento desde o início e milhões de vezes a vontade de desistir. Acho que desta forma já não me acontecia faz tempo. Melhorei imenso desde que comecei a praticar o pouco que fosse de desporto e com maior mérito na corrida, visto que com a mesma aprendi a respirar (ainda estou em aprendizagem) e todo esse treino tem ajudado no dia-a-dia de uma forma exponencial.
Mas hoje, com uma garganta dorida, um sabor a sangue contínuo na garganta, uma dor em todo o peito, uma respiração ofegante com zero capacidade de acalmar fizesse eu o que fizesse... persisti até finalizar o raio dos 6km, mas a muito esforço, com muito suor, com muito sofrimento e com direito a inalador 2 vezes hoje.
Ainda ia eu com a linda ideia de fazer 10km, aliás foi por esse motivo que o meu despertador tocou às 5h40. Merda! Pensando de forma positiva, mais vale 6 do que nada, mais vale lentos do que nada!

Uma coisa é certa... Estou 1000 vezes melhor desde que comecei a correr. 

Sem qualquer comparação!! 
Tenho que me agarrar a esse pensamento e persistir todas as vezes, mesmo com resultados menos bons, mesmo com uma almofada lavada em lágrimas, mesmo com uma raiva extrema! 
Estou melhor de que ontem e amanhã estarei melhor do que hoje!
Antigamente um andar rápido para ir para a faculdade deixava-me ofegante, com a garganta a saber a sangue, dor de burro, uma boa dor de canelas e todas essas coisas pouco sexys.
Hoje em dia ando depressa, faço pequenos sprints quando estou atrasada, falo ao mesmo tempo, ando numa constante correria (como sempre foi o caso) mas com a diferença de me sentir bem...

Na corrida o cenário já não é exactamente igual. A respiração tem que ser muito bem estudada e sem sofrer grandes alterações, tenho que manter o ritmo certo para não me desorientar a respirar, sendo que em certos momentos tenho tendência a querer respirar mais rápido, talvez pela sensação de esforço e que o ar me vai custar a obter... Esta sensação provém desde quando eu era pequena, Porquê?! Bem... Para quem tem asma como eu, Asma-Brônquica Alérgica (existem bastantes tipos de asma e cada pessoa pode ter "graus" diferentes e cada indivíduo é atingido por esta doença crónica de forma individual), quando estamos num momento de falta de ar, "ataque" de asma, a sensação é a de ser impossível puxar ar para os pulmões, como se inspirássemos com toda a força e nenhum ar fosse obtido, sensação de asfixia, por consequência temos tendência a inspirar mil vezes consecutivas e abrir bem a boca para ver se algum ar entra, tornando este processo cada vez mais curto entre cada repetição, mas é como se os orifícios por onde o ar atravessa estivessem bloqueados e como tal com o esforço o peito tem tendência a começar a doer, dor que provém do esforço exaustivo dos pulmões e de uma respiração feita de uma forma completamente incorrecta.


Bom hoje fui mais uma vez eu, Asmática, M. a Asmática
Que venham dias melhores.

M.