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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

TREINO CORRER LISBOA - 2017.07.25


A minha Mary já me tinha falado destes treinos, assim como os da ASICS são gratuitos e há vários grupos para os diferentes ritmos, lá me convenceu, se bem que para mim é sempre um pouco chato tendo em conta que moro em Sintra, mas pronto, convenceu-me com os casifos, com serem apenas 45 minutos e porque é Correr.

3ª FEIRA

Lá vou eu com a casa às costas, de Sintra o comboio faz-se bem porque sou a primeira a entrar, já a troca do comboio para o metro… é só uma das partes mais assustadoras do meu dia, a contar com o cheiro a suor, má disposição matinal, má educação, agressividade, é a versão metropolitana dos “Hunger Games”, Top! 
Sobrevivi e cheguei ao escritório inteira e com os meus pertences.

Ao final do dia, como saí cedo, achei que por bem iria a pé ter com a Mary e pensei sempre que o ponto de encontro da corrida fosse relativamente perto do trabalho dela e como tal não havia necessidade de transportes… a brincar, a brincar, devo ter feito 4 km a andar, antes de ir correr… bom aquecimento, eu diria.

Seguiu-se a pesquisa intensa dos casifos, balneário era tranquilo que eu tinha trocado de roupas às escondidas no trabalho e fui com a ‘fezada’ de que ninguém me ia apanhar, claro que à saída do edifício levei com alguns olhares de quem não percebeu de onde apareci. 
O certo é que nem balneário, nem casifos. Ora afinal a coisa funcionava de forma diferente daquela que pensávamos, para aceder aos casifos tínhamos obrigatoriamente de aceder ao balneário – tudo bem – até que nos informam: € 1,5 balneário e € 1 casifos. Sabendo que não ia usufruir do balneário não me fazia sentido ter de pagar aquele € 1,5, de todo. A minha Mary lá lhes deu a volta e abriram-nos uma excepção de guardar os nossos pertences, com o aviso que se demorássemos mais do que 1 hora eles começavam a vender os nossos objectos. Foram uns ‘porreiraços’, que eu já estava a ficar com a neura de vir de Sintra com a casa às costas e sem razão aparente.
Resolvido o nosso problema, lá fomos para o ponto de encontro. 

Sim, confere, imensas pessoas, de todo o tipo.
Fomos no grupo mais fraquito, de 6:30 m/km e mesmo assim fomos mais vagarosos do que o estipulado, eu sentia-me especialmente cansada (o que tem acontecido frequentemente) e arrastei-me um pouco no treino.

A nível de percurso, não é nada de extraordinário, o ponto de encontro é às 19h15 à entrada do Estádio Universitário (na escadaria), damos umas voltinhas junto ao Estádio, fomos até ao parque do Campo Grande e por aí, não adorei, mas claro, estes treinos são óptimos para motivar e vencer a preguiça, conhecem-se novas pessoas, ou não, tendo em conta a quantidade de pessoas, que acaba por tornar mais difícil a interacção.

Não sendo a minha opção número 1, não a descarto por completo, exactamente por ajudar a combater a preguiça, às vezes ter com quem correr ajuda a manter o ritmo. Uma coisa boa é também terem os vários ritmos, o que significa que evita que os mais rápidos fiquem prejudicados, sendo que têm o próprio grupo de pessoas com o mesmo nível, também pode ser útil para as pessoas mais lentas que começam gradualmente a melhorar o ritmo e têm sempre a oportunidade de começar a correr noutros grupos e de certa forma sentir-me motivada pela “ascensão”.



Foi mais uma experiência para mim e sempre deu para meter mais 6 km na ‘conta’.

M.



segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Resumo da Semana #2



A rubrica vai ser curta, por motivos de saúde só me foi possível treinar 2 vezes, mas foram dois treinos loucos, um com o pai e outro com a nossa blogger Fabiana e o seu M..

3ª feira - 08-08-2017

Cruzei-me com o pai no comboio, chegámos na mesma altura o que não é normal, manifestei que queria correr, até queria ir para o Pisão porque sou tão fraca com os caminhos lá e que gostava de ver se os começava a memorizar. Disse-me que alinhava, houve ali provavelmente uma troca de palavras que não foi bem recebida, porque afinal ele disse só que alinhava ir correr, não no Pisão... enfim, pormenores.

Lá nos fizemos à estrada, com o caminho acordado de que seria até ao Palácio da Regaleira e voltar, seria à volta de 7 km. Ao chegarmos ao Lawrence percebemos que algo se passava porque havia polícia a cortar a estrada e mais à frente lá avistámos os bombeiros, problemas com árvores caídas, conclusão foi que demos meia volta e nisto o pai diz "Vamos fazer a estrada para o Castelo", já nem me recordo se resmunguei, se suspirei ou se simplesmente ignorei, sei certamente que revirei os olhos, isso é quase automático em mim, não há hipótese.

Seguimos em direcção à Fonte da Sabuga, quando pensei que iríamos cortar à esquerda, não aconteceu, continuámos a subir, pensei que iríamos cortar na Quinta das Murtas, só que não, continuámos a subir. Tentei, tentei ao máximo nunca quebrar, mas quando estávamos a chegar quase à Igreja de S. Pedro, não aguentei e tive que fazer uns 500 metros a andar, assim que a subida terminou retomei o ritmo, mas estava toda partida das pernas já.

Lá demos a volta pelo café Natália (só apetecia ficar pela esplanada) e seguíamos em direcção ao café do Preto, mas o pai perguntou se podíamos cortar pelas ruas de trás para não apanhar tantos carros, concordei, não que seja significante, acho que ele iria para lá mesmo sem o meu consentimento. Já me tinha mentalizado que a partir do café do Preto era tudo a descer, mas tendo em conta que o pai decidiu cortar caminho a coisa não foi assim tão fácil, claro que já não houve as subidas como no início, mas também não era a descer como eu tanto queria.

Cortámos ainda à direita para a Portela de Sintra, passei pertinho da minha (ex) secundária, continuámos e juro que por instantes pensei que o meu pai ainda me queria pôr a fazer a ciclovia que vai até Mem-Martins, senti que as minhas pernas começavam a transformar-se em gelatina, mas... ele virou, ufaaaa, porque não sei se me sentia preparada para tanto, ainda para mais só tínhamos combinado 7 km e eu tinha combinado ir correr (tentar) com a Fabiana para Sintra no dia a seguir. O meu pai sabe mesmo escolher os dias para puxar por mim.

Foi isto, o mero treino com o meu pai:




4ª feira - 09-08-2017

As coisas boas acontecem de maneiras que nos surpreendem.

Voltei a estar activa na 'blogosfera' e a seguir pessoas com os meus interesses, dicas para as minhas corridas e por ai, e assim acabei por descobrir a Fabiana do blog Correr pelos Dois, ou ela descobriu-me a mim, e fomos-nos seguindo, com uma publicação e outra, ela ficou a saber que eu sou de Sintra e eu a saber o gosto que ela ganhou de vir aqui para as zonas. Aquele gosto do qual eu refilo muitas vezes, mas sei que de paisagem e trilhos o que tenho é do melhor, mas às vezes para esticar as canelas é desmotivante. 

Por entre muito receio de a atrapalhar, principalmente porque vi o percurso planeado, estudei-o no Strava (o pai ensinou-me a criar as rotas quando estive em Paris e isso dá-me cá um jeitão) e acusou um desnível +400 aproximadamente, senti logo as canelas a tremer, eu a vacilar e a pensar abortar missão. A Fabiana foi incrível, deu-me força e ignorou o facto de existirem fortes probabilidades de eu parar durante a corrida.

Ponto de Encontro : largo de S. Pedro.
Lá estava eu, meio sem jeito, meio sem saber o que esperar, ao fim de um tempo uma pessoa equipada lá me acena, mal que fosse que não fosse para mim, quase que hesitei mas olhei em volta e achei que não faria sentido o rapaz estar a acenar só porque sim. Ora, era o M. (atenção ao detalhe do artigo 'o') e uns metros atrás, a Fabiana,

Não houve qualquer estranheza, ao menos nisto a corrida deve juntar os mais loucos, e logo desde início falámos imenso. Claro, que abordei logo o assunto percurso com subidas, apercebi-me que fui apanhada no meio de uma "picardia" e que portanto este percurso foi feito pelo M. para picar a Fabiana porque ela puxa por ele nos treinos planos. Senhores que eu não tenhos pulmões para isto!!

Não tenho como dizer de outra forma. Sintra é Mágica! E eu adoro de coração a minha terra, não há paisagens como estas! Fomos à Sabuga, fizemos o ziguezague da Vila Sassetti, subimos milhões de escadas até ao Castelo dos Mouros, ainda numa loucura subimos até Santa Eufémia.






Tivemos direito a um fotógrafo incrível, pelo que pela primeira vez tenho imensas fotos para recordar esta brincadeira. Obrigado.

Infelizmente, as pernas e os pulmões não aguentam, houve muitas escadas, muita subida e andei muito, mas não mudou nem um pouco a aventura. Foi muito engraçada, divertida, animada e muito boa de partilhar com pessoas que gostam do mesmo e que ignorando os ritmos, a competição e tudo mais foram só numa de mexer as pernas e descobrir os trilhos de Sintra.

Poderão ler sobre este treino aqui, pelas palavras da Fabiana em que o título diz tudo:
- "Morri... E levei a Asmática comigo!"
Confere!




Deixem-me só recuperar e quero mais e mais!



M.

domingo, 13 de agosto de 2017

TREINOS ASICS – 01-07-2017 / 08-07-2017 / 15-07-2017

Andava eu novamente em formações, desta vez pela zona do Colombo, e tendo em conta a falta de respeito e de saber estar de algumas pessoas presentes na formação, a mesma tornou-se horrivelmente maçadora. O tema era interessante e relevante para o meu trabalho, no entanto tornou-se praticamente impossível que a minha concentração se mantivesse focada naquela formação.

Melhor amigos – Facebook e Instagram

Andava eu naquele vício interminável dos dias de hoje, fazer scroll ao facebook, que heis que me aparece alguma coisa interessante. Treinos grátis com a ASICS aos sábados às 9h da manhã, a começarem ali no Colombo, estava mesmo a precisar de uma dose de motivação porque não tentar?!

Claro que depois tenho todo aquele drama do sou lenta, tenho asma, ninguém tem paciência para mim, serei um estorvo, etc… muito em versão drama Queen. De forma a precaver-me para não ficar desolada, achei por bem enviar uma mensagem para o grupo a questionar os ritmos e altimetria dos treinos.

Resposta? Zero.

Estava a ficar aborrecida com a falta de resposta visto que estava com a gula para fazer o treino e quando estou com a gula tenho que “ter” (é por isso que devo ser gorda. Vá roliça). Mas, aii… que eu quando sou chata, sou incrivelmente chata. Vamos à loja perguntar! Dito e feito, mas o rapaz que lá estava não sabia esses pormenores pelo que ficou com o meu contacto para ao outro rapazito me contactar, isto porque o coitado disse-me “Ah ritmo de 5min/km” e eu dei aquele toque no braço com extrema simpatia acompanhado de “Ah ‘tá! Txauzinho”, mas ele não me deixou fugir e disse que não tinha certezas e para esperar que ele ia confirmar.

Ora assim que saí da loja não é que já me tinham respondido?! Andava eu ali a apontar dedos a dizer que ninguém me respondia, ninguém queria saber de mim e afinal até já me tinham respondido há 1 hora, mas aqui a gorda estava a almoçar lembrou-se lá de verificar se já tinha resposta. Ainda assim, com resposta no facebook, recebi também chamada a confirmar que tinham um grupo mais lento por volta dos 6:30m/km e que não havia subidas e que mesmo que fosse mais lenta eles acompanhavam, ninguém ficava esquecido ou desamparado. Pronto, aqui com um pouco mais de alento lá decidi que me iria aventurar e levar uma companheira, que chateei logo a minha Mary. Aliás, chateei não! Fui uma boa amiga, a princesa sabe que tem que treinar para cumprir os objectivos a que se propôs.

Ora até à data já fui a 3 treinos, que foram crescendo de um dia para o outro, palavra passa palavra e cada vez mais desportistas aparecem para treinar um bocadinho, conhecer novas pessoas, ter companhia para correr e falar (ou resmungar).

01-07-2017 – Em jeito envergonhado, lá fomos as duas, avisámos logo das nossas fracas capacidades de corrida profissional e de falta de força nas pernas para as subidas. O nosso guia era um artista, muito engraçado, bem disposto e sempre na dele, tão na dele que mesmo eu avisando que tenho asma, que as subidas são um massacre e mesmo tendo ele um percurso definido, ignorou tudo isso e como se interessou por um caminho por onde passámos que se assemelhava a trilhos, pumba!, não vai de modos e troca-nos as voltas! Resmungámos! Vá, eu e a Mary! Foi logo uma praxe para o primeiro treino, mas ele esteve sempre junto a nós e a incentivar-nos. 8,5 km feitos de uma forma diferente e com muito companheirismo.


07-07-2017 – Depois do primeiro achamos que já somos da casa, já fazemos disto há mil anos, tudo tranquilo, somos as maiores. O tempo estava esquisito, meio nublado, frescote… PERFEITO! Para mim claro, adoro que não esteja calor, não quero frio, mas sem sol a coisa faz-se bem melhor. Tanto que dos 3 foi o treino em que me senti melhor. Mas neste os guias abandonaram-nos, ninguém queria ir ao nosso ritmo alucinante, pelo que o percurso foi feito assim meio sem noção e pelos que levam nota máxima de assiduidade nos treinos e como tal têm direito a ser guias quando os mesmos não podem. 8,6 km e nós entretidas.




15-07-2017 – Este treino foi o pior, não treinei nada durante a semana e na 6ª feira o meu pai convidou-me para irmos correr e lá fui eu, a pensar em estrada e descidas e ele mete-me em trilhos e subidas. 10 km feitos no mato às 20 horas, foi chegar a casa, comer, xixi e cama. Claro com menos de 12 horas entre cada treino, as minhas pernas estavam cansadas antes de eu começar a correr. E fomos até ao Parque Eduardo VII, eu sei que não houve subidas assim tão relevantes, mas da forma que eu tinha as pernas a coisa tornou-se um pouco dolorosa e tive mesmo que parar durante 300 metros. Entretanto perdemos o nosso guia, conforme ele disse ninguém fica esquecido e como tínhamos uma iniciada ela era menos rápida e ele ficou sempre a acompanhar a senhora. Impecável! 8,9 Km e eu não podia ir conviver porque me esperava uma despedida de solteira.




Até à data não fiz mais nenhum treino, os fins de semanas estão a modos que ocupados, Paris, Barragem, Baptizado… Espero ainda fazer um treininho antes de arrancar para Paris de vez.
É difícil explicar este tipo de motivação, é como uma obrigação sem o ser, no sentido de a cabeça e corpo sabem que tens naquele dia, naquela hora algo “agendado” e parece q não podes faltar, como o trabalho, a escola, mas sem a parte do “seca”. Assim, naqueles sábados que a preguiça tenta falar mais alto, sabendo que temos algo “marcado” parece que a preguiça fica sem pio e acabamos por ir, correr e falar muito. Até agora achei uma experiência muito boa e quero mesmo voltar a fazer um treino!

P.S. Há sempre sorteio no final do treino e podem ganhar uma peça de roupa da ASICS, a minha Mary já ganhou!

M.


terça-feira, 8 de agosto de 2017

terça-feira, 1 de agosto de 2017

TREINO PARA O TRILHO DAS LAMPAS – 18K – 16.04.2017


Ando com o bichinho dos trilhos, não que seja excelente na coisa, nem minimamente boa, nem razoável sequer, mas provavelmente por todos os outros motivos explicados anteriormente noutro post… Depois tenho a pancada dos 21 quilómetros, talvez porque era sem dúvida o meu grande objectivo na corrida, a distância da Meia Maratona e por tanto tempo inalcançável. Ora, depois de Paris tudo mudou, fiz 21 quilómetros pela primeira vez lá, depois vim fazer os 20K de Cascais, depois mais tarde oficializei a distância na Meia dos Descobrimentos seguindo-me em Março com mais 2!

Se as faço tranquilamente?! NÃO! De todo! Umas melhores que outras, mas por volta do quilómetro 15 começo sempre a entrar em paranóia, os pés a ficarem dormentes, ou o direito a fazer bolha as always, o desespero de os quilómetros não passarem… Devia escrever dramas.

Isto tudo para dizer que fiquei com o bichinho de ir fazer o Trilho das Lampas, era trilho, era na minha zona, zona bonita, com passagem na Praia da Samarra e vista para a Praia da Vigia, a distância era grande podia puxar por mim. E melhor de tudo, fazem sempre um treino para essa prova na 6ª feira Santa, a minha ideia era chatear o meu pai para vir comigo, na 6ªfeira fazia em jeito de testar o quanto a coisa era fazível, se me aguentasse e o fizesse num máximo de 3h30 iria à prova, pelo que deixei a inscrição pendente de pagamento.

6ªFeira Santa

De Santa não teve nada, estava com uma gastroenterite, andei de tal forma preguiçosa que nessa semana encomendei todos os dias comida à Tété, senhora com refeições a 3,80€ entregues no escritório, a comida não é óptima e maravilhosa, mas por 3,80€ com doses satisfatórias e entregues sempre 11h30 no escritório não é nada mau. Coincidência ou não, a semana que comi sempre Tété a minha barriga não estava bem, muitas idas à casa de banho, um treino a meio da semana no qual tive que parar a meio tal eram as dores… Quando acordei na manhã de 6ªfeira, ainda eram 6h da manhã e eu já estava trancada na casa de banho e com dores imensas, tinha que me contorcer toda para tentar aliviar, disse ao pai que não iria conseguir fazer o treino por grande pena minha, estava destroçada.
Fui às urgências e voltei toda “kitada” de medicação, eram comprimidos para tudo e tive direito a dieta também, arrozinho branco, frango ou peru grelhado e creme de cenoura. Muita água. Fim-de-semana grande em altas, eu esbanjava felicidade.

O pai foi na mesma fazer o treino, foi desde o 1º ano que o realizaram e conhece sei lá eu quantas pessoas para lá, fiquei com mega inveja, por outro lado sei que não o atrapalhei porque obviamente não tenho a mesma pedalada que ele.

Descansei o fim-de-semana todo e chateei o pai para ir fazer o mesmo comigo no Domingo, se eu me estivesse a sentir melhor.

Domingo

Levantei-me cedo e tomei um bom pequeno-almoço, fiz questão de o fazer bem cedo para entender como estava a minha barriga, continuava inchada e meio dura, mas nada comparado com o que estava anteriormente. Fui forte e segui em frente com o que queria fazer, tinha que ser!

O pai cortou a parte do troço que era em estrada, o 1º quilómetro, e começamos logo pelos trilhos. Continuo a ser meio trapalhona, tropeço umas quantas vezes, mas não fui ao chão o que por si só e bastante bom para mim.

Fui-me esforçando o melhor que pude e obviamente sendo só eu e o pai sentia-me mais confortável e à vontade, por vezes o pai parava para me explicar zonas, ver a vista, tirarmos umas fotografias. As subidas continuam a ser um massacre, não percebo como ele consegue, subidas a sério e ir sempre em passo de corrida, porque há subidas e subidas, mas as dos trilhos normalmente até na alma me doem.
Fui fazendo tudo sem me queixar, melhorei bastante nos últimos 2 anos a nível de queixas, fazia birras quando o caminho não me agradava, mal via as subidas, se o pai fosse muito depressa… Hoje em dia limito-me a ir na minha, se parar parei e não faço alarido, quando consigo retomo, mas ao menos deixei de resmungar com o pai nesse sentido.

Não sei porquê mas sentia-me tranquila, normalmente quando são distâncias grandes parece que tenho um chip que começa a fazer curto-circuito por causa dos nervos, a controlar a distância a todos os momentos, mas por incrível que parece estava bem nesse sentido, claro, custava-me, sentia-me cansada, vinham as subidas e eu engolia em seco, mas por outro lado sentia uma sensação de calma.
O dia esteve sempre agradável, a vista foi espectacular do início ao fim, os caminhos dos trilhos são sempre bem mais interessantes que os de estrada, dá vontade de tirar fotografias a todos os momentos, registar todos os caminhos por onde passámos, todas as subidas e descidas.

Conheço a praia da Samarra desde pequena, não é uma praia que frequente, mas como a conhecia e sabia que o percurso passava por lá, quando finalmente a vi, quando finalmente toquei na areia e vi o mar… Felicidade. Acho que é este o significado verdadeiro da corrida. Nesta altura tinha à volta de 9/10 km, ou seja, sabia que aqui seria pouco mais do que o meio da prova oficial. Isto da praia é muito bonito, mas a subida que me esperava da praia até lá a cima… M-E-D-O.


Vista incrível para a praia (não vigiada) da Vigia! A partir daqui deixávamos de estar junto à costa, começávamos a correr por trilhos interiores e a voltar para trás, os caminhos já não eram tão perigosos pois já não tínhamos as enormes arribas em que nos arriscávamos a cair lá para baixo, e que já eram difíceis de fazer à luz do dia, quando me recordava que a prova oficial grande parte era feita à noite, sentia o meu corpinho todo a tremer.


O caminho de volta era mais pacífico mas continuava a ter altimetria, eu ia fazendo ao meu ritmo o melhor que podia, sabia que tinha que conseguir fazer isto, para deixar o pai orgulhoso e para ganhar coragem de fazer a prova oficial, mas não nego que o cansaço se apoderava de mim, mas o pai sempre muito paciente, chato, mas paciente em aturar-me também.

18 km feitos!





Serei capaz de fazer mais 2 km certamente! Inscrição confirmada!


M.


P.S. Descobri que o meu pai adora selfies ...

domingo, 20 de novembro de 2016

Quem corre à chuva ... molha-se!



Preciso de treinar. Mais não digo. Só que preciso.
Este fim de semana precisava muito de fazer um treino um pouco mais longo e deixei o tal dia para Domingo. As usual. Domingo soa sempre bem para um treininho mais longo, não há trabalho que me obrigue a correr com tempo e quilómetros contados, não o faço no Sábado porque quando aumento as distâncias fico a modos que com umas pernas esquisitas no próprio dia e no seguinte, assim Sábado limito-me a fazer um treino normal e fico sã para Domingo, fazendo assim dois treinos no fim de semana. Bom, ficou a explicação do Domingo...
Agora vai que... fui forte o suficiente para ver um dia cinzento, com fracas probabilidades de mudar para melhor e segui rumo a Lisboa para uma zona plana (dada à escassez na minha zona) para fazer um treino maior.
Chovia, não a potes mas chovia, estava um tempo agradável para correr, 17 graus dizia o carro e encobertos com direito a umas pingas.
Foi-se fazendo, achei que o tempo para correr até era porreiro, pensei que devia ter ido de impermeável, pensei que era desta que perdia a cabeça e comprava o impermeável da Oysho camuflado, imaginei mil cenários de corrida com o mesmo, o quão perfeito é para estes treinos, com bolsos para o telemóvel e chaves, normalmente nunca levo telemóvel mas quando me quero esticar nos quilómetros prefiro tê-lo não vá o diabo tecê-las e eu perder-me (clássico na minha pessoa)... a mesma forma como divago a escrever é exactamente igual à forma como a minha cabeça divaga durante a corrida.
7km e mais um pouco e lá decidimos (pois o pai veio comigo, coitado) voltar para trás, já chorava interiormente desde os 5,5km para que rapidamente déssemos a volta, mas nada disse, nada reclamei, um esforço enorme e a fazer contas de cabeça, 'Aguenta até aos 7,5km e fazes a birra do dia para voltar para trás, Ficarás com 15km, não é mau... mas... E se aguentares mais 500m que não é nada (porra! 500 metros nestas situações parece-me sempre imenso!) fazes 8+8=16! e é um treino bonzito'.
Vá aguenta e não chora!
Conforme viramos, comecei a fraquejar, um pouco mais devagar, com as minhas dores de joelho a serem mais persistentes, mas nada disse (em voz alta), toda a minha cabeça era uma confusão, um resmungar, uma birra, uns quantos palavrões... Pumba! 
Vuuuuuuu.... Vuuuuuuuuuuuuuuu.... 
Uma chuva impressionante e um vento fortíssimo, automático quando voltámos a correr junto ao rio na volta, mas uma cena impressionante, ouvia-se e sentia-se imenso, ainda por cima em sentido contrário ao meu, senti logo a minha velocidade abrandar, tive que inclinar o meu corpo e baixar a cabeça para que me fosse possível perfurar tal vendaval. 
Chovia. Chovia. Chovia tanto. Houve partes em que quase nem conseguia ver, a água escorria-me para os olhos de uma forma parva. Fogo, os 8km de volta foram um massacre e toda a luta contra a chuva e o vento estavam a fazer-me desregular a respiração, que estava, ao contrário da passada Terça-feira, incrivelmente num estado deveras positivo e controlado.
Aguenta! Aguenta! Faz os 16km!
Nos últimos quilómetros já só sonhava com o carro, um banho quente, um fato de treino quentinho, uma mantinha e um chocolate quente no sofá... ahhh! (Foi quase isso, ao fato de treino espetei-lhe um pijama e ao chocolate quente um cházinho.)
Cheguei ao carro, os joelhos doíam-me e sentia os pés para além de ensopados, queimados! Dito e feito. Tirei uma sapatilha, duas sapatilhas e ... bolhas! Grandes bolhas! Não sei se foram os ténis se foi o facto de ter feito 16km sempre com os pés quase dentro de uma piscina...
A verdade é Quem anda à chuva, molha-se!, agora é mais um Aguenta e não chora!

M.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

de quase nada aos 21,1 km

Teimosia. Sim, acho que foi graças a isso que completei os 21km que tanto queria. Estava em Paris, sem os meus, sem nada. Com o tempo obviamente criei amizades, conheci novas almas, novos corações que hoje me são importantes. Mas no início, no início não era difícil, mas também não era fácil. Os meus fins de semana eram aborrecidos, eu era aborrecida, sem grandes paciências para museus. Gosto de ar livre, gosto de conhecer, mas não museus. Lamento, cada qual com a sua pancada.

Restavam-me as cervejas, as mais caras cervejas da minha vida, logo eu que me contentava com uma mera e modesta Super Bock. Foram as jolas da noite e as corridas do dia que ocuparam grande parte dos meus dias em Paris.

Entre conversas mal percebidas num Skype bêbado de soluços, heis que disse ao Pai que iria fazer os 20km de Cascais... Sem grande discurso de motivação dignou-se a dizer-me, precisas de treinar e fazer pelo menos uma corrida de 16km antes dos 20km e que não fosse no fim de semana de véspera.

Lembro-me da 6ª feira, sair do trabalho, combinarmos ir beber uns copos, lembro-me de rir e beber mais do que uns copos. Dormi. Dormi muito. Também recebi uma mensagem "Então já fizeste o teu treininho?" Ops, doeu na alma. Domingo acordei com uma preguiça daquelas dolorosas e vagarosas. Tomei um bom pequeno almoço, fiz ronha, gastei muita Internet do telemóvel, às 12h já estava cansada do nada. Já tinha repassado o facebook de uma ponta a outra, a televisão continuava toda em francês e é insuportável ouvir o Brad Pitt ou outro senhor jeitoso que sempre conheci na minha televisão, com toda uma fala nova, com todos aqueles "avec" e "en fait", nada contra os meus meninos franceses, mas simplesmente essa não é a voz desses senhores e eu fico com umas comichões incríveis. 

Nada mais a fazer, 12h30, mil roupas, 3 camisolas polares, calças polares, meias quentinhas, luvas, gola, MP3... todo um cenário (parvo). Lá fui, vi no google maps, Vou sempre pelo rio. Viro ali quando fizer os 9km viro e dou meia volta, dá uns valentes 18km. Será que sou capaz? Vou levar o passe, ainda me aborreço... Vai-me dar dor de burro. As pernas vão me doer. Ai... Não sei quantas coisas pensei. Mil. Milhares. Esta cabeça não pára. Mas fui... Olhava em volta, apreciava a paisagem, tirava fotografias, percebi que tinha que comprar umas luvas com aquela pontinha do dedo "touch", fiz vídeos, armei-me em esperta e tive que dar meia volta mil vezes, passei por sítios estranhos, passei por sítios lindos...

Relógio GPS : 1h e pouco de corrida 10/11km.

Bolas! Não vi a ponte, já devia ter passado para o outro lado, havia uma ponte ao quilómetro 9. Impossível não ter visto a ponte. Estou aqui a beira do rio. Ahhh uma ponte!! Bora! Okay... Provem de uma via rápida não tenho forma de a alcançar.

Relógio GPS : 13km

Desesperada, farta de correr, aborrecida, perdida, como passar para a outra margem. Heis uma ponte! Tão longe. Uma dupla ponte? Estranho

Relógio GPS : 14km

Finalmente do outro lado da margem, finalmente a voltar para trás! Mais 4km e faço os 18km, muito bom para quem nunca correu assim tanto, dos 18km aos 20km é uma diferença de 2km, se for capaz de fazer os 18km também faço os 20km.

Relógio GPS : 15km
O quê???! Só?

As pernas já estavam em modo gelatina, eu já não as acho muito definidas, senti-las tipo gelatina faz-me sentir muito melhor. Respiração estava boa, nesse campo estava  sentir-me bem.

Relógio GPS : 16km
O quê????! Outra vez? Só passou um quilómetro?

Foi assim até ao 18km, sempre que olhava para o relógio parecia que os quilómetros não passavam, já poucas energias tinha para ser capaz de tentar acelerar.

Relógio GPS : 18km
Mas... se eu fizer mais 2km que não é nada, são menos de 15min, fico com os 20km feitos e sei que serei capaz.

Lá fui, com o mesmo problema desde o quilómetro 14, os quilómetros simplesmente não passavam. 

Relógio GPS : 20km
Mas se eu aguentar a treta de 1km e pouco conquisto o grande objectivo e sonho que tenho, correr uma meia maratona.

Nunca me tinha custado tanto correr 1km, bateu os 21km e como a meia maratona não é certinha queria correr aqueles metros da diferença e o quando me custou!

21,6 KM!!!! FELIZ FELIZ FELIZ!!!




Ninguém me pode tirar aquele sentimento, ninguém consegue imaginar a alegria dentro de mim, o quanto o meu coração estava cheio de felicidade, apetecia-me tanto gritar! Estava aborrecida desde o quilómetro 14 e persisti. Conquistei o meu grande objectivo. <3

Bolas... faltavam quase uns 6km para chegar ao hotel, não fazia ideia onde estava, onde era o metro mais próximo, as minhas pernas queriam parar, eu queria atirar-me para o chão e descansar... Aguentei, procurei o metro mais próximo, enganei-me nos caminhos, andei às voltas, cheguei! 

Almocei quase às 16h da tarde! Estava completamente estoirada, mas estava tão feliz, parecia que o meu coração ia rebentar.

Tinha combinado ir passear com um colega francês... foi top, tirando que ainda andamos uns 6km a pé, eu não me sentia nada cansada, que ideia absurda era essa?! Lembro-me de ele gozar com o meu jeito de andar, lembro-me de estar de ténis e ele não estar habituado e eu dizer que adoro! Caí na burrice de dizer adoro ténis porque sou uma trapalhona e hiper-activa e adoro correr e saltar, e decidi exemplificar. Riu-se! Percebeu claramente que os saltos me tinham custado quase uma vida.

20h da noite. Mandou-me parar! Vamos ficar aqui. Espera. Sentou-se no muro virado para a Torre Eiffel. Estive 5 minutos a observar o muro, naquele momento eu própria sentia que ia subir uma Torre Eiffel, tentava descobrir qual o melhor método. Ele ria-se. Adoro divertir as pessoas com o meu sofrimento. 





Valeu a pena!
Foi um dia cheio (24-01-2016).
Foi uma conquista.

M.