A
minha Mary já me tinha falado destes treinos, assim como os da ASICS são
gratuitos e há vários grupos para os diferentes ritmos, lá me convenceu, se bem
que para mim é sempre um pouco chato tendo em conta que moro em Sintra, mas
pronto, convenceu-me com os casifos, com serem apenas 45 minutos e porque é
Correr.
3ª FEIRA
Lá
vou eu com a casa às costas, de Sintra o comboio faz-se bem porque sou a
primeira a entrar, já a troca do comboio para o metro… é só uma das partes mais
assustadoras do meu dia, a contar com o cheiro a suor, má disposição matinal,
má educação, agressividade, é a versão metropolitana dos “Hunger Games”, Top!
Sobrevivi e cheguei ao escritório inteira e com
os meus pertences.
Ao
final do dia, como saí cedo, achei que por bem iria a pé ter com a Mary e
pensei sempre que o ponto de encontro da corrida fosse relativamente perto do
trabalho dela e como tal não havia necessidade de transportes… a brincar, a
brincar, devo ter feito 4 km a andar, antes de ir correr… bom aquecimento, eu
diria.
Seguiu-se
a pesquisa intensa dos casifos, balneário era tranquilo que eu tinha trocado de
roupas às escondidas no trabalho e fui com a ‘fezada’ de que ninguém me ia apanhar, claro que à saída do edifício
levei com alguns olhares de quem não percebeu de onde apareci.
O certo é que
nem balneário, nem casifos. Ora afinal a coisa funcionava de forma diferente
daquela que pensávamos, para aceder aos casifos tínhamos obrigatoriamente de
aceder ao balneário – tudo bem – até que nos informam: € 1,5 balneário e € 1
casifos. Sabendo que não ia usufruir do balneário não me fazia sentido ter de
pagar aquele € 1,5, de todo. A minha Mary lá lhes deu a volta e abriram-nos uma
excepção de guardar os nossos pertences, com o aviso que se demorássemos mais
do que 1 hora eles começavam a vender os nossos objectos. Foram uns ‘porreiraços’, que eu já estava a ficar
com a neura de vir de Sintra com a casa às costas e sem razão aparente.
Resolvido
o nosso problema, lá fomos para o ponto de encontro.
Sim, confere, imensas
pessoas, de todo o tipo.
Fomos
no grupo mais fraquito, de 6:30 m/km e mesmo assim fomos mais vagarosos do que
o estipulado, eu sentia-me especialmente cansada (o que tem acontecido
frequentemente) e arrastei-me um pouco no treino.
A
nível de percurso, não é nada de extraordinário, o ponto de encontro é às 19h15
à entrada do Estádio Universitário (na escadaria), damos umas voltinhas junto
ao Estádio, fomos até ao parque do Campo Grande e por aí, não adorei, mas
claro, estes treinos são óptimos para motivar e vencer a preguiça, conhecem-se novas pessoas, ou não, tendo em conta a quantidade de pessoas,
que acaba por tornar mais difícil a interacção.
Não
sendo a minha opção número 1, não a descarto por completo, exactamente por
ajudar a combater a preguiça, às vezes ter com quem correr ajuda a manter o
ritmo. Uma coisa boa é também terem os vários ritmos, o que significa que evita
que os mais rápidos fiquem prejudicados, sendo que têm o próprio grupo de
pessoas com o mesmo nível, também pode ser útil para as pessoas mais lentas que
começam gradualmente a melhorar o ritmo e têm sempre a oportunidade de começar
a correr noutros grupos e de certa forma sentir-me motivada pela “ascensão”.
Foi
mais uma experiência para mim e sempre deu para meter mais 6 km na ‘conta’.
M.
