quarta-feira, 2 de novembro de 2016

CORRIDA MONTEPIO 2016



Mais uma prova de 10 km... mais um abre olhos. 

Teimo em inscrever-me às provas e contínuo a falhar redondamente no que diz respeito aos treinos.


Resultado?!

Imaginem um pote de mel, cheio, caído no chão, rebolando, lentamente até embater em algo e parar.
Lá está! Era eu, mais coisa menos coisa... arrastando-me, com os meus quilos a mais por obra e graça do belo Croissant e do Pain au chocolat (vá até foi mais pós Paris) rebolando, vagarosamente até me cruzar com a meta.

Foi dos 10km que demorei mais tempo a fazer, a vontade de fazer xixi (ops...) não ajudou, mas aqui a esperteza esqueceu que tinha prova e bota abaixo com 1/2 litro de chá. Ora pois muito bem, 5 minutos antes da prova começar já eu me torcia e contorcia toda. Talvez tenha em certa parte afectado a prestação, não querendo com isto desculpar-me, acima de tudo a culpa da má prestação deve-se à minha falta de gerência de tempo e preguiça, mas deixem-me que vos diga que o psicológico também mexe para Caraças!!

Quanto à prova:

A prova em si não é linda. É fácil?! É!! Bastante. Sair do Rossio, Praça do Comércio, Terreiro do Paço, continuar pela direita fazer parte da Marginal sempre plana e voltar... Bom... Sim... Nada de extraordinário.
A nível de animação, gosto dos momentos em que passamos por grupos musicais, ora a tocarem às janelas, ora à beira do percurso mas pouco mais do que isso.
Abastecimento de água era bom, mais do que suficiente, primeiro aos 3km e pouco, segundo aproximadamente aos 7km e por último à chegada com direito a uma maçã.

Falha (de acordo com as exigências pessoais, digamos, minhas):
Nada de medalha! 
Gozem!
Guardo todos os meus dorsais e medalhas com carinho!
Aborrece-me quando mão tenho direito a medalhas.
Principalmente quando no evento a corrida em que participo é a principal.

Vou dar o benefício da dúvida pois sei que o dinheiro angariado é para uma instituição, ou algo do género, não estou inteiramente a par do assunto, mas sei que o dinheiro se destinava a ajudar pessoas com problemas económicos que não conseguem adquirir os medicamentos que lhes foram prescritos...


Pouco mais a acrescentar. Para mim foi mais uma, que podia ter corrido melhor.

"Devagar se vai ao longe" já dizia o outro, por isso permitam-me que seja esta pessoa lenta que nem uma tartaruga. Eu hei-de chegar lá !!!



M.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Gomas Saudáveis - Elas andam aí!


Gomas … mas saudáveis!

A primeira vez que decidi fazer esta maravilha foi para um jantar de Natal em 2015. Foi espectacular!
Muitas, variadíssimas cores, brilhantes, com robots, corações, conchas… Super amorosas.

Melhor de tudo é levar para o trabalho e naquele momento que existem os desejos de doces, como naqueles momentos de stress e  pressão que o trabalho implica temos tendência a ir em busca de salvação no meio do conforto do sabor doce de um chocolate ou gomas… 

Agora posso fazê-lo sem qualquer sentimento de culpa!

Obviamente o sabor não é idêntico às gomas, mas com as diversas formas e sabores que podemos escolher acabamos por nos esquecer desse pormenor e ... são docinhas na mesma!

É fácil, é barato e não dá milhões, mas é rápido. 

Então temos…

Ingredientes:


  • 1 saqueta de gelatina com o sabor desejado
  • 1/2 saqueta de gelatina sem sabor OU 4 folhas de gelatina sem sabor
  • 200ml de água


Entrar em acção…

Colocar os 200ml de água num tacho até ferver, juntar a saqueta de gelatina com sabor e mexer bem de forma a dissolver o pó na água.

Dissolver a gelatina sem sabor numa tigela com água até cobrir a quantidade de gelatina. Caso utilizem as folhas de gelatina é preferível cortarem as folhas em pedacinhos e proceder da mesma forma, água até cobrir a gelatina. Por norma coloco no microondas entre 40 segundos – 1 minuto para aquecer bem a água, junto a gelatina e mexo bem para evitar haver partes por dissolver.

Juntar a gelatina sem sabor à restante e mexer bem.

Encher várias forminhas, com ursinhos, com robots, corações, bolas, conchas… encontrei as minhas na Kasa e nas lojas dos chineses, tamanhos rondam os 2/3 cm. Depois de colocar o preparado nas forminhas com cuidado, evitar encher até ao máximo pois dificulta o transporte sem fazer uma badalhuquice pegada, colocar todas as forminhas no frigorífico. No mínimo têm de permanecer 2 horas no frigorífico.



Para finalizar…

Retirar as gomas das forminhas e comer até mais não !!!






M.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Sol de Espinafres e Ricota



Queria dizer-vos que vos vou apresentar uma receita maravilhosa saudável, mas não… mas como acho que a vida também é maravilhosa com comidinha boa e reconfortante… 

Denominei-a como Sol pelo seu aspecto, não posso dizer que seja uma ideia/receita minha, vi numas imagens no Pinterest e como tinha um jantar de grupo e falta de ideias para o que levar, lembrei-me da imagem que tinha visto e decidi meter mãos à obra.

Não segui nenhuma receita, limitei-me a usar o que achava ser necessário.

Ingredientes:
  • 1 ovo
  • 2 embalagens de massa folhada (redonda)
  • 1 saco de espinafres picados congelados (400g)
  • 1 embalagem de queijo ricota (150g)



1º – Ligar o forno, deixei sempre numa média de 200º graus.
Colocar os espinafres numa frigideira com um fio de azeite e uma pitada de sal (muito pouca, mas é ao gosto, com muito ou mesmo sem).
Uma hora antes de me dedicar a esta façanha já tinha deixado os espinafres no frigorífico para irem amolecendo e facilitar a preparação.



2º - Quando os espinafres estiverem todos soltos juntar a ricota e envolver bem. Deixar a repousar.



3º - Esticar a primeira embalagem de massa folhada e começar a colocar o preparado de espinafres, colocar no centro uma quantidade generosa, seguindo-se por um círculo em volta do centro.



4º - Colocar a 2ª embalagem de massa folhada por cima do preparado anterior, tentar ao máximo alinhar ambas as massas folhadas. Colar a massa em torno do centro, cuidado com o ar, se os rebordos já tiverem unidos podem criar bolsas de ar no meio. Juntar os rebordos, enrolei-os para dentro e depois esmigalhei-os ao de leve com um garfo.



5º - Pincelar tudo com um ovo batido.

6º -  Cortar pequenas fatias até à parte que separa o centro. Cuidado que a massa pode começar a colar-se (truques : utilização de farinha ou o ovo batido). Após estar tudo cortado, para se obter o formato tipo sol, agarrar cuidadosamente cada fatia e virar ligeiramente a ponta para o lado direito (ou esquerdo, mas eu virei sempre para o direito), ficando a ver-se em cima a parte do espinafre.
Fazer o mesmo para todas as pontas, virando sempre para o mesmo lado.



7º - Forno!! Baixei  a temperatura para os 180º graus.
Esperar … 

Não controlei o tempo, tenho a mania de fazer a olho, após 10 minutos no forno começo sempre a averiguar o aspecto. Se estiver assim douradinha a virar para o castanho retiro do forno.

Posso dizer que fez sucesso! Eu gostei bastante. 
Não estava perfeita a nível estético mas a prática leva à perfeição.


Também se manifesta prática visto já ter fatias pré-feitas.

M.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

10KM PARIS CENTRE 2016



Começo por dizer que gostei bastante da organização, no que diz respeito à entrega dos dorsais. 
Por lapso não tirei fotografias, como estava em França acabo por ignorar o telemóvel visto o Roaming ser absurdo.

Ora, muito rápido quanto à entrega dos dorsais, as bancas estavam divididas por números de dorsais, penso que poderá ter ajudado a prevenir demoras mas acima de tudo o Staff não me parecia perdido ou atrapalhado como diversas vezes me aconteceu. 
O kit vinha com pistácios (desculpem mas eu adoro), um sumo natural de romã (que eu também amei, mas nem todos gostam, muito ácido, já eu estava feliz) e obviamente o dorsal, chip, blá, blá, blá...

Por 5€ podíamos estampar o que queríamos na tshirt, nomes, frases e imagens/logos específicos da Nike (quem conhece a aplicação Nike+ conhece as imagens). Eu acabei por colocar o meu nome já que não é comum (subentenda-se desconhecido) em França e ficam sempre admirados com ele e as imitações são surpreendentes, nunca os "A" do meu nome foram tão carregados, coloquei também uma Torre Eiffel, achei que se adequava . Apesar da imensa afluência de pessoas para estampar acho que foram bastante rápidos e obviamente quando chamaram pelo meu nome não havia hipótese de ser engano, ainda que acho que algumas pessoas devem ter pensado que eu tinha escrito uma asneira, uma alcunha esquisita, o nome de uma tribo, qualquer coisa, mas pronto ninguém lutou por aquela tshirt, bom para mim!



Existia também uma banca para fazer tatuagens com os mesmos símbolos/logos da Nike. Calma… Tatuagens falsas, deviam durar certa de 2 dias e se fossem lavadas por “homen(s) de barba rija” certamente saiam na hora. Quer-me parecer que eram feitas com um estilo de eyeliner, mas não dou certezas, foi o que me pareceu… Gostava de ter feito uma… Sou uma vendida/rendida a estas parvoíces/mariquices. Porém estava em França e com um frio dos diabos, por isso ia completamente vestidinha, era impossível arranjar uma zona do corpo para os entreter e não senti que fosse o meu momento de stripper, essa carreira não puxa por mim, lamento, até porque penso que os meus dotes de dança não seriam produtivos…

Vá, direito a tirar uma fotografia instantânea e tal e encontrar o meu nome nas letras gigantes que eles lá tinham! Que linda! Entusiasmada com tão pouco.

Desculpem, mas nada tendo a ver com a corrida, mas a busca dos dorsais seguiu-se de um almoço num restaurante Japonês onde comi um Ramen espectacular! UAU! Adorei! Tão bom! E as Gyosas também foram as melhores que comi até agora. Estou a babar-me mentalmente, certamente que tenho que lá voltar.

Restaurante : Kintaro Lamen



Prosseguindo…

Dia da prova:

FRIO! FRIO! Opa desculpem-me ser tão mariquinhas mas eu adoro Sol, Calor, Céu azul… Foi uma luta chegar até ao local e supostamente a informação dizia que os 10km começavam às 9h30. Lá andávamos nós a passo mega acelerado, eu morrendo de hipotermia pelo meio, certas pontes fechadas, voltas maiores… Bolas, eu só queria passar para o outro lado. Tudo bem.

40 minutos de espera para a partida. Nunca pensei mas a multidão era imensa (não sei em que mundo ando), carradas de pessoas, mil camisolas pretas com nomes e símbolos… fomos partindo faseados, por tempos, claro sendo eu uma coxa-asmática-e-tudo-mais estava no último bloco. 40 minutos de espera.

Foi a primeira vez que fiz esta prova mas aparentemente este ano o percurso foi alterado, tendo sido sempre junto ao rio Sena, passando pela torre Eiffel. Pessoalmente não vou dizer que foi lindo e maravilhoso, talvez porque quando estive a morar em Paris já o tinha feito algumas vezes e não foi nada novo para mim. 


O percurso anterior era mesmo pelo meio das ruas de Paris, com vistas impressionantes, junto a locais importantes e conhecidos e aos edifícios altos e de arquitectura tão caricata.



Não fiz um tempo maravilho, fiquei-me por 1:06:18, mas a culpa é minha que desde que voltei de Paris estou quase a roçar a linha de Sedentária…  com asma ou não reconheço que a má prestação é apenas culpa minha mas ainda hei-de ser sub 60!




 M.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

20 km de Cascais

Voltei um fim de semana! Grande parte para provar ao Pai que seria capaz. Assustavam-me as mais pequenas subidas possíveis, em Paris não as fiz, não lidei com elas, ou pelo menos mesmo muito pouco.



Soube-me bem. Vim com o meu kit Polar, não me devia lembrar que Portugal não é França. Claro que para ajudar, ainda que em Fevereiro, fez um calor dos diabos no dia da prova e eu com o meu casaco polar... Não tenho comentários para a minha triste figura.

Nervosa. Nervosa. Nervosa.
Não sei que mais me passou pela cabeça.
Nervosa.
Não aqueci, não fiz nada, o meu cérebro decidiu congelar. 

Comecei ao meu passo, tentando não me passar em nenhum momento.
Tive o maior apoio de todos, que apanhou a maior seca da vida dele, mas mudou de profissão por 2 horas e pouco, entrou em modo fotógrafo profissional.



Chateou-me para beber água, para tirar o casaco, para estar na minha, para não desistir e nunca me deixou! Falou com mil pessoas, torceu por todas elas, tem um coração grande este meu pai.

Foi-se fazendo, estava tranquila durante a corrida, não o esperava... Claro que me custou no final, a partir do quilometro 15 estava cansada. Mas mais uma vez foi-se fazendo.

Meta! Eu vi a meta! Era oficial! O Pai ainda me pediu um último sprint no final! Custou milhões mas dei tudo!



Orgulho! Sim orgulho em mim que também mereço!

O pai também ficou orgulhoso:


M.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

OPS...

Ontem andava eu aqui perdida nos meus anteriores relatos, ri-me, recordei, achei-me ridícula, achei que cresci, achei que estou igualzinha... Entretanto apercebi-me... As imagens mais antigas do blogue desapareceram. Recordo-me que antes de ignorar por completo a existência deste menino, andei a fazer trocas e baldrocas relativas ao email do blogue, eliminar um, colocar no meu pessoal e por ai fora, todo um relato maçador. 

Ora pronto dei conta desta gralha existente no meu menino. Vamos ficar assim, tristes e incompletos, mas com a esperança de que daqui para a frente fique tudo nos eixos e mais bonitinho (inclusive eu...).

M.

de quase nada aos 21,1 km

Teimosia. Sim, acho que foi graças a isso que completei os 21km que tanto queria. Estava em Paris, sem os meus, sem nada. Com o tempo obviamente criei amizades, conheci novas almas, novos corações que hoje me são importantes. Mas no início, no início não era difícil, mas também não era fácil. Os meus fins de semana eram aborrecidos, eu era aborrecida, sem grandes paciências para museus. Gosto de ar livre, gosto de conhecer, mas não museus. Lamento, cada qual com a sua pancada.

Restavam-me as cervejas, as mais caras cervejas da minha vida, logo eu que me contentava com uma mera e modesta Super Bock. Foram as jolas da noite e as corridas do dia que ocuparam grande parte dos meus dias em Paris.

Entre conversas mal percebidas num Skype bêbado de soluços, heis que disse ao Pai que iria fazer os 20km de Cascais... Sem grande discurso de motivação dignou-se a dizer-me, precisas de treinar e fazer pelo menos uma corrida de 16km antes dos 20km e que não fosse no fim de semana de véspera.

Lembro-me da 6ª feira, sair do trabalho, combinarmos ir beber uns copos, lembro-me de rir e beber mais do que uns copos. Dormi. Dormi muito. Também recebi uma mensagem "Então já fizeste o teu treininho?" Ops, doeu na alma. Domingo acordei com uma preguiça daquelas dolorosas e vagarosas. Tomei um bom pequeno almoço, fiz ronha, gastei muita Internet do telemóvel, às 12h já estava cansada do nada. Já tinha repassado o facebook de uma ponta a outra, a televisão continuava toda em francês e é insuportável ouvir o Brad Pitt ou outro senhor jeitoso que sempre conheci na minha televisão, com toda uma fala nova, com todos aqueles "avec" e "en fait", nada contra os meus meninos franceses, mas simplesmente essa não é a voz desses senhores e eu fico com umas comichões incríveis. 

Nada mais a fazer, 12h30, mil roupas, 3 camisolas polares, calças polares, meias quentinhas, luvas, gola, MP3... todo um cenário (parvo). Lá fui, vi no google maps, Vou sempre pelo rio. Viro ali quando fizer os 9km viro e dou meia volta, dá uns valentes 18km. Será que sou capaz? Vou levar o passe, ainda me aborreço... Vai-me dar dor de burro. As pernas vão me doer. Ai... Não sei quantas coisas pensei. Mil. Milhares. Esta cabeça não pára. Mas fui... Olhava em volta, apreciava a paisagem, tirava fotografias, percebi que tinha que comprar umas luvas com aquela pontinha do dedo "touch", fiz vídeos, armei-me em esperta e tive que dar meia volta mil vezes, passei por sítios estranhos, passei por sítios lindos...

Relógio GPS : 1h e pouco de corrida 10/11km.

Bolas! Não vi a ponte, já devia ter passado para o outro lado, havia uma ponte ao quilómetro 9. Impossível não ter visto a ponte. Estou aqui a beira do rio. Ahhh uma ponte!! Bora! Okay... Provem de uma via rápida não tenho forma de a alcançar.

Relógio GPS : 13km

Desesperada, farta de correr, aborrecida, perdida, como passar para a outra margem. Heis uma ponte! Tão longe. Uma dupla ponte? Estranho

Relógio GPS : 14km

Finalmente do outro lado da margem, finalmente a voltar para trás! Mais 4km e faço os 18km, muito bom para quem nunca correu assim tanto, dos 18km aos 20km é uma diferença de 2km, se for capaz de fazer os 18km também faço os 20km.

Relógio GPS : 15km
O quê???! Só?

As pernas já estavam em modo gelatina, eu já não as acho muito definidas, senti-las tipo gelatina faz-me sentir muito melhor. Respiração estava boa, nesse campo estava  sentir-me bem.

Relógio GPS : 16km
O quê????! Outra vez? Só passou um quilómetro?

Foi assim até ao 18km, sempre que olhava para o relógio parecia que os quilómetros não passavam, já poucas energias tinha para ser capaz de tentar acelerar.

Relógio GPS : 18km
Mas... se eu fizer mais 2km que não é nada, são menos de 15min, fico com os 20km feitos e sei que serei capaz.

Lá fui, com o mesmo problema desde o quilómetro 14, os quilómetros simplesmente não passavam. 

Relógio GPS : 20km
Mas se eu aguentar a treta de 1km e pouco conquisto o grande objectivo e sonho que tenho, correr uma meia maratona.

Nunca me tinha custado tanto correr 1km, bateu os 21km e como a meia maratona não é certinha queria correr aqueles metros da diferença e o quando me custou!

21,6 KM!!!! FELIZ FELIZ FELIZ!!!




Ninguém me pode tirar aquele sentimento, ninguém consegue imaginar a alegria dentro de mim, o quanto o meu coração estava cheio de felicidade, apetecia-me tanto gritar! Estava aborrecida desde o quilómetro 14 e persisti. Conquistei o meu grande objectivo. <3

Bolas... faltavam quase uns 6km para chegar ao hotel, não fazia ideia onde estava, onde era o metro mais próximo, as minhas pernas queriam parar, eu queria atirar-me para o chão e descansar... Aguentei, procurei o metro mais próximo, enganei-me nos caminhos, andei às voltas, cheguei! 

Almocei quase às 16h da tarde! Estava completamente estoirada, mas estava tão feliz, parecia que o meu coração ia rebentar.

Tinha combinado ir passear com um colega francês... foi top, tirando que ainda andamos uns 6km a pé, eu não me sentia nada cansada, que ideia absurda era essa?! Lembro-me de ele gozar com o meu jeito de andar, lembro-me de estar de ténis e ele não estar habituado e eu dizer que adoro! Caí na burrice de dizer adoro ténis porque sou uma trapalhona e hiper-activa e adoro correr e saltar, e decidi exemplificar. Riu-se! Percebeu claramente que os saltos me tinham custado quase uma vida.

20h da noite. Mandou-me parar! Vamos ficar aqui. Espera. Sentou-se no muro virado para a Torre Eiffel. Estive 5 minutos a observar o muro, naquele momento eu própria sentia que ia subir uma Torre Eiffel, tentava descobrir qual o melhor método. Ele ria-se. Adoro divertir as pessoas com o meu sofrimento. 





Valeu a pena!
Foi um dia cheio (24-01-2016).
Foi uma conquista.

M.