segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Sol de Espinafres e Ricota



Queria dizer-vos que vos vou apresentar uma receita maravilhosa saudável, mas não… mas como acho que a vida também é maravilhosa com comidinha boa e reconfortante… 

Denominei-a como Sol pelo seu aspecto, não posso dizer que seja uma ideia/receita minha, vi numas imagens no Pinterest e como tinha um jantar de grupo e falta de ideias para o que levar, lembrei-me da imagem que tinha visto e decidi meter mãos à obra.

Não segui nenhuma receita, limitei-me a usar o que achava ser necessário.

Ingredientes:
  • 1 ovo
  • 2 embalagens de massa folhada (redonda)
  • 1 saco de espinafres picados congelados (400g)
  • 1 embalagem de queijo ricota (150g)



1º – Ligar o forno, deixei sempre numa média de 200º graus.
Colocar os espinafres numa frigideira com um fio de azeite e uma pitada de sal (muito pouca, mas é ao gosto, com muito ou mesmo sem).
Uma hora antes de me dedicar a esta façanha já tinha deixado os espinafres no frigorífico para irem amolecendo e facilitar a preparação.



2º - Quando os espinafres estiverem todos soltos juntar a ricota e envolver bem. Deixar a repousar.



3º - Esticar a primeira embalagem de massa folhada e começar a colocar o preparado de espinafres, colocar no centro uma quantidade generosa, seguindo-se por um círculo em volta do centro.



4º - Colocar a 2ª embalagem de massa folhada por cima do preparado anterior, tentar ao máximo alinhar ambas as massas folhadas. Colar a massa em torno do centro, cuidado com o ar, se os rebordos já tiverem unidos podem criar bolsas de ar no meio. Juntar os rebordos, enrolei-os para dentro e depois esmigalhei-os ao de leve com um garfo.



5º - Pincelar tudo com um ovo batido.

6º -  Cortar pequenas fatias até à parte que separa o centro. Cuidado que a massa pode começar a colar-se (truques : utilização de farinha ou o ovo batido). Após estar tudo cortado, para se obter o formato tipo sol, agarrar cuidadosamente cada fatia e virar ligeiramente a ponta para o lado direito (ou esquerdo, mas eu virei sempre para o direito), ficando a ver-se em cima a parte do espinafre.
Fazer o mesmo para todas as pontas, virando sempre para o mesmo lado.



7º - Forno!! Baixei  a temperatura para os 180º graus.
Esperar … 

Não controlei o tempo, tenho a mania de fazer a olho, após 10 minutos no forno começo sempre a averiguar o aspecto. Se estiver assim douradinha a virar para o castanho retiro do forno.

Posso dizer que fez sucesso! Eu gostei bastante. 
Não estava perfeita a nível estético mas a prática leva à perfeição.


Também se manifesta prática visto já ter fatias pré-feitas.

M.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

10KM PARIS CENTRE 2016



Começo por dizer que gostei bastante da organização, no que diz respeito à entrega dos dorsais. 
Por lapso não tirei fotografias, como estava em França acabo por ignorar o telemóvel visto o Roaming ser absurdo.

Ora, muito rápido quanto à entrega dos dorsais, as bancas estavam divididas por números de dorsais, penso que poderá ter ajudado a prevenir demoras mas acima de tudo o Staff não me parecia perdido ou atrapalhado como diversas vezes me aconteceu. 
O kit vinha com pistácios (desculpem mas eu adoro), um sumo natural de romã (que eu também amei, mas nem todos gostam, muito ácido, já eu estava feliz) e obviamente o dorsal, chip, blá, blá, blá...

Por 5€ podíamos estampar o que queríamos na tshirt, nomes, frases e imagens/logos específicos da Nike (quem conhece a aplicação Nike+ conhece as imagens). Eu acabei por colocar o meu nome já que não é comum (subentenda-se desconhecido) em França e ficam sempre admirados com ele e as imitações são surpreendentes, nunca os "A" do meu nome foram tão carregados, coloquei também uma Torre Eiffel, achei que se adequava . Apesar da imensa afluência de pessoas para estampar acho que foram bastante rápidos e obviamente quando chamaram pelo meu nome não havia hipótese de ser engano, ainda que acho que algumas pessoas devem ter pensado que eu tinha escrito uma asneira, uma alcunha esquisita, o nome de uma tribo, qualquer coisa, mas pronto ninguém lutou por aquela tshirt, bom para mim!



Existia também uma banca para fazer tatuagens com os mesmos símbolos/logos da Nike. Calma… Tatuagens falsas, deviam durar certa de 2 dias e se fossem lavadas por “homen(s) de barba rija” certamente saiam na hora. Quer-me parecer que eram feitas com um estilo de eyeliner, mas não dou certezas, foi o que me pareceu… Gostava de ter feito uma… Sou uma vendida/rendida a estas parvoíces/mariquices. Porém estava em França e com um frio dos diabos, por isso ia completamente vestidinha, era impossível arranjar uma zona do corpo para os entreter e não senti que fosse o meu momento de stripper, essa carreira não puxa por mim, lamento, até porque penso que os meus dotes de dança não seriam produtivos…

Vá, direito a tirar uma fotografia instantânea e tal e encontrar o meu nome nas letras gigantes que eles lá tinham! Que linda! Entusiasmada com tão pouco.

Desculpem, mas nada tendo a ver com a corrida, mas a busca dos dorsais seguiu-se de um almoço num restaurante Japonês onde comi um Ramen espectacular! UAU! Adorei! Tão bom! E as Gyosas também foram as melhores que comi até agora. Estou a babar-me mentalmente, certamente que tenho que lá voltar.

Restaurante : Kintaro Lamen



Prosseguindo…

Dia da prova:

FRIO! FRIO! Opa desculpem-me ser tão mariquinhas mas eu adoro Sol, Calor, Céu azul… Foi uma luta chegar até ao local e supostamente a informação dizia que os 10km começavam às 9h30. Lá andávamos nós a passo mega acelerado, eu morrendo de hipotermia pelo meio, certas pontes fechadas, voltas maiores… Bolas, eu só queria passar para o outro lado. Tudo bem.

40 minutos de espera para a partida. Nunca pensei mas a multidão era imensa (não sei em que mundo ando), carradas de pessoas, mil camisolas pretas com nomes e símbolos… fomos partindo faseados, por tempos, claro sendo eu uma coxa-asmática-e-tudo-mais estava no último bloco. 40 minutos de espera.

Foi a primeira vez que fiz esta prova mas aparentemente este ano o percurso foi alterado, tendo sido sempre junto ao rio Sena, passando pela torre Eiffel. Pessoalmente não vou dizer que foi lindo e maravilhoso, talvez porque quando estive a morar em Paris já o tinha feito algumas vezes e não foi nada novo para mim. 


O percurso anterior era mesmo pelo meio das ruas de Paris, com vistas impressionantes, junto a locais importantes e conhecidos e aos edifícios altos e de arquitectura tão caricata.



Não fiz um tempo maravilho, fiquei-me por 1:06:18, mas a culpa é minha que desde que voltei de Paris estou quase a roçar a linha de Sedentária…  com asma ou não reconheço que a má prestação é apenas culpa minha mas ainda hei-de ser sub 60!




 M.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

20 km de Cascais

Voltei um fim de semana! Grande parte para provar ao Pai que seria capaz. Assustavam-me as mais pequenas subidas possíveis, em Paris não as fiz, não lidei com elas, ou pelo menos mesmo muito pouco.



Soube-me bem. Vim com o meu kit Polar, não me devia lembrar que Portugal não é França. Claro que para ajudar, ainda que em Fevereiro, fez um calor dos diabos no dia da prova e eu com o meu casaco polar... Não tenho comentários para a minha triste figura.

Nervosa. Nervosa. Nervosa.
Não sei que mais me passou pela cabeça.
Nervosa.
Não aqueci, não fiz nada, o meu cérebro decidiu congelar. 

Comecei ao meu passo, tentando não me passar em nenhum momento.
Tive o maior apoio de todos, que apanhou a maior seca da vida dele, mas mudou de profissão por 2 horas e pouco, entrou em modo fotógrafo profissional.



Chateou-me para beber água, para tirar o casaco, para estar na minha, para não desistir e nunca me deixou! Falou com mil pessoas, torceu por todas elas, tem um coração grande este meu pai.

Foi-se fazendo, estava tranquila durante a corrida, não o esperava... Claro que me custou no final, a partir do quilometro 15 estava cansada. Mas mais uma vez foi-se fazendo.

Meta! Eu vi a meta! Era oficial! O Pai ainda me pediu um último sprint no final! Custou milhões mas dei tudo!



Orgulho! Sim orgulho em mim que também mereço!

O pai também ficou orgulhoso:


M.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

OPS...

Ontem andava eu aqui perdida nos meus anteriores relatos, ri-me, recordei, achei-me ridícula, achei que cresci, achei que estou igualzinha... Entretanto apercebi-me... As imagens mais antigas do blogue desapareceram. Recordo-me que antes de ignorar por completo a existência deste menino, andei a fazer trocas e baldrocas relativas ao email do blogue, eliminar um, colocar no meu pessoal e por ai fora, todo um relato maçador. 

Ora pronto dei conta desta gralha existente no meu menino. Vamos ficar assim, tristes e incompletos, mas com a esperança de que daqui para a frente fique tudo nos eixos e mais bonitinho (inclusive eu...).

M.

de quase nada aos 21,1 km

Teimosia. Sim, acho que foi graças a isso que completei os 21km que tanto queria. Estava em Paris, sem os meus, sem nada. Com o tempo obviamente criei amizades, conheci novas almas, novos corações que hoje me são importantes. Mas no início, no início não era difícil, mas também não era fácil. Os meus fins de semana eram aborrecidos, eu era aborrecida, sem grandes paciências para museus. Gosto de ar livre, gosto de conhecer, mas não museus. Lamento, cada qual com a sua pancada.

Restavam-me as cervejas, as mais caras cervejas da minha vida, logo eu que me contentava com uma mera e modesta Super Bock. Foram as jolas da noite e as corridas do dia que ocuparam grande parte dos meus dias em Paris.

Entre conversas mal percebidas num Skype bêbado de soluços, heis que disse ao Pai que iria fazer os 20km de Cascais... Sem grande discurso de motivação dignou-se a dizer-me, precisas de treinar e fazer pelo menos uma corrida de 16km antes dos 20km e que não fosse no fim de semana de véspera.

Lembro-me da 6ª feira, sair do trabalho, combinarmos ir beber uns copos, lembro-me de rir e beber mais do que uns copos. Dormi. Dormi muito. Também recebi uma mensagem "Então já fizeste o teu treininho?" Ops, doeu na alma. Domingo acordei com uma preguiça daquelas dolorosas e vagarosas. Tomei um bom pequeno almoço, fiz ronha, gastei muita Internet do telemóvel, às 12h já estava cansada do nada. Já tinha repassado o facebook de uma ponta a outra, a televisão continuava toda em francês e é insuportável ouvir o Brad Pitt ou outro senhor jeitoso que sempre conheci na minha televisão, com toda uma fala nova, com todos aqueles "avec" e "en fait", nada contra os meus meninos franceses, mas simplesmente essa não é a voz desses senhores e eu fico com umas comichões incríveis. 

Nada mais a fazer, 12h30, mil roupas, 3 camisolas polares, calças polares, meias quentinhas, luvas, gola, MP3... todo um cenário (parvo). Lá fui, vi no google maps, Vou sempre pelo rio. Viro ali quando fizer os 9km viro e dou meia volta, dá uns valentes 18km. Será que sou capaz? Vou levar o passe, ainda me aborreço... Vai-me dar dor de burro. As pernas vão me doer. Ai... Não sei quantas coisas pensei. Mil. Milhares. Esta cabeça não pára. Mas fui... Olhava em volta, apreciava a paisagem, tirava fotografias, percebi que tinha que comprar umas luvas com aquela pontinha do dedo "touch", fiz vídeos, armei-me em esperta e tive que dar meia volta mil vezes, passei por sítios estranhos, passei por sítios lindos...

Relógio GPS : 1h e pouco de corrida 10/11km.

Bolas! Não vi a ponte, já devia ter passado para o outro lado, havia uma ponte ao quilómetro 9. Impossível não ter visto a ponte. Estou aqui a beira do rio. Ahhh uma ponte!! Bora! Okay... Provem de uma via rápida não tenho forma de a alcançar.

Relógio GPS : 13km

Desesperada, farta de correr, aborrecida, perdida, como passar para a outra margem. Heis uma ponte! Tão longe. Uma dupla ponte? Estranho

Relógio GPS : 14km

Finalmente do outro lado da margem, finalmente a voltar para trás! Mais 4km e faço os 18km, muito bom para quem nunca correu assim tanto, dos 18km aos 20km é uma diferença de 2km, se for capaz de fazer os 18km também faço os 20km.

Relógio GPS : 15km
O quê???! Só?

As pernas já estavam em modo gelatina, eu já não as acho muito definidas, senti-las tipo gelatina faz-me sentir muito melhor. Respiração estava boa, nesse campo estava  sentir-me bem.

Relógio GPS : 16km
O quê????! Outra vez? Só passou um quilómetro?

Foi assim até ao 18km, sempre que olhava para o relógio parecia que os quilómetros não passavam, já poucas energias tinha para ser capaz de tentar acelerar.

Relógio GPS : 18km
Mas... se eu fizer mais 2km que não é nada, são menos de 15min, fico com os 20km feitos e sei que serei capaz.

Lá fui, com o mesmo problema desde o quilómetro 14, os quilómetros simplesmente não passavam. 

Relógio GPS : 20km
Mas se eu aguentar a treta de 1km e pouco conquisto o grande objectivo e sonho que tenho, correr uma meia maratona.

Nunca me tinha custado tanto correr 1km, bateu os 21km e como a meia maratona não é certinha queria correr aqueles metros da diferença e o quando me custou!

21,6 KM!!!! FELIZ FELIZ FELIZ!!!




Ninguém me pode tirar aquele sentimento, ninguém consegue imaginar a alegria dentro de mim, o quanto o meu coração estava cheio de felicidade, apetecia-me tanto gritar! Estava aborrecida desde o quilómetro 14 e persisti. Conquistei o meu grande objectivo. <3

Bolas... faltavam quase uns 6km para chegar ao hotel, não fazia ideia onde estava, onde era o metro mais próximo, as minhas pernas queriam parar, eu queria atirar-me para o chão e descansar... Aguentei, procurei o metro mais próximo, enganei-me nos caminhos, andei às voltas, cheguei! 

Almocei quase às 16h da tarde! Estava completamente estoirada, mas estava tão feliz, parecia que o meu coração ia rebentar.

Tinha combinado ir passear com um colega francês... foi top, tirando que ainda andamos uns 6km a pé, eu não me sentia nada cansada, que ideia absurda era essa?! Lembro-me de ele gozar com o meu jeito de andar, lembro-me de estar de ténis e ele não estar habituado e eu dizer que adoro! Caí na burrice de dizer adoro ténis porque sou uma trapalhona e hiper-activa e adoro correr e saltar, e decidi exemplificar. Riu-se! Percebeu claramente que os saltos me tinham custado quase uma vida.

20h da noite. Mandou-me parar! Vamos ficar aqui. Espera. Sentou-se no muro virado para a Torre Eiffel. Estive 5 minutos a observar o muro, naquele momento eu própria sentia que ia subir uma Torre Eiffel, tentava descobrir qual o melhor método. Ele ria-se. Adoro divertir as pessoas com o meu sofrimento. 





Valeu a pena!
Foi um dia cheio (24-01-2016).
Foi uma conquista.

M.

domingo, 14 de agosto de 2016

2016 - Ano novo e(m) Paris

Olá...

Há falta de melhor palavra para vir para aqui novamente, para vos chatear e inundar de textos pessoais, parvos e sem valor para alguns, para mim é continuamente um aprender, uma descoberta a mim... uma continuação de uma aventura.

2015 foi um ano complicado, demasiadas mudanças, demasiadas coisas pessoais... perdi-me, muito mais aqui do blog, perdi claramente a minha capacidade de ter tempo para as minhas coisa, pequenas coisas... sem divagar muito, contento-me com a palavra "perdi-me".

2016 novamente muita coisa mudou, mudei de trabalhado, mudei (por uns tempos) de cidade e país. Cresci.

Paris foi parte de uma jornada boa na minha vida, um grande passo para mim, uma insegurança, um medo de não conseguir, de não me dar bem... Quem diria... Foi tudo ao contrário, foram 2 meses de muita aprendizagem, a todos os níveis, pessoal, profissional ...! E que eu AMEI do fundo do meu coração.


...bem... este blog não foi criado com este intuito e vou tentar não me perder nas palavras...


Corrida...

Dando conta que não estava no meu meio, com as minhas pessoas, com a minha língua, com a minha segurança, com os meus locais predilectos... Recordo que assim que cheguei a Paris, depois de desfazer malas, me tentar ambientar... 22h da noite em Paris, televisão só em francês, acesso à Internet quase nulo... restou-me correr, por ruas desconhecidas, com um GPS que não actualizou, com um sentido de orientação péssimo e um gelo do pior...

Foi a minha primeira corrida em Paris... e foi difícil. Cheguei a casa/hotel e não sentia um único dedo, os meus lábios quase roxos, o meu relógio sem funcionar, o telemóvel que ficou em casa...

Passou a ser rotina ir correr em Paris às 6h/6h30... E corria super bem, ruas muitos planas, junto ao rio Sena ao fim de semana, eram sempre corridas felizes. Aprendi desde a minha primeira experiência a correr sempre de luvas, gola e gorro, apesar de o relógio passar a funcionar nunca mais corri sem telemóvel e sem o passe de metro.



Tirei muitas fotos, tive muitas corridas felizes, tive muito frio, corri com temperaturas negativas, vi neve, corri à chuva, corri com muita roupa, superei-me, fui feliz!

Quase fiz o meu nome com corridas, começou sem querer, criei um "M" numa corrida e o papá deu a ideia de continuar, criei rotas, mas empanei no "D" não consegui fazê-lo e não acabei a minha brincadeira (um dia vou acabar...).





Meti na cabeça que ia fazer os 20km de Cascais, que tinha que crescer mentalmente, que tinha que me superar, que as minhas pernas (joelho, o meu menisco e liquido atrás da rótula são uma infelicidade desde Outubro) iam aguentar e obedecer-me.



Fiz a minha primeira Meia-Maratona (não oficial, por outras palavras, sem receber medalha) e foi um dia que me encheu o peito como nunca!


Paris marcou-me o coração em muitos sentidos. Espero regressar e continuar esta jornada que comecei lá e que em Portugal parece não funcionar.




Voltei para Portugal. Quebrei. Falta-me a força.


mas...

Hoje recordei o quanto me encheu o peito quando completei os 21,1km.
Hoje lembrei-me o quando a minha asma melhorou desde que comecei a correr.
Hoje lembrei-me que por muito lenta sou feliz a correr.
Hoje lembrei-me o porquê de ter começado.
Hoje lembrei-me que mais uma vez tenho que ganhar força e fazê-lo.
Hoje lembrei-me do blog e do porquê de ele existir.
Hoje lembrei-me de recomeçar a minha jornada.
Hoje é o dia.


M.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

JE SUIS CHARLIE

Corrida não é tudo e mais do que isso sou humana! 




Não consigo compreender estas coisas!!! Não consigo!

Lembro-me de estar no 7º ano (já lá vão 10/11 anos) tinha um trabalho de Ed. Visual para fazer, o tema era a Guerra, não me recordo bem o que aconteceu mas sei que o tema enervava-me, eu ficava completamente alterada e revoltada e acho que na altura ainda fiz "birra" e a professora dispensou-me de fazer aquele trabalho.

Nessa altura desliguei a atenção que dava às notícias, em 2001 já tinha sido a história do 11 de Setembro e foi um choque. 

Não sou uma pessoa que partilhe para muitos as minhas tristezas, sou uma pessoa alegre e mesmo quando não o estou faço por aparentar. No entanto, não mudei a minha revolta face às guerras, ataques terroristas e afins... 

Não consigo entender, nem quero, nem acho que seja possível...

Como raio existem pessoas tão más no mundo???!

Não sou a melhor pessoa do mundo, estou muito longe disso, tenho defeitos, também sou cusca, também falo sobre a vida alheia, também gozo e por aí adiante. Mas... Como é que uma pessoa consegue desejar a morte a outra? E mais do que isso como é que uma pessoa consegue matar outras?!

Não me venham com a desculpa da religião e que foi um insulto, nem faço referência à liberdade de expressão... mas sim como é que uma pessoa decide que deve retirar a vida a outra??? Não há desculpa possível para tal acto, eu não consigo entender... não consigo entender a cabeça de pessoas que têm estes actos? Em nome de "Deus"?? Que Deus é esse que se sente tão ofendido que precisa da morte de quem fala da sua pessoa?! 

Podia debater este assunto sem fim, podia ficar a questionar porquê? e como existem pessoas assim? mas não há resposta possível, infelizmente o mundo não é uma história de final feliz de princesas e príncipes e mesmo nessas existem sempre os vilões. 

JE SUIS CHARLIE! 


M. revoltada